Novos Ventos – 07 de Fevereiro

V Domingo do Tempo Comum – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência duas ideias fundamentais; “o serviço e o anúncio”. O evangelista Marcos relata a doença da sogra de Pedro e logo que esta fica curada da febre coloca-se ao serviço. Somente aquele que se deixa curar por Jesus é capaz de se colocar ao serviço. Muitas vezes, encontramos muitos cristãos que não têm tempo nem para dar catequese, nem para estar ao serviço na paróquia, porque ainda não se deixaram transformar por Jesus. Simão e os discípulos foram à procura de Jesus, quando o encontraram disseram-Lhe: «Todos te procuram». Porém, Jesus revela a Sua missão «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar também aí, porque foi para isso que Eu vim»; ou seja, anunciar o Evangelho com a própria Vida. Assim, o cristão deve anunciar Jesus com a própria vida.

A leitura do livro de Job, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.

A Leitura da Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios, sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos, manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam qual Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

Palavra da Salvação


“Palavra de Vida”

“Tornai-vos misericordiosos, tal como também o vosso Pai é misericordioso”

Na perspetiva do Evangelho, para imitar o Pai devemos, antes de tudo, seguir Jesus. Dia após dia, aprender com Ele a ser os primeiros no amor, tal como o próprio Deus faz incessantemente connosco.

É a experiência espiritual descrita pelo teólogo luterano Bonhoeffer (1906-1945): «A comunidade cristã canta todos os dias: “Alcancei misericórdia”. Recebi este dom até mesmo quando fechei o meu coração a Deus; […] quando me perdi e não encontrei o caminho de regresso. Então, foi a palavra do Senhor que veio ao meu encontro. Aí eu compreendi: Ele ama-me. Jesus encontrou-me: Ele esteve perto de mim, só Ele. Foi Ele que me confortou, perdoou todos os meus erros e não me acusou do mal. Quando eu era seu inimigo e não respeitava os seus mandamentos, Ele tratou-me como um amigo. […] É-me difícil compreender porque é que o Senhor me ama tanto, porque é que eu sou tão precioso para Ele. Não posso entender como é que Ele conseguiu – nem porque é que quis – conquistar o meu coração com o seu amor. Só posso dizer: “Alcancei misericórdia”» (2).


“Latifah Ibn Ziaten e Guterres os vencedores do Prêmio Zayed 2021”

 Uma mãe de 5 filhos, fundadora de uma associação para os jovens e a paz, que leva o nome de seu filho Imad. O jovem perdeu sua vida por causa de um ato de terrorismo. Uma mulher, portanto, que foi capaz de transformar sua dor lacerante em um modo para ajudar os jovens. Para ela, Latifah Ibn Ziaten, junto com António Guterres, Secretário Geral das Nações Unidas desde 2017, vai o Prêmio Zayed 2021, que reconhece o compromisso permanente em favor da fraternidade humana, inspirado no Documento sobre a Fraternidade Humana assinado há dois anos em Abu Dhabi. O prêmio homenageia sobretudo aqueles que constroem pontes para conectar povos divididos, fortalecendo as verdadeiras relações humanas que tornam possível o trabalho para garantir liberdade e segurança para todos. Também honra os valores do fundador dos Emirados Árabes Unidos, o falecido Sheikh Zayed, que viveu uma vida de pacífica convivência.

Latifah e harmonia social entre gerações e origens

Latifah Ibn Ziaten, fundadora da “Associação Imad para os jovens e a paz”, é originária do Marrocos. Aos 17 anos de idade, em 1977, mudou-se para a França. Um de seus filhos, Imad, uniu-se ao primeiro regimento de pára-quedistas franceses e foi assassinado perto de Toulouse em 2012. Mais tarde, a mulher procurou o assassino de seu filho, Mohammed Merah, para entender o que o levou a cometer o assassinato. Esse encontro permitiu que ela entrasse no mundo de um jovem que se sentia abandonado e que nunca havia conseguido se integrar à sociedade em geral. Desde quando fundou a sua associação, Latifah tem viajado por toda a França para contar sua história e se encontrar com os jovens. Sua esperança é ajudar a preservar a “harmonia social” seja entre as gerações mais velhas e as mais jovens, seja entre as pessoas de origem francesa e os migrantes.

Guterres e a verdadeira batalha, aquela contra a Covid-19

António Guterres, um político originário de Portugal, é o nono Secretário-Geral das Nações Unidas. Durante o último ano no qual o mundo inteiro foi dominado pela pandemia do Coronavirus, Guterres levantou sua voz em várias ocasiões apelando para um “cessar-fogo global em todos os cantos do mundo para nos concentrarmos, todos juntos, na verdadeira batalha: derrotar a Covid-19”.


“O Grão Imame de Al-Azhar: somos todos irmãos com direito a viver”

Na cerimônia do 1º Dia Internacional da Fraternidade Humana, com a apresentação dos vencedores do prêmio Zayed 2021, o Imame Al-Tayyeb reiterou seu compromisso “com meu irmão Francisco” de trabalhar pela fraternidade humana. “A assinatura do Documento de Abu Dhabi”, reitera ele, “é um convite histórico ao fim das guerras e à tolerância”.

A fraternidade é uma doce música para tocarmos juntos, são as esperanças e os sonhos de muitos jovens escritos em um pedaço de papel e pendurados nos galhos de uma árvore que o vento acaricia. Estas são as imagens que abrem e encerram a cerimônia em Abu Dhabi em comemoração ao 1º Dia Internacional da Fraternidade Humana, instituído pela ONU em dezembro passado, em memória da assinatura, em 4 de janeiro de 2019, do Documento da Fraternidade Humana pela Paz Mundial e a Convivência Comum, entre o Papa e o Grão Imame de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb.


Testemunho “Permanecer sempre no Amor” dos+pequenos

No nosso país, estamos em período eleitoral e, por isso, as pessoas, às vezes, discutem e lutam. Nós, Gen4, pensámos em rezar juntas por umas eleições pacíficas. Combinámos rezar por essa intenção todos os dias às 6 da tarde, durante uma semana. Rezávamos nas nossas casas.

Sentimos um grande amor no coração e muita alegria por termos ajudado o nosso povo. (Paulette)

Experiência do mês de janeiro

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