Novos Ventos – 31 de Outubro

XXXI Domingo Tempo Comum – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em relevo a dimensão escatológica dos últimos tempos. Um escriba que conhecia bem a Sagrada Escritura e a Lei e dirige a Jesus qual é o maior mandamento. A resposta que Jesus dá a este intelectual põe em evidência o duplo mandamento do Amor, isto é (Amar a Deus com todo o coração e ao próximo como a nós mesmos). O escriba intelectual confirma e ainda procura fundamentar melhor a resposta dada por Jesus. Ao ouvir que o escriba tinha dado uma resposta inteligente Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». Ou seja, Jesus procura dizer a este homem que não basta saber os mandamentos mas é necessário pô-los em prática. Esse reino escatológico que o Senhor nos reserva é pautado pela graça e misericórdia de Deus, mas também pela nossa conduta de vida no Amor a Deus e no Amor para com o próximo.

A leitura do livro do Deuteronómio, apresenta-nos o início do “Shema’ Israel” – a solene proclamação de fé que todo o israelita devia fazer diariamente. É uma afirmação da unicidade de Deus e um convite a amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças.

A Leitura aos Hebreus,  apresenta-nos Jesus Cristo como o sumo-sacerdote que veio ao mundo para cumprir o projecto salvador do Pai e para oferecer a sua vida em doação de amor aos homens. Cristo, com a sua obediência ao Pai e com a sua entrega em favor dos homens, diz-nos qual a melhor forma de expressarmos o nosso amor a Deus.

O Evangelho de São Marcos, afirma de forma clara e inquestionável, que toda a experiência de fé do discípulo de Jesus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?» Jesus respondeu: «O primeiro é este:
‘Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus
com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’.
Não há nenhum mandamento maior que estes». Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d’Ele. Amá-l’O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-I’O.

Palavra do Senhor


Palavra de Vida (Testemunho)

«Atentos às necessidades dos outros»

Estava a chegar a casa quando vi o meu vizinho a tentar tirar a neve do para-brisas e das janelas do seu carro. Aproximei-me e, pondo de parte a minha pressa, ajudei-o na tarefa. Com um sorriso, ele perguntou-me: «Porque fazes isto?». Dei-lhe uma resposta evasiva, mas dentro de mim agradeci a Deus por me ter ajudado a estar mais atento às necessidades do outro do que às minhas.

Poucas horas depois, o mesmo vizinho ligou-me: «Fiquei tão contente com o teu gesto que também eu quis estar atento às necessidades dos outros. Pouco depois, no trabalho, deparei-me com uma situação difícil, mas que se resolveu facilmente porque tentei colocar-me no lugar da outra pessoa e compreender o que ela precisava. Obrigado!

F. A. Eslovénia


Indulgências para os fiéis defuntos prorrogadas novamente até o fim de novembro

Um Decreto da Penitenciaria Apostólica, publicado nesta quinta-feira (28), estabelece a possibilidade de obter as indulgências plenárias para os fiéis defuntos durante todo o mês de novembro. O texto afirma que a decisão foi tomada depois de ter ouvido “os pedidos recebidos recentemente de vários Pastores Sagrados da Igreja, devido à permanência da pandemia”. A Penitenciaria Apostólica, portanto, “confirma e estende para todo o mês de novembro de 2021 todos os benefícios espirituais já concedidos em 22 de outubro de 2020”, através de um decreto semelhante com o qual, também por causa da Covid-19, as indulgências plenárias para os fiéis defuntos foram prorrogadas para todo o mês de novembro de 2020..

A oportunidade espiritual oferecida pela prorrogação

O texto prossegue ilustrando os benefícios da prorrogação: “Da renovada generosidade da Igreja”, pode-se ler, “os fiéis certamente extrairão piedosas intenções e vigor espiritual para dirigir a própria vida de acordo com a lei do Evangelho, em comunhão filial e devoção para com o Sumo Pontífice, visível fundamento e Pastor da Igreja Católica”.

Cardeal Piacenza: uma devoção sincera

O presente decreto, como o publicado no ano passado em meio à pandemia, pretende atender à necessidade ainda viva de evitar agregações, uma causa potencial da propagação da Covid-19, que ainda afeta a população mundial em graus variados. Em entrevista ao Vatican News no último dia 23 de outubro, o Penitenciário-Mor Cardeal Mauro Piacenza explicou que “a regra codificada é a de uma indulgência plenária em todos os dias do Oitavário de 1 a 8 de novembro para todos os que visitarem cemitérios rezando pelos defuntos, e em 2 de novembro, especificamente, para os que visitarem uma igreja ou oratório e ali recitarem o ‘Pai-Nosso’ e o ‘Credo’. Este é o standard”. O Cardeal Piacenza prosseguiu dizendo que esta é uma forma de devoção muito sentida, que se expressa participando da missa e visitando cemitérios. Por esta razão, para que as pessoas possam diluir suas visitas sem criar uma multidão, “foi decidido expandir o tempo dando a possibilidade de fazer uso de indulgências e assim para todo o mês de novembro será possível adquirir o que foi previsto para os primeiros oito dias de novembro”.

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