Novos Ventos – 22 de Agosto

XXI Domingo Tempo Comum – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo apresenta o final do discurso do Pão da Vida. Jesus tinha dito «A Minha Carne é verdadeira comida e o Meu Sangue é verdadeira bebida». Muitos discípulos ao ouvir tais palavras afastaram-se de Jesus porque consideram essas palavras duras de se ouvir. Então, Jesus dirigindo-se aos Doze perguntou-lhes: «Também vós quereis ir embora?». Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos e sabemos que Tu és o Santo de Deus».

Com esta resposta Pedro aponta dois caminhos também para nós “ir para onde…” voltar à vida do passado, ou continuar o caminho percorrido mesmo com altos e baixos? Enquanto, o mundo oferece palavras que desvanecem, as palavras de Jesus permanecem para a eternidade.

A leitura do livro de Josué,   Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do Egipto e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem-estar e a paz.

A Leitura de São Paulo aos Efésios,  Paulo diz aos cristãos de Éfeso que a opção por Cristo tem consequências também ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o espaço da relação familiar tem de ser o lugar onde se manifestam os valores de Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja.

O Evangelho de São João, coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à acção de Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: «Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?» Jesus, conhecendo interiormente que os discípulos murmuravam por causa disso, perguntou-lhes: «Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do homem subir para onde estava anteriormente? O espírito é que dá vida, a carne não serve de nada. As palavras que Eu vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam». Na verdade, Jesus bem sabia, desde o início, quais eram os que não acreditavam e quem era aquele que O havia de entregar. E acrescentou: «Por isso é que vos disse: Ninguém pode vir a Mim,
se não lhe for concedido por meu Pai». A partir de então, muitos dos discípulos afastaram-se e já não andavam com Ele. Jesus disse aos Doze:
«Também vós quereis ir embora?» Respondeu-Lhe Simão Pedro:
«Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós acreditamos
e sabemos que Tu és o Santo de Deus».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Agosto)

“Quem for humilde como esta criança, será a maior no reino dos Céus”

Na Colômbia, o Vicente e a sua família atravessaram a provação da pandemia, num regime muito apertado de quarentena. Ele contou-nos: «Quando começou o recolher obrigatório, a vida quotidiana mudou repentinamente. A minha mulher e os dois filhos mais velhos tinham que preparar alguns exames universitários; o mais pequeno não conseguia habituar-se ao estudo online. Em casa ninguém tinha tempo para se ocupar dos outros. Olhando para este caos, em risco de explosão, compreendi que era uma oportunidade para encarnar a arte de amar, na nossa “nova vida” do Evangelho vivido. Lancei-me a arrumar a cozinha, a preparar os alimentos e a organizar as refeições. Não sou um cozinheiro experiente, nem perfeito nas limpezas, mas compreendi que isto ajudaria a reduzir a ansiedade quotidiana. Aquilo que tinha começado como um ato de amor por um dia, multiplicou-se por vários meses. Tendo concluído as suas tarefas, também os outros membros da família começaram a ocupar-se das limpezas, da arrumação da roupa ou da casa. Juntos constatámos que as palavras do Evangelho são verdadeiras e que o amor criativo sugere como colocar tudo o resto em ordem».

Letizia Magri


Apelo da Caritas Internationalis por solidariedade global com o Haiti

O primeiro ministro do Haiti, Ariel Henry, decretou três dias de luto nacional em recordação das vítimas do terremoto ocorrido no último sábado. Segundo um balanço ainda provório divulgado pela Administração da Proteção Civil haitiana, os mortos são ao menos 1.419 e os feridos 6.900 feridos, sem falar nos grandes danos. “Hoje, mais do que nunca, é necessária uma demonstração de solidariedade global, para ajudar às vítimas desta crise”, diz a Caritas Internationalis.

Após o terremoto do último sábado,  14, que ceifou a vida de ao menos 1.400 pessoas, a Caritas Haiti mobilizou suas equipes para levar ajuda às áreas atingidas, sobretudo as Dioceses de Jérémie, em Grande-Anse, a de Les Cayes e Nippes. Mais de mil casas e prédios desabaram ou foram seriamente danificados, incluindo igrejas, escolas e hospitais.

O padre Jean-Hervé François, diretor da Caritas Haiti, declarou que “toda a rede da Caritas Haiti, de modo especial as equipes de emergência, estão participando das operações de coordenação e socorro nos lugares mais atingidos pelo sisma. As necessidades da população são imensas: faltam comida, água, barracas, kits de higiene e primeiros socorros”.

Por sua vez, o secretário-geral da Caritas Internacionalis, Aloysius John, afirmou que “assistimos com compaixão e tristeza a mais um desastre natural que afeta a pobre nação do Haiti, após o trágico terremoto de 11 anos atrás e os inúmeros ciclones e terremotos, que se seguiram. Em Les Cayes, a residência do cardeal Chibly Langlois, bispo da diocese e presidente da Conferência Episcopal do país, ficou danificada e o cardeal ferido. Um sacerdote que estava hospedado na Cúria episcopal morreu sob os escombros. O governo declarou estado de emergência por um mês. Além disso, a situação das operações de socorro torna-se bem mais difícil devidos às más condições das estradas e a pouca segurança. O terremoto ocorreu em um momento muito penoso para o país, que se encontra em uma crise política, desde que o presidente Jovenel Moïse foi assassinado em 7 de julho, sem contar o alto nível de insegurança e violência”.

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