I Domingo do Advento – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste I domingo do Advento faz o apelo à «Vigilância». Estar vigilante ou «estar atento» é o que o evangelista Marcos desafia as suas comunidades aguardar essa chegada imprevisível do Senhor. Esta vida é como uma longa vigília, com os seus tempos sucessivos, enquanto aguardamos essa «vinda» de Cristo sol nascente. A solenidade do Natal, a que o Advento nos conduzirá, vem, em cada ano, antecipar simbolicamente aquela vinda gloriosa do Senhor no último dia, o dia que nos introduz na “vida do mundo que há-de vir”. Assim, enquanto Igreja militante somos desafiados a viver esta mesma realidade aguardando em jubilosa esperança a «chegada de Cristo», que vem até nós em cada dia e em cada tempo, até que um dia possamos chegar a contemplar Jesus Cristo no seu «Reino Glorioso».
A leitura do Livro de Isaías, faz um apelo dramático a Jahwéh, o Deus que é “pai” e “redentor”, no sentido de vir mais uma vez ao encontro de Israel para o libertar do pecado e para recriar um Povo de coração novo. O profeta não tem dúvidas: a essência de Deus é amor e misericórdia; essas “qualidades” de Deus são a garantia da sua intervenção salvadora em cada passo da caminhada histórica do Povo de Deus.
A Epistola de São Paulo aos Coríntios, mostra como Deus Se faz presente na história e na vida de uma comunidade crente, através dos dons e carismas que gratuitamente derrama sobre o seu Povo. Sugere também aos crentes que se mantenham atentos e vigilantes, a fim de acolherem os dons de Deus.
O Evangelho de São Marcos, convida os discípulos a enfrentar a história com coragem, determinação e esperança, animados pela certeza de que “o Senhor vem”. Ensina, ainda, que esse tempo de espera deve ser um tempo de “vigilância” – isto é, um tempo de compromisso activo e efectivo com a construção do Reino.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos,
atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse.
Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir.
O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!”
Palavra da Salvação
O Papa: num momento difícil, o Advento é a “grande esperança”
A esperança numa verdade que salva, uma luz mais forte que a escuridão, um caminho que transforma o coração. Tudo isto é o Advento e o Papa, imediatamente após a audiência geral desta quarta-feira, quis recordar à Igreja em todas as partes do mundo a importância do período litúrgico que está prestes a começar. “Nestes tempos difíceis para muitos, esforcemo-nos por redescobrir a grande esperança e alegria que nos dá a vinda do Filho de Deus ao mundo”, disse Francisco a recente Solenidade de Cristo Rei do Universo mostrou que Jesus “nos libertou do poder das trevas, para nos inserir no seu Reino, e para nos tornar testemunhas críveis da verdade salvífica”.
Meditar à luz da Palavra
As orações da Solenidade de Cristo Rei, disse o Papa aos fiéis de língua alemã, chamam a atenção “para o retorno de Jesus no fim dos tempos” e que, no entanto, Cristo “já vem agora nos pequenos e nos necessitados para nos preparar, em plenitude, para o grande encontro com Ele”.
Aos fiéis de língua inglesa Francisco indicou que durante a viagem dos quatro domingos do Advento, com o qual inicia o ano litúrgico, a luz de Cristo pode “iluminar os nossos caminhos e dissipar a escuridão dos nossos corações”. E com os fiéis de língua espanhola o Papa completou um mosaico ideal de espiritualidade convidando-os a “dedicarem momentos de oração” ao Advento, “meditando à luz da Palavra de Deus, para que – disse – o Espírito Santo que habita em vocês possa iluminar o caminho a seguir e transformar o coração, na espera o Nascimento de Nosso Senhor Jesus”.
Caminhada de Advento

Estamos a iniciar um novo Ano Litúrgico, no 1ºdomingo do Advento. Assim, somos desafiados a construir a nossa Coroa de Advento em casa e a colocar semana a semana a vela com a palavra do Evangelho. Esta semana a Palavra é «Vigiai!»

O Consistório no tempo da Pandemia
Consistório no tempo da Covid-19: respeitando a tradição, mas também observando o distanciamento e outras medidas necessárias para evitar a difusão do contágio. De acordo com as explicações do Escritório das celebrações litúrgicas do Sumo Pontífice (Ucepo), como todas as celebrações neste período pandêmico, também o rito para a criação de novos cardeais realiza-se no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, e não na Confissão; e, consequentemente, com uma participação muito reduzida dos fiéis: cerca de uma centena de pessoas.
Redução no número de presenças
Assim, o evento que tradicionalmente atrai eclesiásticos e fiéis dos cinco continentes – os novos cardeais com as suas famílias e amigos, e os cardeais já membros do colégio – foi marcado pelo Papa Francisco para as 16 horas deste sábado, 28 de novembro, no início do novo ano litúrgico. A missa do dia seguinte, que o Papa concelebrará com os novos cardeais também na Basílica, às 10 da manhã do primeiro domingo do Advento, também foi confirmada. Ambas as celebrações não tomarão a forma da Capela Papal e terão lugar com um número muito limitado de pessoas: leigos, pessoas consagradas, padres e bispos ligados aos cardeais recém-criados. A este respeito, os bilhetes, emitidos pela Prefeitura da Casa Pontifícia, serão reservados apenas para aqueles que acompanharão os eclesiásticos e, portanto, nenhuma outra pessoa poderá estar presente nos dois eventos.
Participação à distância
A atual emergência, enfim, terá repercussões na participação, antes de tudo, dos diretamente interessados: dos treze anunciados pelo Papa no Angelus de 25 de outubro passado, onze deverão estar presentes, dado que os dois asiáticos – o filipino José Fuerte Advincula, arcebispo de Capiz, e Cornelius Sim, vigário apostólico de Brunei – já comunicaram que não participarão “por causa da contingente situação sanitária”. A este respeito, a Sala de Imprensa da Santa Sé anunciou que “os cardeais serão igualmente criados no Consistório”. Um representante do Santo Padre, em outro momento a ser determinado, irá entregar-lhe o barrete, o anel e a bula com o título”. Por outras razões, também ligadas às condições de saúde e à idade avançada, existem pelo menos cinco precedentes recentes de novos cardeais incapazes de receber as insígnias do Papa: Sebastian Koto Khoarai, do Lesoto, em 2016; o colombiano José de Jesús Pimiento Rodríguez, em 2015; os italianos Loris Capovilla, em 2014, e Alberto Bovone, em 1998, e o dominicano francês Yves Congar, em 1994.
