Solenidade da Assunção de Maria ao Céu – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo na Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria vai realçar que Maria foi preservada da corrupção da morte. A glorificação de Maria é uma consequência natural da Sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida».
Este privilégio concedido à Virgem Imaculada, preservada e imune de toda a mancha da culpa original, é «Sinal» de esperança e de alegria para todo o Povo de Deus, que peregrina pela terra em luta com o pecado e a morte, no meio dos perigos e dificuldades da vida. Com efeito, a Mãe de Jesus, «glorificada já em corpo e alma, é imagem e início da Igreja que se há-de consumar no século futuro».
O triunfo de Maria, mãe e filha da Igreja, será o triunfo da Igreja, quando, juntamente com a Humanidade, atingir a glória plena, de que Maria goza já. A Assunção de Maria ao Céu, em corpo e alma, é a garantia de que o homem se salvará todo: também o nosso corpo ressuscitará! A Assunção de Maria é o penhor seguro de que o homem triunfará da morte!
A leitura do Apocalipse de São João, Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.
O Evangelho de São Lucas, Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria, a primeira, encontra as palavras da fé e da esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Agosto)
“Quem for humilde como esta criança, será a maior no reino dos Céus”
Chiara Lubich aprofundou as características da criança evangélica do seguinte modo: «[…] a criança abandona-se confiadamente ao pai e à mãe: acredita no amor que eles lhe têm. […] O cristão autêntico, como a criança, acredita no amor de Deus, lança-se nos braços do Pai celeste, tem uma confiança ilimitada n’Ele. […] As crianças dependem em tudo dos seus pais […]. Também nós, “crianças evangélicas”, dependemos em tudo do Pai: […] Ele sabe aquilo de que precisamos, ainda antes de Lho pedirmos, e concede-nos. O próprio reino de Deus não se conquista, acolhe-se como uma oferta, das mãos do Pai».
Chiara sublinha ainda que a criança se entrega totalmente ao pai e aprende tudo com ele. Do mesmo modo: «A “criança evangélica” coloca tudo na misericórdia de Deus e, esquecendo-se do passado, começa em cada dia uma vida nova, disponível às sugestões do Espírito, sempre criativo. A criança não sabe aprender sozinha a falar, precisa de quem lhe ensine. O discípulo de Jesus […] aprende tudo da Palavra de Deus, até chegar a falar e a viver segundo o Evangelho». A criança tende a imitar o seu pai. «Também a “criança evangélica” […] ama a todos, porque o Pai “faz nascer o Seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos”; toma a iniciativa no amor, porque Ele nos amou quando nós eramos ainda pecadores; ama gratuitamente, sem interesse, porque assim faz o Pai celeste»(1).
Testemunho da Palavra “Mudança de Mentalidade”
Quando o meu marido me disse qual era a cidade onde tinha ganho o concurso para engenheiro do município, reagi muito mal. De facto, esse município era conhecido por uma forte presença da máfia. De qualquer forma, mudámo-nos para aí com os nossos filhos adolescentes. Nos primeiros tempos, o acolhimento foi muito caloroso, mas, com o passar do tempo, de vez em quando, o meu marido foi-se opondo a algumas restruturações e não tardaram a começar a chegar as ameaças por telefone. As primeiras vezes eu fiquei muito incomodada, mas depois habituei-me.
Várias vezes, pensámos na possibilidade de nos mudarmos para um local mais tranquilo, mas os nossos filhos insistiam em ficar. Uma vez perguntei-lhes porque queriam tanto continuar ali, e a resposta deixou-me sem palavras: «Jesus dizia que não tinha vindo para os sãos… e nós queremos ficar ao lado dos nossos colegas de escola, que são o futuro. Mudar mentalidades não é fácil, mas é preciso que alguém comece».
Passaram anos. Hoje os nossos filhos têm a sua vida na mesma terra onde todos moramos. Tentam viver, com as suas famílias, com coerência e honestidade. Não é pouco. E nota-se.
(Família de Itália)

Mensagem do Papa ao Congresso da Vida Religiosa da América Latina e Caribe
“Inculturar a fé e evangelizar a cultura”, ser alegres e ter senso de humor, “o melhor testemunho que podemos oferecer ao santo povo fiel de Deus”: essas foram algumas das indicações que o Papa Francisco deu aos participantes doCongresso da Vida Religiosa da América Latina e do Caribe, que se realiza de modo virtual de 13 a 15 de agosto.
“Quanto bem poderia nos fazer descobrir que a unidade não é uniformidade, mas pluriforme harmonia”. Em uma mensagem em vídeo, o Papa começa recordando quão importante é o desafio que a inculturação da fé apresenta para a vida consagrada, em uma “pluriforme harmonia” que assume as diferenças, valoriza as particularidades, “em um espírito de uma saudável e aberta interculturalidade”, sem esquecer que “quem faz a harmonia é o Espírito Santo”. Uma presença – acrescenta – necessária para o desenvolvimento de uma teologia inculturada, “adequada à realidade local, que possa ser veículo de evangelização. Não esqueçamos que uma fé que não se incultura não é autêntica.” Neste sentido, o convite para entrar na vida do povo fiel, entrar “com respeito em seus costumes, em suas tradições, procurando levar em frente a missão de inculturar a fé e de evangelizar a cultura”.
Papa Francisco