XXXIII Domingo Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo põe em evidência a realidade escatológica o final dos tempos em que o Senhor enviará os Seus Anjos para reunir os seus eleitos de todas as nações. Na verdade, nós não conhecemos o dia nem a hora mas devemos permanecer vigilantes unidos a Ele. Diz-nos o evangelista marcos que o Senhor Jesus virá congregar os homens em si, e os levará consigo para o Pai. Aí será o lugar do repouso eterno, para quem viver esta vida presente na espectativa feliz do Senhor que vem. Expetativa e preparação são atitudes fundamentais de toda a vida cristã, hoje recordadas de maneira particular.
A leitura da Profecia de Daniel, anuncia aos crentes perseguidos e desanimados a chegada iminente do tempo da intervenção libertadora de Deus para salvar o Povo fiel. É esta a esperança que deve sustentar os justos, chamados a permanecerem fiéis a Deus, apesar da perseguição e da prova. A sua constância e fidelidade serão recompensadas com a vida eterna.
A Leitura aos Hebreus, lembra que Jesus veio ao mundo para concretizar o projecto de Deus no sentido de libertar o homem do pecado e de o inserir numa dinâmica de vida eterna. Com a sua vida e com o seu testemunho, Ele ensinou-nos a vencer o egoísmo e o pecado e a fazer da vida um dom de amor a Deus e aos irmãos. É esse o caminho do mundo novo e da vida definitiva.
O Evangelho de São Marcos, Jesus garante-nos que, num futuro sem data marcada, o mundo velho do egoísmo e do pecado vai cair e que, em seu lugar, Deus vai fazer aparecer um mundo novo, de vida e de felicidade sem fim. Aos seus discípulos, Jesus pede que estejam atentos aos sinais que anunciam essa nova realidade e disponíveis para acolher os projectos, os apelos e os desafios de Deus.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu
e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu.
Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra,
mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».
Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Novembro
“Felizes os que promovem a paz, porque eles serão chamados filhos de Deus”
Na Bíblia, a paz – Shalom, em hebraico – indica a condição de harmonia da pessoa consigo mesma, com Deus e com aquilo que a circunda. Ainda hoje se usa essa saudação entre as pessoas, como votos de vida plena. A paz é, acima de tudo, uma dádiva de Deus, mas depende também da nossa adesão.
Entre todas as bem-aventuranças, esta aparece como a mais ativa. Convida-nos a sair da indiferença, para nos tornarmos construtores de concórdia entre nós e à nossa volta, usando a inteligência, o coração e as mãos. Requer o nosso compromisso de cuidar dos outros, de sanar feridas e traumas pessoais e sociais provocados pelo egoísmo que divide, de promover todos os esforços nesta direção.
Como Jesus, o Filho de Deus, que cumpriu a sua missão quando deu a sua vida na cruz, para unir a Humanidade ao Pai e estabelecer a fraternidade sobre esta Terra. Por isso, todo aquele que for um construtor de paz assemelha-se a Jesus e é reconhecido, como Ele, filho de Deus.
Letizia Magri

V Dia Mundial dos Pobres
“Faço votos de que o Dia Mundial dos Pobres, chegado já à sua quinta celebração, possa radicar-se cada vez mais nas nossas Igrejas locais e abrir-se a um movimento de evangelização que, em primeira instância, encontre os pobres lá onde estão. Não podemos ficar à espera que batam à nossa porta; é urgente ir ter com eles às suas casas, aos hospitais e casas de assistência, à estrada e aos cantos escuros onde, por vezes, se escondem, aos centros de refúgio e de acolhimento”.(Papa Francisco)
A quinta edição do Dia Mundial dos Pobres será celebrada no próximo domingo, 14 de novembro. A iniciativa é fortemente desejada pelo Papa Francisco para exortar a Igreja e os fiéis a “sair” para encontrar a pobreza nas várias formas em que ela se manifesta no mundo moderno e estender a mão aos mais necessitados.
O lema escolhido para promover o Dia deste ano vem do Evangelho de Marcos: “Sempre tereis pobres entre vós» ” (Mc 14,7), divulgado como sempre na Mensagem do Santo Padre no dia de Santo Antônio de Pádua, no passado dia 13 de junho.
Como todos os anos, o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dicastério do Vaticano encarregado pelo Papa para promover o evento, organizou várias iniciativas em preparação à celebração.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pastorais e organismos da Igreja do Brasil divulgam nesta quarta-feira, 10 de novembro, uma mensagem por ocasião da COP26, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas que acontece em Glasgow, na Escócia. A mensagem foi apresentada e referendada pela presidência da CNBB durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), realizada na manhã desta quarta-feira (10). No texto, os bispos pedem que os organismos internacionais, governos e todos os segmentos da sociedade civil “combatam as mudanças climáticas e garantam a continuidade de todas as formas de vida, investindo na vida – dom maior e inviolável”. As previsões do IPCC indicam que o Nordeste brasileiro, o Centro-Oeste e a região Norte se tornarão mais secos e quentes nas próximas décadas, caso a emissão de carbono não seja zerada ainda na atual década. Tal cenário agravará ainda mais a aguda crise socioambiental em que estamos imersos, com a ampliação de desigualdades sociais, degradação de territórios, fazendo desaparecer espécies animais e vegetais. A humanidade poderá ter de conviver com ambientes inóspitos que ameaçam a continuidade da vida.
A Igreja Católica no Brasil, no horizonte da Doutrina Social da Igreja e em comunhão com o Papa Francisco, reafirma o seu compromisso com a justiça socioambiental, na perspectiva da Ecologia Integral – reconhecendo a dignidade da pessoa humana, o destino universal dos bens e o direito inegociável à vida para as presentes e futuras gerações.

