XXV Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo mostra-nos que a Bondade de Deus ao oferecer a salvação a todos os povos. Na parábola deste domingo Jesus nos apresenta o «Reino dos Céus». Mateus procura fazer uma catequese à comunidade cristã que ele seguia, mostrando que o Senhor oferece a salvação a todos os povos. O grupo de primeira hora convidado a trabalhar na Vinha, era o grupo dos Judeus dando-lhes a possibilidade de aderir ao plano Salvífico de Jesus e que muitos Judeus rejeitaram. O Senhor foi convidando ao longo do dia outros a trabalhar na sua Vinha, este grupo corresponde aqueles que vinham do paganismo e que ao receber o convite do Senhor vão trabalhar na messe. O pagamento dos assalariados foi o mesmo, ou seja, o Senhor abriu também para estes a possibilidade de entrar no Reino dos Céus. Perante esta atitude do Senhor, os trabalhadores da primeira hora ficaram revoltados por receber o mesmo valor.
A leitura do livro de Isaías, interpela os crentes a voltarem-se para Deus. “Voltar para Deus” é um movimento que exige uma transformação radical do homem, para que os seus pensamentos e acções reflictam a lógica, as perspectivas e os valores de Deus.
A Epistola de São Paulo aos Filipenses, apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projecto.
O Evangelho de São Mateus, diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha.
Saiu a meio da manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que eu quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Setembro)
“Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço.”
A propósito deste convite de Jesus, Chiara Lubich escreveu: «Já te aconteceu receber um presente de um amigo e sentir a necessidade de o retribuir? […] Se isso te acontece a ti, imagina como será com Deus, que é Amor. Ele retribui sempre todas as ofertas que fazemos ao próximo em Seu nome. […] Deus não procede assim para te enriquecer ou para nos enriquecer. (…) Fá-lo para que, quanto mais tivermos, mais possamos dar; para que – como verdadeiros administradores dos bens de Deus – façamos circular todos os bens na comunidade que nos rodeia […]. Sem dúvida que Jesus pensava sobretudo na recompensa que vamos ter no Paraíso, mas tudo o que acontece nesta Terra é já um prelúdio e garantia dessa recompensa». (2)
Experiência da Palavra vivida (Amar concretamente)
«Moro num bairro muito pobre e estava a tentar juntar seis moedas para comprar um par de chuteiras. Gosto muito de jogar futebol e jogo frequentemente na equipa da minha escola». «Um dia, veio um senhor pedir dinheiro à porta da nossa casa para poder enterrar um dos seus filhos. Pensei que naquele homem estava presente Jesus. Lembrei-me do dinheiro que estava a juntar e dei-lho».
«Passados três dias a minha tia ofereceu-me exatamente aquele par de chuteiras que eu mais gostava». (Valência)
Covid-19: Vaticano diz que é hora de voltar à Missa presencial
Cidade do Vaticano, 12 set 2020 (Ecclesia) – A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé) enviou uma carta aos presidentes das Conferências Episcopais, defendendo o regresso à celebração presencial da Missa, após as limitações provocadas pela pandemia. “Assim que as circunstâncias o permitirem, é necessário e urgente regressar à normalidade da vida cristã, que tem o edifício da Igreja como casa e a celebração da liturgia, em particular a Eucaristia, como meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força”, refere o texto assinado pelo cardeal Roberth Sarah, prefeito da congregação.
A missiva, intitulada ‘Voltemos com alegria à Eucaristia!’, destaca que participar numa Missa através dos meios de comunicação não é equiparável à participação física, na igreja.
“A pandemia criou transtornos” não somente na dinâmica social e familiar, “mas também na vida da comunidade cristã, incluindo a dimensão litúrgica”, assinala o colaborador do Papa, destacando a colaboração da Igreja com as autoridades civis, neste contexto.
“A comunidade cristã nunca procurou o isolamento e nunca fez da igreja uma cidade de portas fechadas. Formados para o valor da vida comunitária e na busca do bem comum, os cristãos sempre procuraram a inserção na sociedade”, destaca a carta, que é publicada na edição dominical do jornal do Vaticano. Segundo o cardeal Sarah, os bispos católicos “estiveram prontos a tomar decisões difíceis e dolorosas, até a prolongada suspensão da participação dos fiéis na celebração da Eucaristia”.
Conscientes de que Deus nunca abandona a humanidade que criou, e que mesmo as mais duras provas podem dar frutos de graça, aceitamos a distância do altar do Senhor como um tempo de jejum eucarístico, útil para redescobrir o importância vital, a beleza e a preciosidade incomensurável. No entanto, assim que possível, é necessário voltar à Eucaristia”.
O prefeito da Congregação para o Culto Divino sublinha que, “embora os meios de comunicação prestem um reconhecido serviço aos doentes e aos que estão impossibilitados de ir à igreja”, que se alargou no tempo em que foi impossível celebrar a Missa comunitariamente, “nenhuma transmissão é equiparável à participação pessoal ou pode substituí-la”.
“Com efeito, estas transmissões, por si só, correm o risco de nos afastar de um encontro pessoal e íntimo com o Deus incarnado”, adverte o responsável da Cúria Romana.
