Novos Ventos – 27 de Dezembro

Sagrada Família – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo em que celebramos a Festa da Sagrada Família coloca em evidência a Família de Nazaré como modelo para a família humana. Contudo, é necessário existir o amor a compreensão e respeito mútuo como nos diz a Carta de Paulo aos Colossenses «Perdoai-vos mutuamente se algum tiver razão de queixa contra o outro» e ainda «habite em vós com abundância a Palavra de Cristo para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros». Paulo evidencia o amor mútuo entre os esposos e apresenta como modelo a «Família de Nazaré». Os filhos não são uma propriedade dos pais, mas um dom recebido das mãos de Deus, saibamos por isso, como Maria e José oferecer os filhos ao Senhor.

A leitura do Livro de Ben-Sirá,  apresenta, de forma muito prática, algumas atitudes que os filhos devem ter para com os pais… É uma forma de concretizar esse amor de que fala a segunda leitura.

A Leitura da Epistola de São Paulo aos Colossenses,  sublinha a dimensão do amor que deve brotar dos gestos dos que vivem “em Cristo” e aceitaram ser “Homem Novo”. Esse amor deve atingir, de forma muito especial, todos os que connosco partilham o espaço familiar e deve traduzir-se em determinadas atitudes de compreensão, de bondade, de respeito, de partilha, de serviço.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas,  põe-nos diante da Sagrada Família de Nazaré apresentando Jesus no Templo de Jerusalém. A cena mostra uma família que escuta a Palavra de Deus, que procura concretizá-la na vida e que consagra a Deus a vida dos seus membros. Nas figuras de Ana e Simeão, Lucas propõe-nos também o exemplo de dois anciãos de olhos postos no futuro, capazes de perceber os sinais de Deus e de testemunhar a presença libertadora de Deus no meio dos homens.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor:
«Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor.
Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso,
que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo,
porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».
O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido
para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser.
Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus
e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.

Palavra da Salvação


Oração do Papa Francisco “Sagrada Família”

Jesus, Maria e José,
em Vós, contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
a Vós, com confiança, nos dirigimos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
escolas autênticas do Evangelho
e pequenas Igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais se faça, nas famílias, experiência
de violência, egoísmo e divisão:
quem ficou ferido ou escandalizado
depressa conheça consolação e cura.

Sagrada Família de Nazaré,
que o próximo Sínodo dos Bispos
possa despertar, em todos, a consciência
do carácter sagrado e inviolável da família,
a sua beleza no projecto de Deus.

Jesus, Maria e José,
escutai, atendei a nossa súplica.


“Cada família, uma história de Amor”

As Famílias de Caná nasceram quando a Família Power sentiu o chamamento de Deus para partilhar com outras famílias a sua forma particular de ser Igreja Doméstica.

O Niall, nascido a 24 de dezembro de 1970, é irlandês, natural de Waterford, e sétimo de uma família de dez irmãos, tendo um deles já falecido. Educado na fé católica, o Niall foi escuteiro e participou desde sempre na vida paroquial, em família. Durante a juventude, teve a graça de ir a Taizé, onde despertou para a força da oração. Mais tarde, já durante o namoro com a Teresa, fez um Convívio Fraterno, experiência poderosa de encontro com o Senhor e com a Igreja.

A Teresa, nascida a 3 de junho de 1972, é natural de Lisboa, Portugal, mas viveu e cresceu em Castelo Branco. A mais velha de três irmãs, aos dezoito anos perdeu o pai, vítima de doença prolongada. Participou desde pequena, em família, nas atividades da sua paróquia. Integrou o movimento “Convívios Fraternos” com quinze anos, fazendo parte da equipa coordenadora ao longo dos anos seguintes, até casar. Foi também com cerca de quinze anos que, com a sua família, conheceu o Renovamento Carismático Católico. Durante os anos seguintes, peregrinou a Taizé, a Lourdes e a Mejugorje e participou em encontros e retiros proporcionados pelo Renovamento Carismático Católico, crescendo em intimidade com Jesus e aprofundando a fé em clima de alegria. O Niall e a Teresa conheceram-se na Alemanha em 1992, a meio dos seus cursos universitários, inseridos no projeto Erasmus de mobilidade de estudantes. Uniu-os desde o início a fé católica e um grande amor a Nossa Senhora, a quem se consagraram no dia do seu casamento, a 27 de julho de 1996, em Fátima.

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