XIX Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo põe em evidência a experiência de um povo que está sempre insatisfeito e com murmurações. Diz-nos o evangelista São João que os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». Quanta dificuldade terá Jesus experimentado diante das multidões, diante dos escribas, dos fariseus e também dos judeus. Na semana passada escutávamos as multidões a perguntar «Que milagres realizas para que possamos acreditar em Ti». Jesus tinha realizado o milagre da multiplicação dos pães e alimentado a fome às multidões. Os judeus murmuram pelo facto de Jesus revelar a Sua própria identidade «Ele é o Pão que desceu do Céu». Quantas vezes, nós permanecemos na murmuração e não acolhemos de bom grado as Palavras de Jesus, ou o que a Igreja nos diz.
A leitura do Livro dos Reis, mostra como Deus Se preocupa em oferecer aos seus filhos o alimento que dá vida. No “pão cozido sobre pedras quentes” e na “bilha de água” com que Deus retempera as forças do profeta Elias, manifesta-se o Deus da bondade e do amor, cheio de solicitude para com os seus filhos, que anima os seus profetas e lhes dá a força para testemunhar, mesmo nos momentos de dificuldade e de desânimo.
A Leitura de São Paulo aos Efésios, mostra-nos as consequências da adesão a Jesus, o “pão” da vida… Quando alguém acolhe Jesus como o “pão” que desceu do céu, torna-se um Homem Novo, que renuncia à vida velha do egoísmo e do pecado e que passa a viver no caridade, a exemplo de Cristo.
O Evangelho de São João, apresenta Jesus como o “pão” vivo que desceu do céu para dar a vida ao mundo. Para que esse “pão” sacie definitivamente a fome de vida que reside no coração de cada homem ou mulher, é preciso “acreditar”, isto é, aderir a Jesus, acolher as suas propostas, aceitar o seu projecto, segui-l’O no “sim” a Deus e no amor aos irmãos.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, os judeus murmuravam de Jesus, por Ele ter dito: «Eu sou o pão que desceu do Céu». E diziam: «Não é ele Jesus, o filho de José? Não conhecemos o seu pai e a sua mãe? Como é que Ele diz agora: ‘Eu desci do Céu’?»
Jesus respondeu-lhes: «Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a Mim,
se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu
para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Agosto)
“Quem for humilde como esta criança, será a maior no reino dos Céus”
À mentalidade competitiva e autossuficiente, Jesus contrapõe o elemento mais frágil da sociedade, aquele que não tem funções a ostentar ou a defender; aquele que em tudo é dependente e, espontaneamente, se confia à ajuda dos outros. Não se trata, porém, de aceitar uma atitude passiva, de renunciar a ser propositivos e responsáveis, mas sim de proceder a um ato de vontade e de liberdade. De facto, Jesus pede que nos façamos pequenos, pede a intenção e o compromisso de fazermos uma decidida inversão de marcha.

Papa: “A verdade suprema é a revelação do amor do Pai”
“Neste labirinto de boas intenções é necessário desenvencilhar-se para compreender a verdade suprema na pregação de Jesus e sua revelação do amor do Pai”. Na primeira audiência depois da pausa de verão, o Papa continuou suas catequeses sobre a Carta aos Gálatas com o tema “O Evangelho é um só” “O Evangelho é um só” foi o tema da terceira catequese do Papa dedicada à Carta aos Gálatas. Nas duas catequeses anteriores, o Papa inaugurou o novo ciclo comentando as dificuldades enfrentadas pelo discípulo na obra de evangelização na Galácia.
Paulo apresenta-se simplesmente como servo de Jesus Cristo, escolhido para ser apóstolo, reservado para anunciar o Evangelho de Deus e não pode fazer outra coisa senão dedicar-se com todas as suas forças a esta missão.
Jovem comunidade deixava-se enganar
“Portanto – comenta Francisco – compreende-se a tristeza, a desilusão e até a amarga ironia do Apóstolo em relação aos Gálatas, que aos seus olhos tomam um caminho errado, que os levará a um ponto de não retorno”. “O eixo em torno do qual tudo gira é o Evangelho”. Para Paulo, o Evangelho é o que ele prega, o querigma, o anúncio da morte e ressurreição de Jesus como fonte de salvação. Um Evangelho que se exprime com quatro verbos: ‘Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado, e ressurgiu no terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Cefas’.
Assim, diante de um dom tão grande que foi dado aos Gálatas, o Apóstolo não consegue explicar porque eles pensam em aceitar outro “evangelho”. “Contudo – continua Francisco – devemos notar que estes cristãos ainda não abandonaram o Evangelho anunciado por Paulo. O Apóstolo sabe que eles ainda estão a tempo de não dar um passo falso, mas admoesta-os com vigor”.

Francisco: a ressurreição do Líbano requer gestos concretos do mundo
O apelo do Papa no final da audiência geral desta quarta-feira, 4 de agosto, um ano após a explosão no porto de Beirute: muitos perderam a ilusão de viver, invocamos a luz da esperança de Deus “para superar a dura crise”
Gestos concretos e não palavras
Uma crise econômica, social e política que dura desde 2019 e que levou metade da população, denuncia Médicos Sem Fronteiras, a viver em extrema pobreza com menos de um dólar por dia. Por esta razão, o Papa também apela à comunidade internacional, “pedindo que ajude o Líbano a realizar um caminho de ressurreição com gestos concretos, não apenas com palavras”. “Espero”, continua o Santo Padre, “que a Conferência que está sendo realizada pela França e pelas Nações Unidas a este respeito seja frutífera”. Espera-se que 350 milhões de dólares sejam arrecadados no encontro de hoje através de doações e investimentos, enquanto o país ainda está sem governo, com o primeiro-ministro encarregado Najib Mikrati tentando aplainar as divergências entre as forças políticas.