D. António Moiteiro, Bispo de Aveiro, ao MCC

O nosso Plano Diocesano de Pastoral tem para o próximo ano pastoral, que vamos iniciar no próximo mês de setembro, o objetivo de promover uma cultura de encontro e celebrar a vida e a fé em Jesus Cristo, o rosto da esperança.

A semente da esperança lançada no coração humano pelo Criador e constantemente avivada por palavras e obras frutifica plenamente em Jesus Cristo: Ele é a nossa esperança!

«Quem é atingido pelo amor começa a intuir o significado da palavra esperança que encontramos no rito do Baptismo: da fé espero a “vida eterna” – a vida verdadeira que, inteiramente e sem ameaças, em toda a sua plenitude é simplesmente vida» (SS 27), como afirmou o papa Bento XVI.

Os desafios que se colocam à nossa Diocese e a cada um dos cristãos e, mais em concreto, aos cursistas, julgo serem os seguintes:

1º Ir ao encontro dos irmãos, particularmente os que andam mais afastados da vida cristã. Neste sentido, o Papa Francisco, na Alegria do Evangelho pede que sejamos uma Igreja em saída, ou seja, uma Igreja de portas abertas, para que possamos ir ao encontro dos irmãos e acolher aqueles que vêm ao nosso encontro:

«A comunidade missionária experimenta que o Senhor tomou a iniciativa, precedeu-a no amor e, por isso, ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos» (nº 24).

2º Uma cultura que promova a vida. Nas nossas comunidades necessitamos de palavras e obras que reavivem a esperança em todos nós. Não podemos continuar a alimentar um pessimismo inútil que destrói a raiz de todo o dinamismo de renovação.

Chegou o momento de nos abrirmos à confiança, à esperança e à preparação de um novo tempo. Mais do que nunca, temos de cuidar a «força da ressurreição de Jesus» em nós e promovermos uma cultura que promova e fortaleça e a vida em todas as suas dimensões: vida física, social, espiritual, comunitária…

Ao longo deste ano vamos ter dois ícones que nos irão acompanhar na nossa caminhada de renovação pastoral: Maria, Mãe de Misericórdia e Senhora da Esperança, que vai ao encontro da sua prima Isabel e Santa Joana que nos ensina o valor das coisas simples e humildes, o amor aos mias pobres enquanto privilegiados do amor de Deus.

A Igreja Diocesana de Aveiro e eu próprio contamos convosco para a renovação pastoral a que todos somos chamados.

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