XXV Domingo Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo põe em evidência, Jesus a caminho da Galileia com os discípulos e durante a viagem Jesus fala-lhes da Sua Paixão e Morte. Os discípulos não entendem as palavras do Mestre, estes tinham outra ideia bem diferente do Messianismo de prestígio e poder. Enquanto caminhavam discutiam entre eles qual era o maior o mais importante. Jesus tomando uma criança nos braços destaca que os discípulos deviam ter uma atitude de simplicidade como as crianças e não procurar os primeiros lugares ou o reconhecimento da parte dos outros.
Em suma a resposta que Jesus dirige aos discípulos é muito pertinente a atual. Muitas vezes, encontra-se nas comunidades cristãs quem procure elogios ou ter certo protagonismo e destaque julgando-se muitas vezes superiores aos demais cristãos. Em Jesus Cristo somos todos participantes da mesma graça divina daí que no evangelho de hoje, Jesus apresenta como modelo as crianças quer pela sua pureza como simplicidade.
A leitura do livro da Sabedoria, avisa os crentes de que escolher a “sabedoria de Deus” provocará o ódio do mundo. Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a “sabedoria de Deus”: a perseguição é a consequência natural da sua coerência de vida.
A Leitura de São Tiago, exorta os crentes a viverem de acordo com a “sabedoria de Deus”, pois só ela pode conduzir o homem ao encontro da vida plena. Ao contrário, uma vida conduzida segundo os critérios da “sabedoria do mundo” irá gerar violência, divisões, conflitos, infelicidade, morte.
O Evangelho de São Marcos, apresenta-nos uma história de confronto entre a “sabedoria de Deus” e a “sabedoria do mundo”. Jesus, imbuído da lógica de Deus, está disposto a aceitar o projecto do Pai e a fazer da sua vida um dom de amor aos homens; os discípulos, imbuídos da lógica do mundo, não têm dificuldade em entender essa opção e em comprometer-se com esse projecto. Jesus avisa-os, contudo, de que só há lugar na comunidade cristã para quem escuta os desafios de Deus e aceita fazer da vida um serviço aos irmãos, particularmente aos humildes, aos pequenos, aos pobres.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia, mas Ele não queria que ninguém o soubesse; porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens
e eles vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará».
Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?» Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Setembro)
«Quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos».
Chiara Lubich, comentando esta palavra de Jesus, sugeriu como fazer para a tornar vida concreta: «Escolher, com Jesus, o último lugar nas inúmeras ocasiões que nos proporciona a vida do dia a dia. Foi-nos atribuído um cargo de um certo relevo? Não nos sintamos “alguém”, não demos espaço à soberba e ao orgulho. Recordemos que o mais importante é amar o próximo. Aproveitemos o novo cargo para servir melhor o próximo, sem descurar aquilo que poderiam parecer só meros detalhes: os relacionamentos pessoais, os humildes deveres quotidianos, a ajuda aos pais, a paz e a harmonia na família, a educação das crianças… Sim, aconteça o que acontecer, lembremo-nos que cristianismo significa amar, e amar de preferência os últimos. Se assim vivermos, a nossa vida será um contínuo edificar o Reino de Deus na Terra e, a quem o fizer, Jesus prometeu tudo o resto por acréscimo: saúde, bens, abundância de tudo… para o distribuir pelos outros e tornar-se, assim, os braços da Providência de Deus para muitos» (2).

O Papa: “Na evangelização sejam apaixonados e criativos”
Ao falar aos responsáveis pela Catequese na Europa o Papa Francisco reiterou: “A evangelização não é uma mera repetição do passado. Os grandes santos evangelizadores foram criativos! Isso requer saber escutar o povo, sua cultura, sua história”. Na manhã desta sexta-feira (17) o Papa Francisco recebeu na Sala Clementina os responsáveis pelas Comissões das Conferências Episcopais da Europa sobre o novo Diretório para a Catequese publicado no ano passado. Francisco agradeceu a iniciativa liderada por Dom Rino Fisichella e esclareceu que, “também será estendida às Conferências Episcopais dos outros continentes, para que o caminho catequético comum possa ser enriquecido pelas muitas experiências locais”. Ao recordar sua recente participação na conclusão do Congresso Eucarístico Internacional de Budapeste disse: “Não podemos esquecer que o lugar privilegiado da catequese é justamente a celebração eucarística, onde irmãos e irmãs se reúnem para descobrir cada vez mais os diferentes caminhos da presença de Deus nas suas vidas”.
Cristo os chamou para serem discípulos missionários
Francisco enfatiza as afirmações do novo Diretório ao explicar: “A catequese não é uma comunicação abstrata de conhecimentos teóricos a serem memorizados como se fossem fórmulas matemáticas ou químicas. É antes a experiência mistagógica dos que aprendem a encontrar seus irmãos e irmãs onde eles vivem e trabalham, porque eles mesmos encontraram Cristo, que os chamou a se tornarem discípulos missionários”.
Escutar o povo entender o povo que recebe o anúncio
Ao falar sobre as novas perspectivas do caminho da evangelização, o Papa reiterou que “a evangelização não é uma mera repetição do passado”. Os grandes santos evangelizadores foram criativos, afirmou.
“Isso requer saber escutar o povo, os povos aos quais se está anunciando: escutar sua cultura, sua história; escutar não superficialmente, já pensando nas respostas pré-prontas que temos em nossa memória, não! Escutar realmente, e comparar essas culturas, essas línguas, mesmo e sobretudo as não faladas, as não expressas, com a Palavra de Deus, com Jesus Cristo, o Evangelho vivo”
