IV Domingo de Páscoa – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste quarto domingo de Páscoa põe em evidência a figura do Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas suas ovelhas se alguma se perde nos apriscos o pastor vai ao encontro da ovelha que anda perdida. Aquele que não é pastor não se preocupa com as ovelhas e diante do perigo é capaz de afasta-se deixando as ovelhas dispersarem-se. Jesus é a figura do Bom Pastor, a Sua missão é levar as ovelhas por caminhos seguros e por elas oferece a Sua própria Vida. Diz-nos o evangelista São João “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz
e haverá um só rebanho e um só Pastor”.
A leitura dos Actos dos Apóstolos, afirma que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (neste “Domingo do Bom Pastor” dizer que Jesus é o “único salvador” equivale a dizer que Ele é o único pastor que nos conduz em direcção à vida verdadeira). Lucas avisa-nos para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação.
A Leitura da Primeira Epistola de São João, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. O objectivo de Deus é integrar-nos na sua família e tornar-nos “semelhantes” a Ele.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus. «Eu sou o Bom Pastor.
O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil
e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz
e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar:
foi este o mandamento que recebi de meu Pai».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Abril)
“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas.”
Quando experimentamos, pelo menos um pouco, esta presença silenciosa mas forte na nossa vida, acende-se no coração o desejo de a partilhar, de fazer crescer a nossa capacidade de cuidar e de aceitar os outros. Seguindo o exemplo de Jesus, podemos procurar conhecer melhor as pessoas da nossa família, o colega de trabalho ou o vizinho de casa, para nos deixarmos desinstalar pelas necessidades daqueles que nos rodeiam. Podemos multiplicar as iniciativas do amor, envolvendo os outros e deixando-nos envolver. Na nossa pequenez, podemos contribuir para a construção de comunidades fraternas e abertas, capazes de acompanhar, com paciência e coragem, o caminho de muitos. Meditando nesta frase do Evangelho, Chiara Lubich escreveu: «Jesus, falando claramente de si, disse: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Ele viveu até ao fim a sua oferta. O seu amor é um amor oblativo, ou seja, é um amor feito de efetiva disponibilidade para oferecer, para dar a própria vida. […] Deus pede-nos, também a nós […] atos de amor que tenham (pelo menos na intenção e na decisão) a medida do seu amor. […] Só um amor assim é um amor cristão: não um amor qualquer, não um amor superficial, mas um amor grande, capaz de pôr em risco a vida. […] Agindo assim, a nossa vida cristã dará um salto de qualidade, um grande salto de qualidade. Então veremos reunir-se ao redor de Jesus, atraídos pela sua voz, homens e mulheres dos quatro cantos da Terra”(3).

Papa Francisco quer visitar o Líbano logo que possível
O Líbano tem a maior percentagem de cristãos no Médio Oriente e é o único país árabe com um chefe de Estado cristão. Os cristãos constituem um terço da população.
Numa audiência privada de cerca de 30 minutos com Hariri, “o Papa quis reiterar a sua proximidade ao povo libanês que vive um momento de grande dificuldade e incerteza e lembrou a responsabilidade de todas as forças políticas de se comprometerem urgentemente com o benefício da nação”, declarou aos jornalistas o chefe do serviço de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni.
Reafirmando o seu desejo de visitar o país logo que estejam reunidas as condições, o Papa Francisco manifestou o desejo de que o Líbano, ajudado pela comunidade internacional, volte a encarnar ‘a força dos cedros, a diversidade que da fraqueza se torna força num grande povo reconciliado’ com a sua vocação de ser uma terra de encontro, de convivência e de pluralismo”, disse ainda Bruni.
Num encontro com a imprensa divulgado pela televisão libanesa al-Jadeed, Hariri confirmou no final da audiência a vontade de Francisco de se deslocar ao país.

Mensagem do Papa Francisco pela Ocasião do “Dia da Terra”
Irmãos e irmãs nesta comemoração do Dia da Terra, é sempre bom lembrar que as coisas que nos dizemos há muito tempo não podem cair no esquecimento. Há algum tempo nos tornamos mais conscientes de que a natureza merece ser protegida, também pelo simples facto de que as interações do homem com a biodiversidade de Deus [que Deus nos deu] devem ocorrer com a máxima atenção e respeito: cuidar da biodiversidade, cuidar da natureza. E aprendemos muito mais com esta pandemia. Essa pandemia também nos mostrou o que acontece quando o mundo pára, faz uma pausa, mesmo que por alguns meses. E o impacto que isso tem na natureza e nas mudanças climáticas, com força, de uma forma tristemente positiva, não é? Em outras palavras, dói.
Gostaria de repetir um velho ditado espanhol: “Deus sempre perdoa, nós, homens, perdoamos de vez em quando, a natureza jamais perdoa”. E quando essa destruição da natureza é desencadeada, é muito difícil pará-la. Mas ainda temos tempo. E seremos mais resilientes se trabalharmos juntos em vez de fazermos sozinhos. A adversidade que vivemos com a pandemia, e que já sentimos nas mudanças climáticas, deve nos impulsionar, deve nos impulsionar à inovação, à invenção, à busca de novos caminhos. Não saímos iguais de uma crise, saímos melhor ou pior. Este é o desafio e, se não sairmos melhor, trilharemos o caminho da autodestruição.