Novos Ventos – 23 de Agosto

XXI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência a grande questão que interpela a humanidade em todos os momentos da história: «Quem é Jesus?». Mesmo na época Jesus os seus contemporâneos têm dificuldade em dizer quem Ele era. Os discípulos ouvem da sociedade do seu tempo respostas tão diversificadas, mas muito redutoras acerca da Pessoa de Jesus Cristo. Os discípulos fiam calados. Afinal, quem é Jesus Cristo para mim? A existência de Jesus dá sentido à minha vida? Vivo animado pela fé em Jesus Cristo? Ou acho que a existência de Jesus é uma coisa do passado?

A leitura do livro de Isaías,  mostra como se deve concretizar o poder “das chaves”. Aquele que detém “as chaves” não pode usar a sua autoridade para concretizar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos; mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça.

A Epistola de São Paulo aos Romanos,  é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projectos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiadamente nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertador.

O Evangelho de São Mateus, convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?» Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias.

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Agosto)

“Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?” (Rm 8,35). 

Até na sombria tragédia da guerra, quem continua a acreditar no amor de Deus pode abrir clareiras de humanidade: «O nosso país encontra-se numa guerra absurda, aqui nos Balcãs. Ao meu esquadrão chegavam também soldados vindos da linha da frente, com imensos traumas porque tinham visto morrer parentes e amigos diante dos seus olhos. Eu não podia fazer mais nada senão amá-los, pessoalmente, como conseguia. Nos raros momentos de pausa, procurava falar-lhes do muito que se tem na alma nestas circunstâncias, chegando a falar-lhes até de Deus, mesmo se muitos deles não acreditavam. Num destes momentos de diálogo, fiz a proposta de chamar um sacerdote para celebrar a Missa. Todos aceitaram e alguns quiseram confessar-se, mesmo se há vinte anos não o faziam. Posso dizer que Deus estava ali connosco».

Letizia Magri


Testemunho de Vida (Agosto)

  • Quando entrei pela porta principal da igreja, vi que a missa já estava a começar. Queria chegar rapidamente ao meu lugar, mas vi uma senhora de idade, com a sua bengala, que entrava pela porta lateral e caminhava com muita dificuldade.
  • Fui ajudá-la e acompanhei-a lentamente até ao lugar. Quando lá chegámos, já estava a iniciar a leitura do Evangelho.
  • Enquanto ia com ela, disse-me que vivia sozinha e que naquele dia era o seu aniversário. Dei-lhe um grande abraço e um beijinho. Vi nela a minha mãe, e senti uma grande alegria no meu coração.
  • Pareceu-me o fruto de viver o Evangelho com um coração livre!
  • (Filipinas)

Schoenstatt: Movimento celebra cem anos de presença feminina

Há cem anos, em 20 de agosto de 1920, as primeiras mulheres ingressaram no Movimento Apostólico de Schoenstatt. Ir. M. Aleja Slaughter, superiora-geral das Irmãs de Maria, define assim a missão do Instituto: “Nosso carisma é tirar a imagem da Mãe de Deus do quadro e colocá-la para caminhar no meio do mundo”.

Karen Bueno e Ir. M. Nilza P. da Silva

Desde que inicia seu pontificado, o Papa Francisco tem chamado a atenção para o valor da mulher na Igreja e sua missão. Ele ressalta que há “estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo.”[1] Há cem anos, em 20 de agosto de 1920, as primeiras mulheres ingressaram no Movimento Apostólico de Schoenstatt como protagonistas, para desenvolver esse estilo feminino de santidade com o Pe. José Kentenich, na fundação de sete comunidades, entre elas dois Institutos Seculares, para mulheres em todas as idades e estilos de vida.

Pe. Kentenich empenhou-se pela educação de mulheres de personalidades livres que, como Maria, são empreendedoras na Igreja e na sociedade, tendo em vista a transformação da cultura. A meta das mulheres schoenstattianas é tornar Maria presente no hoje da história, pois só ela é capaz de fazer do nada um lar, com um mar de ternura. O Papa diz ainda que “todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra.”[2] Em cem anos, pela Aliança de Amor, Schoenstatt ofereceu grandes mulheres “santas” para a Igreja: por exemplo, Ir. M. Emilie Engel, reconhecida como venerável, à espera do milagre para ser beata; Gertraud von Bulion, que tem seu processo de beatificação em análise pelo Vaticano e tantas outras “pequenas Marias do cotidiano”.

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