I Domingo Advento – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste I domingo de Advento apresenta-nos uma linguagem apocalíptica através de visões e sinais estrondosos, parecendo até as forças celestes serem abaladas. O evangelista São Lucas descreve dois pontos fundamentais Cristo que vem «sobre as nuvens», esta expressão aponta sempre para a iniciativa de Deus que não abandona o seu povo à sua mercê, mas que cuida e protege. Outro aspecto que o evangelista salienta é a perseverança e vigilância a não deixar endurecer o coração, nem a deixar-se transviar pelas preocupações da vida, mas a permanecer em sentinela e a viver na terra como se fosse no céu. Se vivêssemos desse modo poderíamos experimentar o paraíso na terra.
A leitura do livro de Jeremias, pela boca do profeta Jeremias, o Deus da aliança anuncia que é fiel às suas promessas e vai enviar ao seu Povo um “rebento” da família de David. A sua missão será concretizar esse mundo sonhado de justiça e de paz: fecundidade, bem-estar, vida em abundância, serão os frutos da acção do Messias.
A Leitura de São Paulo aos Tessalonicenses, convida-nos a não nos instalarmos na mediocridade e no comodismo, mas a esperar numa atitude activa a vinda do Senhor. É fundamental, nessa atitude, a vivência do amor: é ele o centro do nosso testemunho pessoal, comunitário, eclesial.
O Evangelho de São Lucas, apresenta-nos Jesus, o Messias filho de David, a anunciar a todos os que se sentem prisioneiros: “alegrai-vos, a vossa libertação está próxima. O mundo velho a que estais presos vai cair e, em seu lugar, vai nascer um mundo novo, onde conhecereis a liberdade e a vida em plenitude. Estai atentos, a fim de acolherdes o Filho do Homem que vos traz o projecto desse mundo novo”. É preciso, no entanto, reconhecê-l’O, saber identificar os seus apelos e ter a coragem de construir, com Ele, a justiça e a paz.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima.
Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados
pela intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».
Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Novembro
“Felizes os que promovem a paz, porque eles serão chamados filhos de Deus”
A paz, a paz de Jesus, como diz Chiara Lubich «exige de nós coração e olhos novos para ver todos como candidatos à fraternidade universal».
Ela acrescenta: «Podemos questionar-nos: “Também aqueles vizinhos conflituosos? Também os colegas de trabalho que criam obstáculos à minha carreira? Também os que militam noutro partido ou são adeptos de outra equipa de futebol? Também as pessoas de religião ou nacionalidade diferentes da minha?” Sim, todos são meus irmãos e minhas irmãs. A paz começa precisamente aqui, na relação que estabeleço com cada próximo. “O mal nasce no coração do homem – escrevia Igino Giordani – e, para remover o perigo da guerra, é preciso remover o espírito de agressão, de abuso e de egoísmo que originam a guerra: é preciso reconstruir uma consciência”(2). O mundo muda se mudarmos nós, […] sobretudo, pondo em evidência aquilo que nos une, poderemos contribuir para a implementação de uma mentalidade de paz e trabalhar juntos para o bem da Humanidade. […] No fim, é o amor que vence, porque é mais forte que tudo o resto. Neste mês, procuremos viver assim, para sermos fermento de uma nova cultura de paz e de justiça. Veremos renascer em nós e à nossa volta uma nova Humanidade»(3) .
Letizia Magri

Aos jovens, Papa pede criatividade e adverte para “psicologia da indiferença”
Jovens refugiados, estudantes de universidades prestigiosas ou em situação de vulnerabilidade: estes foram os interlocutores do Papa Francisco na tarde de quinta-feira, reunidos no bairro “Aurélia” de Roma, numa iniciativa promovida por Escolas Ocorrentes. A tarde de quinta-feira do Papa Francisco foi dedicada aos jovens. No Colégio Internacional Maria Mater Ecclesiae, o Pontífice se reuniu com um grupo de 50 pessoas que, a convite de Scholas Occurrentes, partilham as diferentes experiências que tiveram durante a pandemia e as lições aprendidas nas suas comunidades. Eles iniciam um ano de formação humana e política inspirada na encíclica “Fratelli tutti”, com o objetivo de criar uma resposta que esteja em sintonia com os tempos e inclua as periferias geográficas e sociais.
Portanto, os interlocutores do Papa eram jovens refugiados, estudantes de universidades prestigiosas ou em situação de vulnerabilidade. Com idades compreendidas entre os 16 e os 27 anos, eles cantaram, relataram suas experiências e encenaram uma peça usando máscaras brancas com vários desenhos e escritas, para simbolizar “a dor” que aflige a juventude de hoje. De modo especial, a história de Austen impressionou o Papa: um jovem refugiado ruandês que fugiu com a sua família do genocídio de 1994 – um testemunho que o levou a denunciar mais uma vez o drama que vivem, em meio a uma “psicologia da indiferença”.
O Papa quer uma verificação sobre a reforma das nulidades matrimoniais na Itália
Francisco cria uma comissão na Rota Romana: sua tarefa será verificar e ajudar na aplicação das novas normas para declarações de nulidade de casamentos nas dioceses italianas. Será presidida pelo Decano da Rota e terá a participação do bispo de Oria.
Seis anos após o Motu proprio “Mitis Iudex Dominus Iesus” (publicado em agosto de 2015 e que entrou em vigor no dia 8 de dezembro seguinte), com o qual havia reformado o processo canônico para os casos de declaração de nulidade matrimonial, tornando-os mais ágeis e acessíveis graças a uma maior responsabilidade do bispo diocesano, o Papa Francisco retorna ao assunto. E institui uma comissão para verificar e ajudar na aplicação da reforma na Itália, a fim de dar “novo impulso” a essas normas. É o que se lê num Motu proprio publicado esta sexta-feira, 26 de novembro, pelo Pontífice. O objetivo da comissão, instituída na Rota Romana com a participação de um bispo da Conferência Episcopal Italiana, é “apoiar as Igrejas na Itália na recepção da reforma”. Francisco lembra que o bispo recebeu o poder de julgar e ressalta novamente que “o ministério judicial” do bispo “por sua própria natureza postula a proximidade entre o juiz e os fiéis”, dando assim origem a “pelo menos uma expectativa por parte dos fiéis” de poder recorrer ao tribunal de seu bispo “de acordo com o princípio da proximidade”.

