Novos Ventos – 19 de Janeiro

II Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia deste domingo  coloca a questão da vocação; e convida-nos a situá-la no contexto do plano de Deus para os homens e para o mundo. Deus tem um projecto de vida plena para oferecer aos homens; e elege pessoas para serem testemunhas desse plano na história e no tempo.

A primeira leitura do Livro de Isaías, apresenta-nos uma personagem misteriosa – Servo de Jahwéh – a quem Deus elegeu desde o seio materno, para que fosse um sinal no mundo e levasse aos povos de toda a terra a Boa Nova do projecto libertador de Deus: «Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

A segunda de São Paulo aos Coríntios  apresenta-nos um “chamado” (Paulo) a recordar aos cristãos da cidade grega de Corinto que todos eles são “chamados à santidade” – isto é, são chamados por Deus a viver realmente comprometidos com os valores do Reino.

O Evangelho de São João apresenta-nos Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele é o Deus que veio ao nosso encontro, investido de uma missão pelo Pai; e essa missão consiste em libertar os homens do “pecado” que oprime e não deixa ter acesso à vida plena. O Evangelho de hoje demonstra a atitude de João que não centra as atenções sobre a sua pessoa, mas aponta caminho aos seus discípulos para seguir o verdadeiro Mestre. «Eis o Cordeiro de deus, que tira o pecado do mundo».


“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, estas palavras repetem-se, antes da Comunhão, sempre que participamos na Eucaristia. Deste modo, o testemunho de João Batista continua a fazer-se ouvir, diariamente, ao longo dos séculos. É quase como se ele continuasse entre nós, com o indicador a apontar para Jesus, revelando-nos a Sua identidade e convidando-nos constantemente a segui-Lo. Na Bíblia encontramos muitas referências à figura do Cordeiro: o Servo sofredor, injustamente condenado à morte em vez dos pecadores, como o apresenta o profeta Isaías; a vítima pascal cujo sangue afasta o anjo exterminador; o sacrifício oferecido diariamente no Templo de Jerusalém. Eram todos sinais proféticos que, agora, em Jesus, encontram a sua realização.

Jesus veio ao nosso encontro, carregou sobre os Seus ombros os nossos pecados, retirando-os dos nossos. Levantado sobre a cruz, levou-os Consigo e, no momento em que os hebreus sacrificavam o cordeiro da Páscoa, também Jesus foi imolado. Com a Sua morte Ele venceu o mal, o negativo que existe em todos nós e que quis abraçar connosco e fazer Seu; tornou-nos livres, puros e imaculados na presença de Deus, que nos restituiu como Pai.

Antes deste encontro, descrito pelo evangelho de hoje, João ainda não conhecia a verdadeira identidade de Jesus. Naquele momento, foi iluminado por uma intensa luz, viu, ficou a saber que Jesus é o Filho de Deus. Em seguida, ele comunica a todos aqueles que o rodeiam essa experiência. O seu testemunho é autêntico.

No domingo passado, no Evangelho de Mateus, ouvimos a voz do Pai que proclamava Jesus como o Seu Filho. Hoje, no Evangelho de João, já não é o Pai que fala, mas João Batista. A sua missão, é a missão de todos os cristãos. Hoje, compete-nos a nós, à Igreja, dar testemunho de Jesus, indicá-Lo presente no mundo, na nossa vida e fazer com que outros também se sintam fascinados por Ele.

Também o sacerdote, diariamente, pronuncia estas palavras de João Batista para quantos participam na Eucaristia: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. É importante que o seu seja um autêntico testemunho como o de João, e não uma simples repetição mecânica do que está escrito no missal!

O sacerdote tem que poder dizer, e, com ele, cada cristão: o Cordeiro de Deus veio ao meu encontro, caminha a meu lado, posso testemunhar que tomou sobre Si os meus pecados, experimento uma liberdade nova porque Ele me tornou livre.

Temos que o dizer com as palavras, mas sobretudo com a vida, mostrando os frutos da Sua acção na nossa vida, a alegria de sabermos que estamos salvos, a leveza que nos vem da graça de poder recomeçar em cada dia.


Cordeiro sem mancha,
carregaste sobre os teus ombros
o pecado do mundo, o meu pecado.
Tu, o Justo, o Santo, tornaste-te pecado
para nos tornares justos e santos.
Como te agradecer com um amor tão grande e forte
como o que te levou a fazeres-te um comigo
para que eu me tornasse como Tu?
Com a tua igreja, esposa santa e sem mancha,
que eu cante os teus louvores
e proclame o teu amor, no meio de todos os povos,
e todos te reconheçam como o nosso Salvador,
o Filho de Deus.
 (Fábio Ciardi, in “In Cerca di Perle Preziose”)                                                         


A Sé de Aveiro acolhe o início do Oitavário de oração pela unidade dos cristãos.
D. Manuel Felício, Bispo da Guarda e Vogal da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização, preside este sábado pelas 21h00 ao momento de oração ecuménico que conta com a presença de D. António Moiteiro – bispo de Aveiro, D. Jorge Pina Cabral – bispo da Igreja Lusitana, D. Sifredo Teixeira – bispo da Igreja Metodista, Representantes da Igreja Presbiteriana e Clérigos do COPIC.

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é anualmente celebrada entre os dias 18 e 25 de janeiro, no hemisfério norte, e este ano tem como lema ‘Trataram-nos com uma amabilidade fora do comum’, do livro dos Atos dos Apóstolos [Atos 28,2].


“Festa das Famílias”

No dia 26 de Janeiro faremos a tradicional «festa da Família». Será realizada como é habitual no salão da sede da Associação nas Quintas do Norte.


Ordenações Diaconais

No dia 26 de Janeiro, haverá na Igreja Matriz de Paradela, arciprestado de Sever do Vouga a ordenação diaconal do Fábio e do Nuno. A celebração da Eucaristia está marcada para as 15:30. A diocese de Aveiro está em festa com estes dois novos diáconos a caminho do presbiterado.


“Quando a Palavra se faz vida”

Certo dia, ia a caminho da escola quando vi um jovem de cadeira de rodas com a mãe ao lado. Ela pediu-me para acompanhar o filho até ao refeitório. Percebi que era uma oportunidade para fazer um pequeno gesto de amor, e respondi logo afirmativamente. Era para lá que eu me deslocava. Almoçámos juntos e falámos dos nossos interesses extra – escolares, e assim nasceu, de forma natural, uma bela amizade. Chama-se Luís, contou-me que tinha tido um grave acidente e esta era a primeira semana de aulas após quase um ano de tratamentos. Depois trocámos os contactos nas redes sociais para continuarmos a comunicar e descobrimos que tínhamos algumas coisas em comum. Hoje, com o Luís foi super maravilhoso continuamos a comer juntos e vejo a nossa amizade a crescer. Contei-lhe as experiências que faço com o grupo da Palavra de vida, assim, pude convidá-lo para um encontro, para conhecer outros jovens do meu bairro, que comigo procuram viver o Evangelho.


“Trataram-nos com invulgar humanidade” (At 28,2)

Este versículo do Livro dos Atos dos Apóstolos foi proposto por cristãos de várias Igrejas da ilha de Malta, como tema para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2020.3

Estas comunidades promovem, juntas, numerosas iniciativas em favor dos pobres e dos imigrantes: distribuição de alimentos, de roupas e de brinquedos para as crianças, bem como aulas de língua inglesa para facilitar a inserção social. O intuito é de reforçar esta capacidade de acolhimento, mas também de alimentar a comunhão entre cristãos de várias Igrejas, para testemunhar a única fé.

E nós, como é que testemunhamos aos irmãos o amor de Deus? Como é que contribuímos para a construção de famílias unidas, cidades solidárias, comunidades sociais verdadeiramente humanas?