{"id":28,"date":"2015-01-20T14:10:46","date_gmt":"2015-01-20T14:10:46","guid":{"rendered":"https:\/\/princesajoanadeportugal.wordpress.com\/?p=28"},"modified":"2015-01-20T14:10:46","modified_gmt":"2015-01-20T14:10:46","slug":"biografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/2015\/01\/20\/biografia\/","title":{"rendered":"Biografia"},"content":{"rendered":"<p>Transcri\u00e7\u00e3o: <strong>Manuel Amaral<\/strong><br \/>\nPublica\u00e7\u00e3o: <strong><em>Dicion\u00e1rio Hist\u00f3rico, Corogr\u00e1fico, Her\u00e1ldico, Biogr\u00e1fico, Bibliogr\u00e1fico, Numism\u00e1tico e Art\u00edstico,<\/em> Volume III, p\u00e1gs. 1035-1036.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/page32.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" size-medium wp-image-14 aligncenter\" src=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/page32.jpg?w=300\" alt=\"page32\" width=\"300\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/page32.jpg 900w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/page32-300x207.jpg 300w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/page32-768x529.jpg 768w, https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/page32-780x537.jpg 780w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Joana (Santa).<\/p>\n<p><strong>n. 6 de Fevereiro de 1452.<\/strong><br \/>\n<strong> f. 12 de Maio de 1490.<\/strong><\/p>\n<p>Princesa de Portugal, filha do rei D. Afonso V e da rainha, sua mulher, D. Isabel.<\/p>\n<p>N. em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1452; fal. no convento de Aveiro a 12 de Maio de 1490.<\/p>\n<p>O nascimento desta princesa causou o maior entusiasmo e alegria, por n\u00e3o haver sucessor, e logo no ber\u00e7o foi jurada em cortes por princesa herdeira do reino, titulo que pela primeira vez se dava em Portugal. O nome de Joana, que recebeu no baptismo, fora em mem\u00f3ria de S. Jo\u00e3o Evangelista, a que sua m\u00e3e consagrava cordial afecto. Desde muito crian\u00e7a mostrou tend\u00eancias para a vida religiosa. Tinha 15 anos quando faleceu a rainha sua m\u00e3e, e D. Afonso V logo lhe deu casa com a mesma grandeza e fausto, e por mordomo, primeiramente a Fern\u00e3o Telo de Menezes, do seu conselho, e depois a D. Jo\u00e3o de Lima, 2.\u00ba visconde de Vila Nova da Cerveira. A princesa continuou na sua vida religiosa, tornando-se digna da admira\u00e7\u00e3o de todos pelas suas elevadas virtudes, e pela forma com que ao decoro da sua pessoa unia os rigores da maior austeridade, porque no p\u00fablico ostentava pelas galas a pompa e fausto senhoril, e no interior ocultava por baixo delas a estamenha grosseira, o cil\u00edcio e outros instrumentos de penitencia. N\u00e3o faltava nas festas e nas dan\u00e7as com o semblante alegre, mas n\u00e3o perdia um s\u00f3 momento de se entregar com humildade ao jejum, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, e sobretudo \u00e0s muitas esmolas que repartia com largueza, e por sua pr\u00f3pria m\u00e3o aos pobres. Chegou a ter por divisa, pela sua grande devo\u00e7\u00e3o, e a mandar pintar uma coroa de espinhos em todas as salas do seu pa\u00e7o, fazendo-a gravar em sua prata, e esmaltar em todas as suas j\u00f3ias. Alguns pr\u00edncipes desejaram t\u00ea-la por esposa; Lu\u00eds XI, rei de Fran\u00e7a, pediu-a em casamento para o delfim seu filho; Maximiliano, rei dos romanos, filho do imperador Frederico III; [Ricardo III], rei de Inglaterra; por\u00e9m a santa princesa todos rejeitou, porque o seu maior desejo era consagrar-se a Deus.<\/p>\n<p>Em 1471, voltando D. Afonso V da tomada de Arzila e de Tanger; determinou Santa Joana cortar por tudo que se oferecesse contra a sua voca\u00e7\u00e3o, e tomar o h\u00e1bito de religiosa. Esperou o pai, vestida ricamente e adornada com as melhores j\u00f3ias, beijou-lhe reverente a m\u00e3o, declarou sua vontade, requereu como paga do mesmo triunfo que ele ganhara, instou, e conseguiu, ainda que contra vontade de D. Afonso, o que ela mais desejava, a entrada no claustro. Passou primeiro ao mosteiro de Odivelas para a companhia de D. Filipa de Lencastre, sua tia; sentindo, por\u00e9m, abra\u00e7ar-se em desejos de mais austera observ\u00e2ncia, resolveu recolher-se no convento de Jesus de Aveiro da ordens de S. Domingos, por ter fama de grande austeridade, preferindo-o ao de Santa Clara, de Coimbra, que seu pai lhe apontava. Fez a sua entrada solene no referido convento de Aveiro com a mesma, D. Filipa, sua tia, a 3 de Agosto de 1472. Desejosa de professar, passados dois anos e meio depois da sua entrada, a 25 de Janeiro de 1475, vestiu o h\u00e1bito com todas as cerim\u00f3nias da religi\u00e3o. A delibera\u00e7\u00e3o da piedosa princesa causou o maior desgosto a D. Afonso V e a seu filho, o pr\u00edncipe D. Jo\u00e3o, que se opuseram energicamente, assim como os grandes do reino, levando os povos a protestar por seus procuradores \u00e0 porta do mosteiro contra aquela resolu\u00e7\u00e3o, de que podiam resultam graves perigos para o reino em vista da falta de sucessores \u00e0 Coroa, mas esses rogos, nem a doen\u00e7a, de que esteve quase sendo vitima antes de terminar o ano de noviciado, fizeram desistir a princesa do seu prop\u00f3sito. N\u00e3o p\u00f4de, contudo, professar, porque uma junta de te\u00f3logos congregada na presen\u00e7a do soberano para decidir t\u00e3o importante assunto, resolveu que a princesa estava obrigada em consci\u00eancia a deixar essa pretens\u00e3o. D. Joana, vendo que n\u00e3o podia realizar o seu desejo, contentou-se em ficar no convento como secular, n\u00e3o havendo meio de a resolver a voltar \u00e0 corte. No ano de 1479, por\u00e9m, sobreveio-lhe nova tribula\u00e7\u00e3o com a peste que se desenvolveu em Aveiro, e a santa princesa foi constrangida a sair do convento a 7 de Setembro e a retirar-se \u00e0 vila de Avis, e depois a Abrantes. Cessando o mal, passados 11 meses, recolheu-se outra vez ao seu convento. Com a morte do rei seu pai em 1481 e tendo sido aclamado seu irm\u00e3o D. Jo\u00e3o II, fez voto solene de castidade a 25 de Novembro do referido ano, continuando com maior fervor os seus costumados exerc\u00edcios com todos os rigores de religiosa, at\u00e9 que faleceu. Foi sepultada no coro, onde em 1577 D. Ana Manique de Lara, duquesa de Caminha, lhe mandou fazer um t\u00famulo de \u00e9bano, marchetado de bronze dourado.<\/p>\n<p>Pelas suas virtudes o povo principiou a consider\u00e1-la santa, culto que j\u00e1 lhe rendia em vida, mas que aumentou em devo\u00e7\u00e3o depois da sua morte. No ano de 1626 come\u00e7ou-se com grande empenho a dilig\u00eancia da sua beatifica\u00e7\u00e3o. Abriu-se o t\u00famulo, e encontrou-se o corpo como se tivesse ali sido depositado naquela hora; tiradas as inquiri\u00e7\u00f5es de seus milagres pelo bispo de Coimbra D. Jo\u00e3o Manuel, se lhe mandou pendurar diante uma l\u00e2mpada de prata. Foi canonizada a 4 de Abril de 1693, por Inoc\u00eancio XII, concedendo que no reino e seus dom\u00ednios se pudesse rezar desta virgem, e pudessem ser veneradas as suas imagens, e invocar a protec\u00e7\u00e3o, como bem-aventurada, a rogos do rei D. Pedro II e de todos os prelados e magistrados do reino. O referido monarca D. Pedro II lhe mandou fazer um sumptuoso mausol\u00e9u de jaspe fin\u00edssimo lavrado com variedade de embutidos, mas s\u00f3 depois da sua morte, \u00e9 que as santas rel\u00edquias para ali foram trasladadas, a 25 de Outubro de 1711. Sobre o mausol\u00e9u est\u00e3o as quinas portuguesas, e na face a coroa de espinhos que a santa adoptara por divisa. O mausol\u00e9u estava cercado de l\u00e2mpadas, e o duque de Aveiro, D. Gabriel de Lencastre, lhe ajuntou 5 primorosos candeeiros de prata de grande valor, que doou ao mosteiro. Santa Joana foi senhora da vila de Aveiro e seu termo, menos a jurisdi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o quis nunca, e de todas as rendas, direitos reais d\u00edzimos de pescado, com a sisa e imposi\u00e7\u00e3o do sal da mesma vila; e dos lugares de Mort\u00e1gua, Eixo, Requeixo, a quinta de Vilarinho e de Balsaime, com todos os seus reguengos de que se lhe fez merc\u00ea a 19 de Agosto de 1485, como consta do Arquivo Real.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transcri\u00e7\u00e3o: Manuel Amaral Publica\u00e7\u00e3o: Dicion\u00e1rio Hist\u00f3rico, Corogr\u00e1fico, Her\u00e1ldico, Biogr\u00e1fico, Bibliogr\u00e1fico, Numism\u00e1tico e Art\u00edstico, Volume III, p\u00e1gs. 1035-1036. Joana (Santa). n. 6 de Fevereiro de 1452. f. 12 de Maio de 1490. 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