V Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste V domingo do Tempo Comum o evangelista São Lucas apresenta dois temas o primeiro consiste no confiar nas próprias capacidades mais do que em Deus e o segundo tema é o chamamento dos primeiros discípulos. Jesus entrando no barco de Simão Pedro diz-lhe para se fazer ao largo e lançar as redes ao mar. Simão diz a Jesus que tinham andado toda a noite e não tinham pescado nada, mas à proposta de Jesus lançam as redes e apanharam grande quantidade de peixes ao ponto das redes quase se romperem. Na verdade, quando apenas contamos com as nossas capacidades ou forças também desanimamos, porque não vemos o resultado do nosso trabalho. Quando os discípulos aceitaram o convite feito por Jesus e confiaram nas suas Palavras viram o resultado da pesca. Por vezes, nós também queremos contar apenas com as nossas próprias capacidades e damo-nos conta de que o resultado do nosso trabalho nos deixa desanimados e frustrados, tal como Pedro devemos confiar mais na providência e graça divina.
A leitura do livro de Isaías, encontramos a descrição plástica do chamamento de um profeta – Isaías. De uma forma simples e questionadora, apresenta-se o modelo de um homem que é sensível aos apelos de Deus e que tem a coragem de aceitar ser enviado.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, propõe-nos reflectir sobre a ressurreição: trata-se de uma realidade que deve dar forma à vida do discípulo e levá-lo a enfrentar sem medo as forças da injustiça e da morte. Com a sua acção libertadora – que continua a acção de Jesus e que renova os homens e o mundo – o discípulo sabe que está a dar testemunho da ressurreição de Cristo.
O Evangelho de São Lucas, apresenta um grupo de discípulos que partilharam a barca com Jesus, que acolheram as propostas de Jesus, que souberam reconhecê-l’O como seu “Senhor”, que aceitaram o convite para ser “pescadores de homens” e que deixaram tudo para seguir Jesus… Neste quadro, reconhecemos o caminho que os cristãos são chamados a percorrer.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada.
Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão:
«Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Fevereiro
«Àqueles que vêm a Mim, não os rejeitarei». (Jo 6,37)
Esta afirmação de Jesus faz parte de um diálogo com a multidão que, depois do milagre da abundante multiplicação dos pães, O procura e Lhe pede mais um sinal para acreditar n’Ele.
Jesus revela ser Ele próprio o sinal do amor de Deus. Mais ainda, Ele é o Filho que recebeu do Pai a missão de acolher e fazer voltar para a Sua casa todas as criaturas, em especial cada pessoa humana, criada à Sua imagem. Sim, porque o próprio Pai já tomou a iniciativa e atrai todos para Jesus[1], colocando no coração de cada um o desejo da vida em plenitude, isto é, da comunhão com Deus e com todos os seus semelhantes.
Jesus, portanto, não rejeitará ninguém, por mais longe de Deus que se sinta, porque esta é a vontade do Pai: não perder ninguém.
Letizia Magri

Papa aos Institutos Seculares: a fraternidade derrota o vírus do individualismo
“Sejam um fermento de verdade, bondade e beleza. E sejam o sal que dá sabor, porque sem sabor, desejo e maravilha, a vida permanece insípida e as iniciativas permanecem estéreis”. No Dia da Vida Consagrada (02/02) o Papa Francisco enviou uma carta à sra. Jolanta Szpilarewicz presidente da Conferência Mundial dos Institutos Seculares recordando o 75° aniversário da Constituição Apostólica Provida Mater Eclesia. Na Constituição Provida Mater Ecclesia, escreveu Francisco, Pio XII “reconheceu a forma de testemunho que, especialmente desde as primeiras décadas do século passado, estava se espalhando entre católicos leigos particularmente comprometidos”. E um ano depois, em 12 de março de 1948 com o Motu próprio Primo feliciter, “o mesmo Pontífice acrescentou uma importante chave interpretativa: em comparação com Provida Mater, que indicava vocês simplesmente como “Institutos”, o motu proprio acrescentava que a identidade específica de seu carisma provinha da secularidade, definida como a “razão de ser” dos próprios Institutos (Primo feliciter, 5). Isto deu plena legitimidade a esta forma vocacional de consagração no século.
Semente e fermento – O Papa continuou sua carta afirmando ainda: “A secularidade, seu traço distintivo, indica uma forma evangélica precisa de estar presente na Igreja e no mundo: como uma semente, um fermento”. Explicando: “A semente é a premissa da vida, o fermento é o ingrediente essencial para que o pão seja perfumado. Convido, portanto, a aprofundar o significado e o modo de sua presença no mundo e a renovar em sua consagração a beleza e o desejo de participar da transfiguração da realidade”.


Francisco sobre Mianmar: não podemos olhar para o outro lado
Não se pode ficar indiferente diante da “violência que está ensanguentando Mianmar”. Na Audiência geral, o Papa Francisco relançou “o apelo dos bispos birmaneses para que a comunidade internacional trabalhe pela reconciliação entre as partes envolvidas”. Não podemos olhar para o outro lado”, disse o Papa, “diante do sofrimento de tantos irmãos e irmãs”. Peçamos a Deus em oração o consolo para essa população martirizada. A Ele confiamos os esforços pela paz”.
Um povo sofredor – Com o golpe de Estado em 1º de fevereiro de 2021, o exército de Mianmar liderado pelo general Min Aung Hlaing derrubou o governo da Liga Nacional para a Democracia de Aung San Suu Kyi, que foi presa junto com outros expoentes do governo. Desde que os militares tomaram o poder, mais de 400.000 pessoas fugiram de suas casas. Mais de 30.000 procuraram asilo em um país vizinho. Quase uma pessoa, entre duas, vive abaixo da linha de pobreza. No ano passado, milhões de pessoas perderam seus empregos, os preços dos alimentos essenciais subiram e a moeda nacional entrou em colapso. De acordo com Save the Children, pelo menos 150.000 crianças foram obrigadas a fugir de seus lares. O sistema de saúde está em desordem e a maioria das escolas está fechada. No primeiro aniversário da tomada do poder pelo exército, foi realizada uma greve nacional. As autoridades anunciaram recentemente que os manifestantes poderiam ser acusados de traição. No ano passado, cerca de 1.500 civis foram mortos e mais de 11.000 presos após a repressão de uma longa onda de protestos.