II Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste segundo domingo do Tempo Comum põe em evidência dois grandes temas; a diversidade de dons e carismas que Deus nos premeia mas que todos eles somente têm valor quando estão em comunhão uns com os outros, porque é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Então nas comunidades existem diversos ministérios (leitores, cantores, acólitos, ministros de comunhão, zeladores, catequistas, visitadores de doentes, cursilhistas, escuteiros), apesar de toda esta riqueza e diversidade de ministérios e dons seremos cada vez mais autênticos cristãos, quanto mais acolhermos o ministério do outro como meu; vivendo esta estima reciproca poderemos experimentar a verdadeira identidade cristã que caracterizava as comunidades dos Apóstolos «vede como eles se amam». Por vezes, existem rivalidades dentro das comunidades, contudo, é urgente fazer a redescoberta que como o Corpo é só um e tem muitos membros e todos eles são necessários para que haja harmonia no corpo; assim, também nós não podemos estar divididos nós que formamos o Corpo de Cristo, embora exercendo diversos ministérios somos um só Corpo em Cristo.
A leitura do livro de Isaías, define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, fala dos “carismas” – dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de ser postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O Evangelho de São João, apresenta, no contexto de um casamento (cenário da “aliança”), um “sinal” que aponta para o essencial do “programa” de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas.
Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem,
serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.
Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Janeiro
«Vimos a sua estrela no Oriente e viemos prestar-Lhe homenagem».[1]
Assim escrevem os cristãos do Médio Oriente, no documento que acompanha as propostas para esta Semana de Oração: «A estrela que apareceu no céu da Judeia constituía um sinal de esperança há muito aguardado, que conduziu os Magos e, através deles, todos os povos da Terra ao lugar onde se manifesta o verdadeiro Rei e Salvador. A estrela é uma dádiva, um sinal da presença amorosa de Deus para toda a Humanidade. […] Os Magos revelam-nos a unidade de todos os povos, desejada por Deus. Vêm de países distantes e representam diferentes culturas, mas são movidos pelo mesmo desejo de ver e conhecer o Rei recém-nascido. Reúnem-se na gruta de Belém para O venerar e para Lhe oferecerem os seus presentes. Os cristãos são chamados a ser, no mundo, um sinal da unidade que Ele deseja. Apesar de pertencerem a culturas, raças e línguas diferentes, os cristãos partilham a comum procura de Cristo e o comum desejo de O adorar. A missão dos cristãos, portanto, é a de serem um sinal, como a estrela, para guiar a humanidade sedenta de Deus e a conduzir a Cristo, para serem instrumentos de Deus para a realização da unidade entre todos os povos»[3]. A estrela que brilhou para os Magos é destinada a todos e acende-se, em primeiro lugar, na profundidade da consciência que se deixa iluminar pelo amor. Todos podemos afinar o olhar para a ver, pôr-nos a caminho para a seguir e alcançar a meta do encontro com Deus e com os irmãos na nossa vida quotidiana, para partilhar com todos as nossas riquezas. Letizia Magri

Papa à Ação Católica: os Apóstolos de hoje devem ver, julgar e agir
Na manhã desta quinta-feira (13) o Papa recebeu os representantes da Ação Católica. Francisco iniciou falando sobre o tema da peregrinação “Apóstolos hoje”. E disse que gostaria de refletir o que significa “sermos apóstolos eficazes hoje”, recordando que “quando os discípulos caminham com Jesus no caminho de Emaús, começam lembrando os acontecimentos que viveram; depois reconhecem a presença de Deus nesses acontecimentos; finalmente, agem retornando a Jerusalém para anunciar a ressurreição de Cristo”. E convidou a refletir sobre estas três palavras “Ver, julgar e agir”.
A etapa básica
Ver. “Esta primeira etapa é básica – continuou o Pontífice – consiste em se deter para observar os acontecimentos que formam nossas vidas, o que constitui a nossa história, as nossas raízes familiares, culturais e cristãs”. A pedagogia da Ação Católica, começa sempre com um momento de memória, ou seja, compreender e perceber como Deus estava presente em cada instante.
Julgar ou discernir
Em seguida o Pontífice falou sobre a segunda etapa que seria julgar ou discernir: “É o momento em que nos permitimos ser questionados, ser desafiados. A chave para esta etapa é a referência à Sagrada Escritura”. E explicou este ponto afirmando: “No encontro entre os acontecimentos do mundo e de nossas vidas, por um lado, e a Palavra de Deus, por outro, podemos discernir os apelos que o Senhor nos faz”
Os movimentos da Ação Católica desenvolveram, em sua história, verdadeiras práticas sinodais, especialmente na vida em grupo, que é a base de sua experiência”. Disse ainda: “A Igreja como um todo também está envolvida num processo sinodal, e eu conto com sua contribuição. Recordemos, a este respeito, que a sinodalidade não é uma simples discussão”. “Não!” disse o Papa, “é um estilo a ser adotado, no qual o protagonista principal é o Espírito Santo, que se expressa antes de tudo na Palavra de Deus, lida, meditada e compartilhada em conjunto”.
Proibição de plásticos descartáveis na Europa: sugestões do Papa para salvar o meio ambiente
A partir de 14 de janeiro será proibido em toda a Europa o uso de plásticos não biodegradáveis e não compostáveis. No dia da entrada em vigor deste texto legislativo, repropomos algumas reflexões do Papa Francisco sobre as consequências prejudiciais para o meio ambiente causadas pelo uso de material plástico mono-uso descartável
Pesca de plástico
Em 18 de janeiro de 2020, saudando uma delegação de pescadores italianos, o Papa expressou seu apreço pelo trabalho de limpeza dos fundos marinhos realizado pelos pescadores e associações em colaboração com as autoridades competentes. “Esta iniciativa é muito importante, tanto devido à grande quantidade de resíduos, especialmente plásticos, que vocês recuperam, como também – e eu diria acima de tudo – porque isso pode se tornar e já está se tornando um exemplo que pode ser repetido em outras áreas da Itália e no exterior. A operação “Pesca de Plástico”, que vocês realizaram voluntariamente, é um exemplo de como a sociedade civil local pode e deve contribuir para enfrentar questões de importância global, estimulando assim a responsabilidade das instituições”.

