Novos Ventos – 05 de Setembro

XXIII Domingo Tempo Comum – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência, um dos ritos do Sacramento do Baptismo. Jesus ao chegar à região da Decápole, algumas pessoas trouxeram-Lhe um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, afastando-se da multidão meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com a saliva tocou-lhe a língua e disse-lhe: «Efatá» que quer dizer «Abre-te». Neste gesto simbólico que fazemos no rito baptismal queremos que o neófito possa abrir os ouvidos para acolher a Palavra de Deus e a sua boca se abra a fim de poder anunciar e proclamar a ação redentora e libertadora de Jesus.

Recordando o dia do nosso baptismo é necessário cada um deixar-se interrogar: Como é que acolho a palavra de Deus? Como é que sou anunciador de Jesus Cristo?

A leitura do livro de Isaías,   um profeta da época do exílio na Babilónia garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que Jahwéh está prestes a vir ao encontro do seu Povo para o libertar e para o conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como veados e dos mudos a cantar com alegria, o profeta representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer a Judá.

A Leitura de São Tiago,  dirige-se àqueles que acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-l’O no caminho do amor, da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar ou marginalizar qualquer irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.

O Evangelho de São Marcos,  Jesus, cumprindo o mandato que o Pai Lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de Jesus, revela-se esse Deus que não Se conforma quando o homem se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os irmãos, sem excepção.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, afastando-Se com ele da multidão,
meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe:
«Effathá», que quer dizer «Abre-te». Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar correctamente.
Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam.
Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável:
faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Setembro)

«Quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos».

Enquanto seguiam com Jesus a caminho de Cafarnaum, os discípulos discutiam entre si animadamente. Mas quando Jesus lhes perguntou o motivo da discussão, não tiveram coragem de responder, talvez por vergonha: na verdade, discutiam sobre quem seria o maior entre eles.

Por várias vezes Jesus tinha falado do seu misterioso encontro com o sofrimento, mas para Pedro e para os outros era um tema demasiado difícil de compreender e de aceitar. De facto, só depois da experiência da morte e ressurreição de Jesus é que iriam descobrir realmente quem Ele é: o Filho de Deus que dá a vida por amor.

Por isso, para os ajudar a serem realmente seus discípulos, Jesus senta-se, chama-os para junto de si e revela-lhes a essência do “primado evangélico”:


Uma jovem mãe de três filhos entre os novos Veneráveis

O Papa Francisco autorizou a promulgação dos decretos relativos às virtudes heroicas dos Servos de Deus Enrica Beltrame Quattrocchi, filha do casal beatificado em 2001, do frade franciscano Plácido Cortese, morto nas torturas infligidas pela Gestapo, e da jovem mãe de Cinisello Balsamo Maria Cristina Cella Mocellin.

“Ricardo, um presente para nós”

A história de uma mãe que recorda a história de Gianna Beretta Molla e de Chiara Corbella Petrillo. É a vida breve mas fecunda de Maria Cristina Cella Mocellin, nascida em 18 de agosto de 1969, em Cinisello Balsamo, na província de Milão. Crescida em paróquia, iniciou o seu caminho de discernimento vocacional na comunidade das Filhas de Maria Auxiliadora de Dom Bosco durante os anos de colégio. O encontro com Carlo aos 16 anos a fez mudar de perspectiva. Sentiu-se chamada ao matrimônio. Dois anos depois a descoberta de um sarcoma na perna esquerda. Tratamentos e terapias não a impediram de concluir os estudos do Ensino Médio e se casar com Carlo em 1991. O casal teve dois filhos, mas assim que Maria Cristina descobre que está grávida de seu terceiro filho, a doença reaparece.

A escolha é dar continuidade à gravidez, submetendo-se a tratamentos que não colocariam em risco a vida do bebê. Numa carta, ela conta aqueles momentos a Riccardo, seu terceiro filho:

Me opus com todas as minhas forças a desistir de você, tanto que o médico entendeu tudo e não disse nada. Riccardo, você é um presente para nós. Foi naquela noite, no carro de retorno do hospital, que você se mexeu pela primeira vez. Parecia que estava me dizendo “Obrigada mãe por me amar!”. Como poderíamos não amar você? Você é precioso, e quando olho pra você e o vejo tão bonito, vivaz e simpático, penso que não há sofrimento no mundo que não valha a pena suportar por um filho.

Maria Cristina faleceu aos 26 anos, certa do amor do Pai, fiel a Ele em seus desígnios.