XI Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo põe em relevo a parábola sobre do Reino de Deus, Jesus através de uma linguagem simples e por meio de histórias explica o sentido do Reino de Deus. O evangelista Marcos dirigindo-se à comunidade que seguia faz uma catequese com base nestas parábolas de Jesus. O Reino de Deus é comparável a um homem que lançou a semente no campo e durante a noite e dia a semente germina e cresce. Ora a semente que é lançada em cada um de nós no dia do nosso baptismo e sem nos darmos conta ela vai germinando com o cuidado dos nossos pais, padrinhos, catequistas e da comunidade cristã.
A Profecia de Ezequiel, o profeta Ezequiel assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilónia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que as voltas da história comportam, Israel deve continuar a confiar nesse Deus que é fiel e que não desistirá nunca de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz sem fim.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, recorda-nos que a vida nesta terra, marcada pela finitude e pela transitoriedade, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus, da vida definitiva. O cristão deve estar consciente de que o Reino de Deus (de que fala o Evangelho de hoje), embora já presente na nossa actual caminhada pela história, só atingirá a sua plena maturação no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem à mesa de Deus e receberem de Deus a vida que não acaba. É para aí que devemos tender, é essa a visão que deve animar a nossa caminhada.
O Evangelho de São Marcos, apresenta uma catequese sobre o Reino de Deus – essa realidade nova que Jesus veio anunciar e propor. Trata-se de um projecto que, avaliado à luz da lógica humana, pode parecer condenado ao fracasso; mas ele encerra em si o dinamismo de Deus e acabará por chegar a todo o mundo e a todos os corações. Sem alarde, sem pressa, sem publicidade, a semente lançada por Jesus fará com que esta realidade velha que conhecemos vá, aos poucos, dando lugar ao novo céu e à nova terra que Deus quer oferecer a todos.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem
que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer, e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Junho)
Nem todo aquele que Me diz “Senhor, Senhor” entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. (Mt 7,21)
Segundo o evangelho de Mateus, a Lei por excelência do cristão consiste na misericórdia, que leva à plenitude as expressões de culto e de amor pelo Senhor.
Esta Palavra ajuda-nos a abrir a nossa relação com Deus, sem dúvida pessoal e íntima, à dimensão da fraternidade, através de gestos concretos. Impele-nos a “sair” de nós mesmos para levarmos reconciliação e esperança aos outros.
Um grupo de adolescentes de Heidelberg (Alemanha) dá-nos este testemunho: «Como levar os nossos amigos a experimentar que a chave da felicidade se encontra na doação aos outros? Foi daqui que partimos para lançar a nossa iniciativa intitulada: ‘Uma hora de felicidade’. A ideia é muito simples: consiste em dar felicidade a outra pessoa, pelo menos, durante uma hora por mês. Começámos por aqueles que nos pareciam mais necessitados de amor. Por todo o lado, onde oferecemos a nossa disponibilidade, vimos as portas abrirem-se! Assim, encontrámo-nos no parque para levar a passear algumas pessoas idosas em cadeiras de rodas; no hospital, onde brincámos com as crianças internadas ou praticámos desporto com portadores de deficiência. Eles ficavam muito felizes, mas como garante a nossa iniciativa, nós ainda mais! E os amigos que tínhamos convidado a participar? Primeiro estavam curiosos, agora que experimentaram dar felicidade, estão de acordo connosco: a felicidade, quando se dá, de certeza que também se experimenta!».

O Papa aos formadores: sejam para seus seminaristas o que José foi para Jesus
“Que eles aprendam mais com sua vida do que com suas palavras, como aconteceu na casa de Nazaré, onde Jesus se formou na escola da “coragem criativa” de José”, sublinhou Francisco.
São José, modelo para os formadores
Em seu discurso, o Pontífice enfatizou o tema da vocação, inspirada na pessoa de São José, ao qual foi dedicado um Ano especial, e ao chamado de Deus. Segundo o Papa, o sacerdote é um discípulo que caminha continuamente nas pegadas do Mestre. “Por isso, a sua formação é um processo em evolução, iniciado na família, que depois prossegue na paróquia, consolidando-se no seminário e que dura por toda a vida. A figura de São José é o modelo mais bonito ao qual os seus formadores são chamados a se inspirar a fim de proteger e cuidar de sua vocação”, frisou o Papa, convidando os formadores a serem para seus seminaristas o que José foi para Jesus.
Que eles aprendam mais com sua vida do que com suas palavras, como aconteceu na casa de Nazaré, onde Jesus se formou na escola da “coragem criativa” de José. Que aprendam a docilidade de sua obediência; a laboriosidade de sua dedicação; a generosidade para com os pobres a partir do testemunho de sua sobriedade e disponibilidade; a paternidade graças ao seu afeto vivo e casto.
Comunicar palavras de vida
A seguir, o Papa se dirigiu aos seminaristas, aos quais a Igreja pede para seguir o exemplo de Jesus que se deixa educar docilmente por José.
Que o Seminário para vocês também seja como a casa de Nazaré, onde o Filho de Deus aprendeu de seus pais a humanidade e a proximidade. Não se contentem em ser hábeis em utilizar as redes sociais e a mídia para se comunicar. Somente transformados pela Palavra de Deus vocês poderão comunicar palavras de vida. O mundo está sedento de sacerdotes capazes de comunicar a bondade do Senhor a quem experimentou o pecado e o fracasso, de sacerdotes especialistas em humanidade, de pastores dispostos a partilhar as alegrias e as fadigas de seus irmãos e irmãs, de homens que se deixam marcar pelo grito daqueles que sofrem.
