Domingo de Ramos – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia do domingo de Ramos põe em evidência o Servo Sofredor que tem a sua realização plena na Pessoa de Jesus Cristo maltratado e desprezado por todos, homem de dores. O Evangelho da Paixão nos mostra que diante das dificuldades e provações todos se afastam; Jesus fica entregue à Sua própria sorte todos o abandonam apenas Sua Mãe, João e o discípulo amado o acompanham até ao cimo do Calvário e algumas mulheres que Jesus lhes tinha tocado o coração e tinha transformado as suas vidas. Até Pedro que umas horas antes Lhe tinha declarado nunca O abandonar diante da interpelação de uma criada faz juramentos a dizer que «não O conhece». Senhor, ajudai – nos a permanecermos fiéis a Ti mesmo diante das dificuldades da vida.
A leitura do livro de Isaías, apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.
A Leitura da Epistola de São Paulo aos Filipenses, apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: «Ide à povoação que está em frente e encontrareis uma jumenta presa e, com ela, um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. E se alguém vos disser alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles, mas não tardará em devolvê-los». Isto sucedeu para se cumprir o que o Profeta tinha anunciado: «Dizei à filha de Sião: ‘Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta’». Os discípulos partiram e fizeram como Jesus lhes ordenara: trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram-lhes em cima as suas capas, e Jesus sentou-Se sobre elas. Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão. E, tanto as multidões que vinham à frente de Jesus como as que O seguiam, diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!». Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é Ele?» – perguntavam. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia».
Palavra da Salvação
“Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, ensinai-me as vossas veredas“
Na Suíça, a Hedy, casada e mãe de quatro filhos, já há muito tempo que procura viver a Palavra. Agora está gravemente doente. Sabe que está quase a atingir a meta do seu caminho aqui na Terra.A sua grande amiga, Kati, conta-nos: «Sempre que alguém a visita, e até com o pessoal de saúde, a Hedy está sempre atenta aos outros, interessa-se por cada um, mesmo se para ela, agora, se tornou muito difícil falar. Agradece a presença de todos e conta a sua experiência. Ela é apenas Amor, um sim vivo à vontade de Deus! Atrai muitas pessoas: amigos, parentes, sacerdotes. Todos ficam profundamente tocados pela sua atenção para com todas as visitas e pela sua força, fruto da fé no amor de Deus».
Chiara Lubich comparou a vida a uma “santa viagem” (1): «[…] A “santa viagem” é o símbolo do nosso itinerário para chegar até Deus. […] Por que não fazer da única vida que temos uma viagem, uma santa viagem, uma vez que Aquele que nos espera é Santo? […] Mesmo quem não professa um credo religioso pode fazer da sua vida uma obra-prima, empreendendo com retidão um caminho de sincero empenho moral. […] Se a vida é uma “santa viagem”, seguindo o projeto da vontade de Deus, a nossa caminhada requer um progresso contínuo, dia após dia. […] O que acontece quando paramos? […] Devemos abandonar o percurso, desencorajados com os nossos erros? Não, nesses momentos a palavra de ordem é “recomeçar” […] colocando toda a nossa confiança na graça de Deus, mais do que nas nossas capacidades. […] Mas, sobretudo, caminhemos juntos, unidos no amor, ajudando-nos uns aos outros. O Santo estará no meio de nós e tornar-se-á, Ele mesmo, o nosso “Caminho”. Ele nos fará compreender com maior clareza a vontade de Deus e nos dará o desejo e a capacidade de a pôr em prática. Estando unidos, tudo será mais fácil e receberemos a bem-aventurança que foi prometida aos que decidem fazer a “santa viagem”» (2).
Letizia Magri
IV Domingo da Quaresma – Serve o Outro
Introdução
Metanóia – Olá Quaresma! Então, a coragem de Nicodemos para encontrar-se com Jesus, serviu-te de incentivo para realizares o desafio da semana? Foste luz para alguém?
Quaresma – Olá Metanóia, sim fui, e é incrível a sensação, senti-me tão bem! Gostava muito de conhecer mais histórias sobre Jesus…
Metanóia – E hoje há mais uma! Assim como tu queres conhecer Jesus, na altura, havia pessoas de muitos lugares que ouviam falar d’Ele e que O queriam conhecer. Ora, escuta com atenção:
Reflexão e compromisso
Quaresma – Metanóia, nesta história os «gregos» são pessoas que querem conhecer Jesus, não estão contra Ele… Muita gente queria conhecê-lO!
Metanóia – Sim, é verdade! Aqui, os «gregos» simbolizam os pagãos, que os discípulos, como André e Filipe, terão a missão de evangelizar…
Quaresma – Evangelizar? O que é isso?
Metanóia – Evangelizar significa «contar as boas novas» acerca do que Jesus fez para salvar os pecadores, é anunciar a Sua ressurreição a quem não a conhece, e explicá-la a quem não entende.
Quaresma – Então, eu e tu, cada um de nós, também devemos evangelizar?
Metanóia – Sim, devemos falar e dar a conhecer Jesus, ajudar as pessoas a perceber o valor que têm para Deus. Ele ama cada pessoa, cada um de nós! Ele ama-nos!
Quaresma – E deu-nos a maior prova desse amor, deu-nos o Seu filho, Jesus.
Metanóia – Jesus sabia que se aproximava o momento da sua morte e crucificação por isso, no evangelho, Ele comparou-se ao grão de trigo.
Quaresma – O próprio Jesus é o grão de trigo?!
Metanóia – Sim, e se estiveres atento é fácil de entender: Jesus fala-nos do grão de trigo que é Ele mesmo. O grão lançado à terra lembra-nos Jesus na sua morte. Jesus morre para nos dar a vida, multiplica-se.
Quaresma – Já entendi! E Jesus pediu aos discípulos que O tornassem conhecido, não só junto dos «gregos» mas do mundo inteiro… para construirmos um mundo melhor.
Metanóia – … precisamos de amar mais, ajudar mais, servir e perdoar mais. Todos os dias devemos conversar com Jesus na nossa oração, para estarmos juntinhos a Ele e, assim, a nossa fé e a nossa amizade com Ele cresça cada vez mais.
E esta semana o 6.º desafio é:
«Vou escrever uma oração bonita para conversar com Jesus e me converter, como aconteceu com os gregos».
