Novos Ventos – 22 de Março

IV Domingo da Quaresma – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia deste IV domingo da Quaresma põe em evidência a experiência de Jesus com o cego de nascença, Jesus ilumina os olhos do cego. Jesus é a Luz que ilumina as cegueiras da humanidade. Muitas vezes, andamos nas trevas e não queremos mudar de atitude vir para a Luz que é Cristo. O cego de nascença deixa-se curar por Jesus. Diz-nos o texto que o cego vivia pedindo esmola, ou seja, estava acomodado a uma vida sem responsabilidade e compromisso. O encontro com Jesus faz que este homem retome a vida e a olhe de maneira diferente comprometido com Deus e com os outros.

Na leitura do livro de Samuel,  hoje lemos a unção de David como rei de Israel. David é um antepassado de Jesus, a quem foi feita a promessa de um descendente seu seria o grande Rei do povo de Deus. Jesus é esse Rei, Filho de David, mas ao mesmo tempo, Filho de Deus, como Ele próprio Se revela no Evangelho.

Na Epistola de São Paulo aos Efésios, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus, isto é, viver nas (“trevas”) mas que escolham a viver na “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus (a bondade, a justiça e a verdade).

No Evangelho de São João,  relata o encontro de Jesus com a Samaritana. Deus oferece ao homem a felicidade (não a felicidade ilusória, parcial e falível, mas a vida eterna). Quem acolhe o dom de Deus e aceita Jesus como “o salvador do mundo” torna-se um Homem Novo, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença. Dito isto, cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego. Depois disse-lhe: «Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado». Ele foi, lavou-se e ficou a ver. Entretanto, perguntavam os vizinhos e os que antes o viam a mendigar: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?» Uns diziam: «É ele». Outros afirmavam: «Não é. É parecido com ele». Mas ele próprio dizia: «Sou eu». Levaram aos fariseus o que tinha sido cego. Era sábado esse dia em que Jesus fizeram lodo e lhe tinha aberto os olhos. Por isso, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista.

Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo». Diziam alguns dos fariseus: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado». Outros observavam: «Como pode um pecador fazer tais milagres?» E havia desacordo entre eles. Perguntaram então novamente ao cego: «Tu que dizias d’Aquele que te deu a vista?» O homem respondeu: «É um profeta». Os judeus não quiseram acreditar que ele tinha sido cego e começara a ver. Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido curado e disseram-lhe: «Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador». Ele respondeu: «Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo». Perguntaram-lhe então: «Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?» O homem replicou: «Já vos disse e não destes ouvidos. Porque desejais ouvi-lo novamente? Também quereis fazer-vos seus discípulos?» Então insultaram-no e disseram-lhe: «Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés; mas este, nem sabemos de onde é». O homem respondeu-lhes: «Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista. Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade. Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer». Replicaram-lhe então eles: «Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?» E expulsaram-no. Jesus soube que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do homem?» Ele respondeu-Lhe: «Senhor, quem é Ele, para que eu acredite?» Disse-lhe Jesus; «Já O viste: é Quem está a falar contigo». O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor». Então Jesus disse-lhe: «Eu vim para exercer um juízo: os que não vêem ficarão a ver; os que vêem ficarão cegos».
Alguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto, perguntaram-Lhe: «Nós também somos cegos?» Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis: ‘Não vemos’, o vosso pecado permanece».

Palavra da Salvação


Evangelho vivido (Amar o próximo como a si mesmo)

Ramiro, já com uma longa experiência no seu lugar de trabalho, soube que iam chegar novos colegas. Questionou-se: “Se eu entrasse pela primeira vez neste escritório, o que gostaria de encontrar? O que me faria sentir à vontade?”. Assim, põe-se em ação para criar espaço, procura outras secretárias, envolve outros colegas. Juntos, preparam uma nova organização dos locais de trabalho, mais acolhedora, e os recém-chegados encontram um ambiente alegre e uma comunidade de trabalho mais unida.


4ª Semana da Quaresma – Acredita

Evangelho João 9,1.6-9.13-17.34-38 [Para ler e meditar em família]

Meditação

«Eu fui, lavei-me e comecei a ver». Jesus, que Se tinha revelado como Aquele que dá a água da vida,revela-Se hoje como a luz que ilumina o homem.O cego de nascença é figura de toda a humanidade, que tateia, nestemundo, como que às apalpadelas, a caminho da vida, caminho quesó Deus lhe pode desvendar. O Batismo é o banho que ilumina, porque nos faz mergulhar em Cristo que é a luz. Os antigos chamavam justamente ao Batismo a “iluminação”.

Oração diária

Todos: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

Pais: O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Faz-me descansar nos prados verdejantes.
Conduz-me às fontes mais puras,
E lá restaura as minhas forças.

Todos: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

Pais: Ele me guia pelo caminho mais seguro,
Para glória do Seu nome. Passarei por ravinas tenebrosas e não temo.
Vós estais comigo, o Vosso cajado me sossega.

Todos: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

Pais: A Vossa bondade e misericórdia me acompanham
Nos caminhos da minha vida.
Habitarei na casa do Senhor Ao longo de todos os meus dias.

Todos: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

Pai Nosso…

Ação

– Elaborar em família um cartaz com imagens que demonstrem Vida, Amor e Fé;


Palavra de Vida (Março)

“Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas” 

Esta palavra incentiva-nos a ser criativos e generosos, a promover iniciativas em favor dos outros, a estabelecer pontes também com os que não são nossos amigos, como Jesus nos ensinou e fez também. É-nos pedida a capacidade de sair de nós mesmos, para podermos ser testemunhas credíveis da nossa fé. Assim nos encoraja Chiara Lubich: «Experimentemos! Um dia assim vivido, vale a vida inteira. […] Ficaremos cheios de uma alegria nunca antes experimentada. […] Deus estará connosco, porque está com aqueles que amam. […] Pode acontecer, por vezes, que afrouxemos, que sejamos tentados a desanimar, a desistir. […] Mas não! Coragem! Deus concede-nos a Sua graça. Recomecemos sempre. Perseverando, veremos mudar, pouco a pouco, o mundo à nossa volta. Compreenderemos que o Evangelho torna a vida mais fascinante, acende uma luz no mundo, dá sabor à nossa existência, tem em si a capacidade para resolver todos os problemas. Não descansemos enquanto não tivermos comunicado a outros a nossa experiência: aos amigos que nos podem compreender, aos familiares, a todos aqueles a quem nos sentirmos motivados a dá-la. Renascerá a esperança».


INFORMAÇÕES

  • Informamos que toda a ação Pastoral ao longo desta semana está cancelada devido ao problema Nacional e Mundial que estamos atravessar relativamente ao Covid 19. Importante, mantermos a serenidade mas assumir com grande responsabilidade o que nos diz o Sistema Nacional de Saúde a evitar aglomerados de pessoas, a ter máscaras de proteção e a manter sempre as mãos bem lavadas e desinfetadas. Em caso de manifestação de alguns sintomas de gripe ligar para a linha de saúde. Vamos ajudar-nos uns aos outros tendo estas regras de proteção.

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