XXIX Domingo Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo vai salientar a competição dos primeiros lugares e o querer evidenciar-se sobre os outros. Os discípulos Tiago e João vão fazer este pedido a Jesus «concede-nos que na tua glória, nos sentemos um atua direita e o outro à tua esquerda». Esta pergunta descabida prejudicou o ambiente na comunidade «os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João». Muitas vezes, acontece nas nossas comunidades paroquiais esta disputa de interesses querendo ocupar os lugares de destaque ou querer ser elogiado pelas coisas que faço. Também podemos cair no risco de ser levados pelo ciúme e inveja ou até mesmo pelas intrigas e bisbilhotice destruindo assim o verdadeiro sentido da comunidade. Jesus chamando-os à parte diz-lhes que a missão dos discípulos não é o poder nem o protagonismo, mas é o serviço.
A leitura do livro de Isaías, apresenta-nos a figura de um “Servo de Deus”, insignificante e desprezado pelos homens, mas através do qual se revela a vida e a salvação de Deus. Lembra-nos que uma vida vivida na simplicidade, na humildade, no sacrifício, na entrega e no dom de si mesmo não é, aos olhos de Deus, uma vida maldita, perdida, fracassada; mas é uma vida fecunda e plenamente realizada, que trará libertação e esperança ao mundo e aos homens.
A Leitura aos Hebreus, o autor da Carta aos Hebreus fala-nos de um Deus que ama o homem com um amor sem limites e que, por isso, está disposto a assumir a fragilidade dos homens, a descer ao seu nível, a partilhar a sua condição. Ele não Se esconde atrás do seu poder e da sua omnipotência, mas aceita descer ao encontro homens para lhes oferecer o seu amor.O Evangelho de São Marcos, Jesus convida os discípulos a não se deixarem manipular por sonhos pessoais de ambição, de grandeza, de poder e de domínio, mas a fazerem da sua vida um dom de amor e de serviço. Chamados a seguir o Filho do Homem “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida”, os discípulos devem dar testemunho de uma nova ordem e propor, com o seu exemplo, um mundo livre do poder que escraviza.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos
Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir».
Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?» Eles responderam:
«Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?» Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado.
Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto,
começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes:
«Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: Quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».
Palavra do Senhor
Palavra de Vida (Setembro)
«Nós sabemos que tudo concorre para o bem daqueles que ama Deus».
Cada palavra desta frase é densa de significado. Paulo proclama, acima de tudo, que, como cristãos, conhecemos o amor de Deus e estamos conscientes que cada experiência humana faz parte do grande projeto de salvação que Deus tem para nós. Tudo – diz Paulo – concorre para a realização desse projeto: os sofrimentos, as perseguições, os fracassos e fragilidades pessoais, mas sobretudo a ação do Espírito de Deus no coração das pessoas que o acolhem. O Espírito recolhe e faz seus os gemidos da humanidade e da Criação (1), e esta é a garantia da realização do projeto de Deus.
Da nossa parte, é preciso responder ativamente a este amor com o nosso amor, confiando-nos ao Pai em todas as necessidades e dando testemunho da esperança nos novos Céus e na nova Terra (2) que Ele prepara para aqueles que colocam n’Ele a sua confiança.
Letizia Magri

Fome nunca mais: apelo aos líderes mundiais em vista da cúpula do G20
Por ocasião do Dia Mundial da Alimentação em 16 de outubro e antes da cúpula final do G20 no final do mês, “Ação contra a Fome” apresenta o manifesto assinado por dezenas de personalidades do jornalismo, da cultura e do esporte. Haveria alimentos para todos se não houvesse guerras, desigualdades, mudanças climáticas, recorda Simone Garroni, diretor geral da organização humanitária.
O manifesto tem como título “Fome nunca mais”, e foi apresentado pela organização humanitária “Ação contra a Fome” ontem (14), em vista do Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, e dos próximos eventos internacionais, começando com a cúpula final do G20, 30-31 de outubro, sob a presidência italiana. Muitas personalidades do mundo da cultura, jornalismo e cinema o assinaram. “A fome no mundo pode ser evitada: os líderes mundiais devem mostrar vontade política para enfrentar as causas estruturais”, enfatiza o diretor da “Ação contra a Fome”, Simone Garroni:

O Papa encontra os pobres em Assis em 12 de novembro
Para Francisco será uma visita privada. Ele terá momentos de escuta e oração com cerca de 500 pobres de toda a Europa em preparação para o Dia Mundial dos Pobres, celebrado em 14 de novembro.
Um abraço, uma oração, um momento de escuta com os pobres. Este é o centro da visita do Papa Francisco a Assis, em 12 de novembro. Será um momento de preparação para a quinta edição do Dia Mundial dos Pobres instituído por Francisco e programado para domingo, 14 de novembro, com o objetivo de despertar a consciência para o grito dos pobres e sofredores. O tema do Dia Mundial dos Pobres deste ano é “Vocês terão sempre os pobres com vocês”.No comunicado sobre o evento, o Pontifício Conselho para Promoção da Nova Evangelização explica que o Papa fará uma visita particular a Assis e na Basílica de Santa Maria dos Anjos encontrará um grupo de 500 pobres de diferentes partes da Europa e passará um momento de escuta e oração com eles.
Esta será a quinta visita de Francisco ao coração da cristandade franciscana após a primeira visita pastoral em 4 de outubro de 2013, e as sucessivas em 4 de agosto de 2016, no oitavo centenário do Perdão de Assis, em 20 de setembro do mesmo ano para o Dia Mundial de Oração pela Paz, e por fim, em 3 de outubro de 2020 para a assinatura da Encíclica Fratelli tutti.
