Novos Ventos – 30 de Maio

Santíssima Trindade – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência a Santíssima Trindade, isto é, um Deus que se revela em Três Pessoas distintas; Pai, Filho e Espírito Santo. O evangelista São Mateus faz-nos perceber a dificuldade que os discípulos têm em reconhecer Jesus depois da Ressurreição; “Quando O viram, adoraram-n’O, mas alguns ainda duvidaram”. Os discípulos põem-se numa atitude orante diante do Senhor, mesmo assim persiste a dúvida nalguns em reconhecer o seu Mestre. Jesus agora confia-lhes uma missão e juntamente estabelece uma promessa de permanecer sempre com eles até ao fim dos tempos. A missão é de anunciar o Seu nome a todos os povos da terra e de fazer discípulos batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e Sua presença agora é espiritual isto é que se vive e experimenta na comunhão uns com os outros “onde estiverem dois ou três reunidos no Meu nome Eu estou no meio deles”.

A leitura do livro do Deuteronomio, Jahwéh revela-se como o Deus da relação, empenhado em estabelecer comunhão e familiaridade com o seu Povo. É um Deus que vem ao encontro dos homens, que lhes fala, que lhes indica caminhos seguros de liberdade e de vida, que está permanentemente atento aos problemas dos homens, que intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira.

A Leitura da Epistola de São Paulo aos Romanos, revela que o Deus em quem acreditamos não é um Deus distante e inacessível, que se demitiu do seu papel de Criador e que assiste com indiferença e impassibilidade aos dramas dos homens; mas é um Deus que acompanha com paixão a caminhada da humanidade e que não desiste de oferecer aos homens a vida plena e definitiva.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus dá a entender que ser seu discípulo é aceitar o convite para se vincular com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os discípulos de Jesus recebem a missão de testemunhar a sua proposta de vida no meio do mundo e são enviados a apresentar, a todos os homens e mulheres, sem excepção, o convite de Deus para integrar a comunidade trinitária.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram.

Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e fazei discípulos de todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».

Palavra da Salvação


Quando a Palavra se faz vida (A fraternidade Universal)

Para os meus irmãos no Líbano. Depois da catástrofe do dia 4 de agosto de 2020 em Beirute, perguntei a mim própria o que poderia fazer para ajudar aquela terra já tão devastada. Depois de alguns dias seria o meu aniversário: 40 anos. A minha família e os meus amigos queriam comemorar, mesmo que fosse apenas com um jantar. Eu pensei, esta pode ser uma ocasião propícia para ajudar a população libanesa. Assim, pedia a todos os convidados que não me dessem presentes, mas contribuíssem financeiramente no meu projecto de ajuda a Beirute. No final da noite fiquei surpreendida ao contar o dinheiro que me deram: cerca de 600 euros! Nunca imaginei que chegaria a este valor, até porque eram poucos os convidados, devido às restrições do Covid19.

Este gesto, entretanto, desencadeou uma reação em cadeia entre os amigos: a Emília, ofereceu o que reservara para a sua formatura para outro projecto; o Francisco, no dia do seu aniversário fez uma adoção à distância. Depois, algumas crianças do bairro sabendo da nossa iniciativa no aniversário, quiseram oferecer para o Libano, o dinheiro que ganharam numa feirinha que fizeram com materiais reciclados! Recebestes de graça, dai de Graça deveis dar…(Mt.10,8). Nós acreditamos firmemente nesta frase, sempre, quando recebemos e quando damos [L. Ischia –Itália]


Papa: a oração não faz mágicas, é preciso rezar com humildade

“A oração não é uma varinha de condão, mas um diálogo com Deus”, disse Francisco na Audiência Geral, recordando que o mal é senhor do penúltimo dia, jamais do último. “Este pertence a Deus, e é o dia em que se realizarão todos os anseios humanos de salvação.”

A oração não é uma varinha de condão, mas um diálogo com Deus

Uma boa resposta está contida no Catecismo, afirmou o Papa, pois adverte para o risco de transformar a relação com Deus em algo mágico, e não numa autêntica experiência de fé. “A oração não é uma varinha de condão, mas um diálogo com Deus.” Com efeito, podemos cair na pretensão de que Deus deve nos servir, e não contrário. Que Ele deve realizar os nossos desejos, sem que admitamos outros projetos. Mas a humildade é a primeira condição. Jesus teve a grande sabedoria de colocar sobre os lábios o “Pai-Nosso”, pedindo que se realizasse a vontade do Pai no mundo. “É fácil escrever sobre um estandarte ‘Deus está conosco’; muitos se apressam em garantir que Deus está com eles, mas poucos se preocupam de verificar se eles estão efetivamente com Deus.”

O tempo de Deus não é o nosso tempo

Na oração, disse o Papa, é Deus que deve nos converter, e não nós que devemos convertê-Lo. “É a humildade”, devemos rezar pedindo a Deus que converta o nosso coração, pedindo o que é conveniente e o que é melhor para a minha saúde espiritual. Todavia, permanece o escândalo: quando homens rezam com coração sincero, quando uma mãe reza por um filho doente, por que às vezes Deus parece não ouvir? Para o Pontífice, para responder a esta pergunta é preciso meditar com calma os Evangelhos. Às vezes, Jesus cura imediatamente um doente que pede piedade, outras vezes não, como com a mulher de Cananeia.

“Todos tivemos esta experiência. Quantas vezes pedimos uma graça, um milagre e nada aconteceu. Depois, com o tempo, as coisas se ajustaram, mas segundo o modo de Deus, o modo divino, não segundo o que eu queria naquele momento. O tempo de Deus não é o nosso tempo.”

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