Ascensão de Jesus – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira
A liturgia do domingo da Ascensão do Senhor revela-nos a missão da Igreja que é anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo. Não se trata de fazer uma crónica ou uma narrativa de um acontecimento importante, mas dizer quem é Jesus Cristo e o que representa para nós. Quem acreditar e for baptizado será salvo. Esta é a missão da Igreja anunciar e baptizar. Mas a novidade que Jesus Cristo deixa aos Apóstolos e perpetua para sempre é esta promessa «Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Será que temos mesmo consciência que Jesus não nos abandona e que Ele está sempre connosco? Está connosco quando nos reunimos para celebrar a fé em comunidade «Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles».
A leitura dos Atos dos Apóstolos, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.
A Epistola de São Paulo aos Efésios, convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.
O Evangelho de São Mateus, apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.
Conclusão do Santo Evangelho Segundo São Mateus
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia,
em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou Se e disse-lhes:
«Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações,
baptizando as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,
ensinando as a cumprir tudo o que vos mandei.
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Maio)
“Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3).
Depois da Última Ceia com os Apóstolos, Jesus sai do Cenáculo e põe-se a caminho do Monte das Oliveiras. Acompanham-no os Onze: Judas Iscariotes já os tinha deixado e, daí a pouco, iria traí-Lo.
É um momento dramático e solene. Jesus pronuncia um longo discurso de despedida. Quer dizer coisas importantes aos seus, confiar-lhes palavras que nunca devem esquecer.
Os seus apóstolos são hebreus, conhecem as Escrituras. Recorda-lhes, por isso, uma imagem muito familiar: a da videira, que nos textos sagrados representa o povo hebraico, de quem Deus cuida, como um agricultor solícito e experiente. Agora Jesus fala de si mesmo como sendo a vide que transmite aos seus discípulos a linfa vital do amor do Pai. É por isso que eles devem, acima de tudo, preocupar-se em permanecer unidos a Ele.

Vigília de Pentecostes
Em 1984 João Paulo II visita o Centro Internacional do Movimento, em Rocca di Papa. Reconhece no Movimento a fisionomia da Igreja do Concílio, e no seu carisma uma expressão do “radicalismo de amor” que caracteriza os dons do Espírito Santo na história da Igreja.
Desde a festa de Pentecostes de 1998 teve início um caminho de comunhão entre Movimentos e Novas Comunidades – No primeiro grande encontro dos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades, na Vigília de Pentecostes, em 1998, na Praça de São Pedro, João Paulo II reconhece nestas novas realidades eclesiais a resposta imediata do Espírito Santo ao processo de descristianização da sociedade e pede para que eles sejam “frutos maduros de comunhão e de empenho”.
Discursando, juntamente com outros três fundadores, Chiara Lubich garante ao Papa o compromisso de contribuir para a realização desta comunhão “com todas as nossas forças”.
Inicia um caminho de fraternidade e comunhão entre muitos movimentos e novas comunidades no mundo todo.
Sínodos e Assembleias das Conferências Episcopais – Chiara participa, no Vaticano, de vários Sínodos dos Bispos: pelo 20º aniversário do Concilio Vaticano II (1985), sobre vocação e missão dos leigos (1987) e sobre a Europa (1990 e 1999).
É nomeada Consultora do Pontifício Conselho para os Leigos (1985).
Em 1997 é convidada a apresentar o Movimento na Assembleia Geral da Conferência Episcopal filipina, em Manila.
Nos anos seguintes, é convidada pelas Conferências Episcopais de Taiwan, Suíça, Argentina, Brasil, Croácia, Polónia, Índia, República Checa, Eslováquia e Áustria.

Evangelho vivido (Louça para Lavar)
Depois de uma festa da paróquia, organizada para dar uma refeição quente aos sem-abrigo, eu estava no meio de uma confusão de lixo, panelas e louça para lavar! Na cozinha, o pároco já estava a limpar, feliz pelo modo como a festa tinha corrido. Instigado por umas das suas frases, «Tudo é oração», perguntei-lhe: «Até lavar a louça?». Ele retorquiu: «O maior tesouro é chegar a perceber que tudo tem um valor imenso, porque por trás dessa panela há um próximo que precisa de mim».
A partir desse momento, o meu trabalho pesado como pedreiro, levar as crianças à escola ou consertar um candeeiro…tudo se tornou uma oportunidade para sublimar cada ação e torná-la sagrada!
G. F. [Itália]