Novos Ventos – 03 de Outubro

XXVII Domingo Tempo Comum – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência algumas questões sobre o sentido do matrimónio a «unidade e a indissolubilidade». Alguns fariseus colocaram a Jesus a seguinte questão: «É permitido ao homem repudiar a sua mulher?». Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?». Eles retorquiram que Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher». Enquanto estes homens procuram obter uma resposta para justificar as suas faltas de amor. Jesus procura mostrar que tal atitude deve-se à falta de amor e que no princípio Deus criou o homem e a mulher para se complementar, isto é serem os dois um só.

A leitura do livro dos Génesis, diz-nos que Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão “uma só carne”. Ser “uma só carne” implica viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

A Leitura aos Hebreus,  lembra-nos a “qualidade” do amor de Deus pelos homens… Deus amou de tal forma os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”. Jesus, o Filho, solidarizou-Se com os homens, partilhou a debilidade dos homens e, cumprindo o projecto do Pai, aceitou morrer na cruz para dizer aos homens que a vida verdadeira está no amor que se dá até às últimas consequências. Ligando o texto da Carta aos Hebreus com o tema principal da liturgia deste domingo, podemos dizer que o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus pela humanidade.

O Evangelho de São Marcos,  Jesus é  confrontado com a Lei judaica do divórcio, reafirma o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher: eles foram chamados a formar uma comunidade estável e indissolúvel de amor, de partilha e de doação. A separação não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, Aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?» Jesus disse-lhes:
«Que vos ordenou Moisés?» Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio, para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério». Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele». E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo a mão sobre elas.

Palavra do Senhor


Palavra de Vida (Setembro)

«Quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos».

O cuidado da casa comum é um serviço ao bem comum particularmente atual, que podemos partilhar com muitas pessoas no mundo. Desde há anos que é um tema forte no comum testemunho cristão. Recordemos em especial que, para um número cada vez maior de Igrejas, também este ano o mês de setembro inicia com a celebração do Dia da Criação, a qual se prolonga até ao dia 4 de outubro com o Tempo da Criação.

A Comunidade de Taizé, para uma destas ocasiões, propôs esta oração: «Deus de Amor, estando nós na Tua presença, torna-nos capazes de compreender a infinita beleza daquilo que criaste, de tudo o que vem de Ti, da tua inesgotável compaixão. Aumenta a nossa atenção pelos outros e por toda a Criação. Ensina-nos a descobrir o valor de tudo e torna-nos portadores de paz à família humana» (3). Letizia Magri


“Vocês não estão sozinhos”: o Papa reza pelos marítimos exilados pela pandemia

Por ocasião do Dia Marítimo Mundial, o Papa lembra os sacrifícios dos pescadores e trabalhadores do setor, em particular pelos milhares que a Covid manteve longe de suas famílias por um ano e meio: o seu trabalho no mar muitas vezes os mantêm distantes, mas vocês estão presentes em minhas orações e pensamentos.

Um sacrifício para todos

Para a ocasião, as Nações Unidas destacaram o grave problema de milhares de marítimos que, em tempos de emergência sanitária, ficaram presos no mar, longe de seus entes queridos com medo do contágio de coronavírus. São cerca de 400 mil pessoas longe de casa por até 18 meses. O tema já foi abordado várias vezes pela Igreja e em particular pelo Papa. Numa mensagem de vídeo, de junho de 2020, Francisco expressou sua atenção e proximidade pelos sacrifícios enfrentados a fim de garantir o transporte de 90% de mercadorias e equipamentos médicos de uma parte a outra do mundo.

Saibam que vocês não estão sozinhos e não foram esquecidos. O seu trabalho no mar muitas vezes os mantém distantes, mas vocês estão presentes em minhas orações e pensamentos, bem como nas orações e pensamentos dos capelães e voluntários da ‘Stella Maris’. O próprio Evangelho nos lembra isso quando nos fala de Jesus com os seus primeiros discípulos, que eram pescadores como vocês. Hoje, desejo enviar-lhes uma mensagem e uma oração de esperança, uma oração de conforto e consolo contra todas as adversidades e, ao mesmo tempo, encorajo todos aqueles que trabalham com vocês na pastoral do mar.”


Apresentado o Encontro das Famílias em Roma: celebração do amor familiar

Apresentado na Sala de Imprensa do Vaticano o evento programado para se realizar entre 22 e 26 de junho de 2022, presidido pelo Papa. Será o ato conclusivo do ano pastoral Amoris laetitia. Nos nove meses que antecedem o evento, serão lançados inúmeros projetos de solidariedade na periferia da capital italiana; orações, vídeos e catequese serão transmitidos. Cada evento será transmitido para permitir a participação de todas as pessoas no mundo inteiro.

Na verdade,  – destacou o secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida -, o convite do Papa é para que cada diocese possa organizar paralelamente nos mesmos dias desse encontro em Roma um momento, ou diversos momentos para as famílias, usando o mesmo tema, a mesma logomarca, o mesmo hino que foi lançado nesta quinta-feira, e que está muito bonito.

Padre Alexandre disse que na preparação podem ser usadas as catequeses que já estão sendo colocadas à disposição no site que também foi inaugurado hoje: www.homefamily2022.com. Ali vão encontrar diversos materiais que pouco a pouco podem ajudar na preparação desse evento nas dioceses.

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