Novos Ventos – 02 de Maio

Domingo de Páscoa – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia do quinto domingo do Tempo Pascal põe em evidência todo aquele que estiver desligado ou separado da árvore não pode dar fruto. O Evangelho deste dia faz uma comparação com a videira e o agricultor. Jesus é a verdadeira Vide e o Pai é o agricultor, Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Tal como acontece com as árvores de fruto se os ramos não produzem fruto são cortados e lançados fora. Por vezes, os ramos não dão fruto porque ou não corre a seiva ou são ramos maus. O evangelista São João faz-nos interpelar como ramo que sou, estou unido à Verdadeira Vide que é Cristo? Quais os frutos que vou produzindo na comunidade? Disponho-me para servir a comunidade? Procuro estar em comunhão com os outros ou procuro divisões e discórdias? Os frutos que produzo são: bondade, mansidão, paciência, diálogo fraterno, benignidade, temperança?

A leitura dos Actos dos Apóstolos, diz-nos que o cristão é membro de um corpo – o Corpo de Cristo. A sua vocação é seguir Cristo, integrado numa família de irmãos que partilha a mesma fé, percorrendo em conjunto o caminho do amor. É no diálogo e na partilha com os irmãos que a nossa fé nasce, cresce e amadurece e é na comunidade, unida por laços de amor e de fraternidade, que a nossa vocação se realiza plenamente.

A Leitura da Primeira Epistola de São João, define o ser cristão como “acreditar em Jesus” e “amar-nos uns aos outros como Ele nos amou”. São esses os “frutos” que Deus espera de todos aqueles que estão unidos a Cristo, a “verdadeira videira”. Se praticarmos as obras do amor, temos a certeza de que estamos unidos a Cristo e que a vida de Cristo circula em nós.O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta Jesus como “a verdadeira videira” que dá os frutos bons que Deus espera. Convida os discípulos a permanecerem unidos a Cristo, pois é d’Ele que eles recebem a vida plena. Se permanecerem em Cristo, os discípulos serão verdadeiras testemunhas no meio dos homens da vida e do amor de Deus


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto
e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele,
esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido.
A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

“Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele”.

“Deus é amor”: é a definição mais luminosa de Deus na Sagrada Escritura, que aparece duas vezes, precisamente neste texto, uma carta ou talvez uma exortação que ecoa o quarto Evangelho. De facto, o autor é um discípulo que dá testemunho da tradição espiritual do apóstolo João. Ele escreve a uma comunidade cristã do primeiro século que, infelizmente, já se confrontava com uma das provas mais dolorosas, ou seja, a discórdia, a divisão quer no âmbito da fé, quer do testemunho.

Deus é amor: Ele, enquanto Trindade, vive em si mesmo a plenitude da comunhão e transmite este amor às suas criaturas. A quantos o acolhem, dá-lhes o poder de se tornarem seus filhos, com o seu próprio DNA, capazes de amar. E o Seu é um amor gratuito, que liberta de todo o medo e timidez.

Depois, para que se realize a promessa da reciproca comunhão: nós em Deus e Deus em nós, é necessário “permanecer” neste mesmo amor activo, dinâmico, criativo. Por conseguinte, os discípulos de Jesus são chamados a amarem-se uns aos outros, a dar a vida; são chamados a partilhar os bens com quem se encontra em necessidade. Com este amor, a comunidade permanece unida, profética, fiel.


Terço nos Santuários: a intenção de cada dia

Trinta Santuários, representativos de todo o mundo, conduzirão a recitação do Terço todos os dias durante o mês de maio em uma maratona de oração com o tema: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus”, para invocar o fim da pandemia.

“De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus” (At 12,5). A verdadeira “maratona” de oração neste mês de maio pelo fim da pandemia, envolvendo 30 Santuários ao redor do mundo, fortemente desejada pelo Papa Francisco, será aberta neste sábado, 1° de maio, às 18 horas (horário de Roma) na Capela Gregoriana da Basílica de São Pedro. O Santo Padre rezará junto ao ícone de Nossa Senhora do Socorro. A oração terá transmissão ao vivo do Vatican News, com comentários em português, a partir das 12h55 (horário de Brasília), 16h55, (horário de Portugal). Todos os dias a oração, nos diversos Santuários do mundo, será transmitida ao vivo nos canais oficiais da Santa Sé, sempre às 18 horas (horário de Roma).


Amoris laetitia, família é o espelho do amor de Deus

Cada mês, em 10 episódios, um vídeo com as reflexões do Papa e o testemunho de famílias de todas as partes do mundo – realizado em colaboração entre o Dicastério Leigos Família e Vida e Vatican News – ajuda a reler a Exortação apostólica, com a contribuição de um subsídio que pode ser baixado para o aprofundamento pessoal e comunitário. Porque ser família, recorda Francisco, é sempre “principalmente uma oportunidade”.

31. O bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da Igreja. Inúmeras são as análises feitas sobre o matrimónio e a família, sobre as suas dificuldades e desafios actuais. É salutar prestar atenção à realidade concreta, porque «os pedidos e os apelos do Espírito ressoam também nos acontecimentos da história» através dos quais «a Igreja pode ser guiada para uma compreensão mais profunda do inexaurível mistério do matrimónio e da família».[8] Não tenho a pretensão de apresentar aqui tudo aquilo que poderia ser dito sobre os vários temas relacionados coma família no contexto actual. Mas, dado que os Padres sinodais ofereceram um panorama da realidade das famílias de todo o mundo, considero oportuno recolher algumas das suas contribuições pastorais, acrescentando outras preocupações derivadas da minha própria visão.