III Domingo da Quaresma – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste terceiro domingo da Quaresma põe em evidência a subida de Jesus a Jerusalém, afim de, ir com os discípulos celebrar a festa da Páscoa, como era habitual da tradição judaica. Segundo o costume dos judeus os Anciãos transmitiam de geração em geração os feitos grandiosos que o Senhor tinha realizado ao libertar o Povo de Israel das mãos de Faraó. Ao chegar a Jerusalém Jesus depara-se com a profanação do templo e expulsa os negociantes e vendilhões dizendo: «Tirai tudo daqui, não façais da casa de meu Pai casa de comércio. Os Judeus indignados questionam Jesus sobre a autoridade para proceder daquele modo. Ao qual Jesus responde «destruirei este templo e em três dias o levantarei». Jesus manifesta aos discípulos pela primeira vez o mistério da Sua Morte e Ressurreição.
A leitura do livro do Êxodo, Deus oferece-nos um conjunto de indicações (“mandamentos”) que devem balizar a nossa caminhada pela vida. São indicações que dizem respeito às duas dimensões fundamentais da nossa existência: a nossa relação com Deus e a nossa relação com os irmãos.
A Leitura da Primeira Epistola de São Paulo aos Coríntios, o apóstolo Paulo sugere-nos uma conversão à lógica de Deus… É preciso que descubramos que a salvação, a vida plena, a felicidade sem fim não está numa lógica de poder, de autoridade, de riqueza, de importância, mas está na lógica da cruz – isto é, no amor total, no dom da vida até às últimas consequências, no serviço simples e humilde aos irmãos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, escutamos Jesus que Se apresenta como o “Novo Templo” onde Deus Se revela aos homens e lhes oferece o seu amor. Convida-nos a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu “Evangelho” essa proposta de vida nova que Deus nos quer apresentar.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo
os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas.
Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas;
e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito:
«Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?» Jesus respondeu-lhes:
«Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus:
«Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?» Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e nas palavras que Jesus dissera. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia,
acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos
e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém:
Ele bem sabia o que há no homem.
Palavra da Salvação
“Palavra de Vida”
“Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos, ensinai-me as vossas veredas”
Muitas vezes, depois de termos percorrido os caminhos da nossa suposta autossuficiência, encontramo-nos desorientados, confusos, mais conscientes dos nossos limites e das nossas faltas. Gostaríamos de encontrar de novo a bússola da vida e, com ela, o percurso até à meta.
Este Salmo ajuda-nos muito. Impele-nos a fazer uma experiência nova ou renovada de encontro pessoal com Deus, de confiança na Sua amizade.
Dá-nos coragem para sermos dóceis aos Seus ensinamentos, que nos convidam constantemente a sair de nós mesmos para O seguir pelo caminho do amor, caminho que Ele próprio percorreu, antes de nós, para vir ao nosso encontro.
Este Salmo pode ser uma oração, para nos acompanhar ao longo do dia e fazer de cada momento, alegre ou doloroso, uma etapa do nosso caminho.
Letizia Magri

III Domingo da Quaresma – 7 de março
Desafio: Reconstrói
Introdução
Metanóia – Olá Quaresma! Como foi a tua semana, houve alguma mudança no teu dia-a-dia?
Quaresma – Olá Metanóia! Sinto que sim. Ao longo da semana senti-me mais perto de Jesus. É um sentimento tão bom! E já reparaste que estamos mais próximos do grande dia, que é a Páscoa?
Metanóia – Sim, e esta semana vamos refletir sobre a celebração dessa grande festa no tempo de Jesus, ouvindo o que nos diz o Evangelho deste domingo.
Reflexão e compromisso
Quaresma – A Páscoa era uma grande festa para os Judeus! Mas por que razão faziam comércio dentro da casa de Deus?
Metanóia – Na verdade, encontravam-se no Templo de Jerusalém para rezarem e apresentarem as suas ofertas. E como era uma ocasião especial, o número de habitantes na cidade triplicava…
Quaresma – … e os vendedores, como ouvimos no evangelho, aproveitavam para venderem bois, ovelhas e pombas. Mas Jesus expulsou-os, porquê?
Metanóia – Bem, os comerciantes aproveitavam a ocasião para venderem e enriquecerem mais rapidamente, uma vez que o faziam num local com muitas pessoas, que, depois de comprarem, ofereciam no altar do Senhor.
Quaresma – Ah! Faz sentido, então! Jesus não gostou de ver a casa de Seu Pai transformada num “Mercado”…
Metanóia – É mesmo isso! Jesus quer que respeitemos a Casa de Deus. E, também, na tua vida, não deves negociar com Ele, não deves pedir algo em troca pelas tuas atitudes. Ao longo da tua vida deves dar-te! E podes aproveitar esta semana, para o fazeres ao aceitares o 4.º desafio:
«Vou encontrar-me com Jesus na nossa Igreja. Ou, se não for possível, vou viver um breve momento de encontro com Jesus, em silêncio, no meu quarto».
No terceiro domingo da Quaresma, vamos colocar a quarta peça do nosso painel.

Viagem Apostólica do Papa ao Iraque: o programa
Na sexta-feira, dia 5 o Santo Padre parte de Roma rumo a Bagdá. Ao chegar à capital está prevista a cerimônia de acolhida oficial no Aeroporto da cidade e o encontro com o primeiro-ministro. Em seguida o Papa tem dois encontros oficiais no Palácio Presidencial de Bagdá: um com o Presidente da República e outro com as Autoridades, a Sociedade Civil e o Corpo Diplomático. No mesmo dia, na parte da tarde, Francisco encontra os bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas, seminaristas e catequistas na Catedral Sírio-Católica de “Nossa Senhora da Salvação”.
No sábado, dia 6 de março na parte da manhã o Papa parte de avião para Najaf onde encontra o Grão-Aiatolá Sayyd Ali Al-Husaymi Al-Sistani. Em seguida segue sua viagem de avião para Nassiriya onde participa na Planície de Ur de um encontro Inter-religioso, está previsto um discurso do Santo Padre. Logo depois retorna de avião para Bagdá. Na tarde de sábado o Papa celebra a Santa Missa na Catedral caldeia de “São José” em Bagdá.
O programa para domingo, dia 7 de março inicia com uma viagem a Erbil de avião. Na região autônoma do Curdistão Iraquiano o Papa encontra autoridades civis e religiosas no aeroporto local. Em seguida de helicóptero vai a Mosul. Na Praça da igreja de Mosul o Papa faz uma Oração de Sufrágio pelas vítimas da Guerra. A próxima etapa da manhã de domingo é Qaraqosh. Em Qaraqosh o Papa encontra a comunidade na igreja da “Imaculada Conceição” faz um discurso aos presentes e reza o Angelus. Na parte da tarde, de helicóptero, dirige-se a Erbil no Estádio “Franso Hariri” para celebrar a Santa Missa. Depois da celebração o Papa retorna a Bagdá.
No último dia da sua visita, na manhã de segunda-feira dia 8 de março, Francisco participa da cerimônia de despedida no Aeroporto de Bagdá e em seguida volta a Roma.


No próximo fim-de-semana, 12 e 13 de Março celebramos as 24 horas para o Senhor; na Paróquia da Torreira faremos 2 momentos sexta-feira das 20.30horas com eucaristia até às 24horas e no Sábado das 17.00horas até às 19horas com eucaristia. Os interessados devem inscrever-se em pequenos grupos de 20 pessoas, garantindo as diversas horas. Se possível por famílias.