{"id":105,"date":"2015-01-20T16:42:13","date_gmt":"2015-01-20T16:42:13","guid":{"rendered":"https:\/\/princesajoanadeportugal.wordpress.com\/?p=105"},"modified":"2015-01-20T16:42:13","modified_gmt":"2015-01-20T16:42:13","slug":"httpwww-alamedadigital-com-ptn5sta_joana_princesa-php","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/2015\/01\/20\/httpwww-alamedadigital-com-ptn5sta_joana_princesa-php\/","title":{"rendered":"Joana Princesa e Infanta, irm\u00e3 de Dom Jo\u00e3o II"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>por<\/em> M\u00e1rio Casa Nova Martins<\/strong><\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Do casamento celebrado entre Dom Afonso V e sua prima coirm\u00e3 Dona Isabel, em 6 de Maio de 1447, nasceram tr\u00eas filhos: _ Dom Jo\u00e3o nasceu em Sintra, talvez a 29 de Janeiro de 1451. Morreu de tenra idade e foi sepultado no Mosteiro da Batalha, na Capela de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. <a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#1\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> _ Dona Joana nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1452, e morreu em Aveiro a 12 de Maio de 1490.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#2\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/2.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Dom Jo\u00e3o, que viria a suceder no Trono como d\u00e9cimo-terceiro Rei de Portugal, cognominado o Pr\u00edncipe Perfeito, nasceu em Lisboa no Pa\u00e7o da Alc\u00e1\u00e7ova a 3 de Mar\u00e7o de 1455, e morreu em Alvor a 25 de Outubro de 1495.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#3\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/3.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Quase cinco anos ap\u00f3s a consuma\u00e7\u00e3o do casamento dos seus Reis, o Povo, ainda mal refeito do desgosto pela morte do Pr\u00edncipe Dom Jo\u00e3o e sem descend\u00eancia directa, rejubilou com o nascimento de uma Princesa \u00e0 qual foi posto o nome de Joana, \u00abpela singular devo\u00e7\u00e3o e afei\u00e7\u00e3o que a devota Rainha sua M\u00e3e, havia ao Ap\u00f3stolo e Evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o, por cujo amor que, se cem filhos houvesse, a todos havia de mandar p\u00f4r este nome\u00bb.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#4\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/4.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> A seguir ao seu Baptizado \u00e9 aclamada e jurada Princesa e Herdeira do Trono de Portugal, embora carecendo de garantia documental o asservo de Caetano de Sousa, sobre esta mat\u00e9ria.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#5\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/5.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> O nascimento de Dom Jo\u00e3o f\u00e1-la-\u00e1 perder este t\u00edtulo, inserindo-lhe o de Infanta, mas os seus coevos e p\u00f3steros persistiram no trato de Princesa a Dona Joana, a Princesa-Infanta, talvez sempre lembrados da import\u00e2ncia do seu nascimento para a continuidade e independ\u00eancia de Portugal.<\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Aos tr\u00eas anos e dez meses a Princesa-Infanta fica \u00f3rf\u00e3 de M\u00e3e. Dona Joana e Dom Jo\u00e3o continuam no mesmo Pa\u00e7o, talvez de Alc\u00e1\u00e7ova a par de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#6\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/6.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> S\u00e3o entregues aos cuidados da Infanta Dona Filipa de Lencastre, irm\u00e3 da Rainha Dona Isabel, e de Dona Brites de Meneses.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#7\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/7.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Dona Filipa de Lencastre, filha do Infante Dom Pedro e de Dona Isabel, nasceu em Coimbra em 1435 e faleceu em Odivelas a 25 de Julho de 1497. Senhora muito culta, versada em v\u00e1rias l\u00ednguas, deixou uma vasta obra publicada no campo pol\u00edtico, entre outras \u00abConselho e Voto da Senhora D. Filipa&#8230;Sobre as Ter\u00e7arias e Guerras de Castela\u00bb, no campo religioso, por exemplo \u00abNove Esta\u00e7\u00f5es ou Medita\u00e7\u00f5es de Paix\u00e3o, mui devotas para os que visitam as igrejas quinta-feira de Endoen\u00e7as\u00bb, al\u00e9m de tradu\u00e7\u00f5es, como do franc\u00eas \u00abEvangelhos e homilias de todo o ano\u00bb. Ap\u00f3s uma vida dif\u00edcil, a seguir \u00e0 morte do Pai em Alfarrobeira, mas de import\u00e2ncia na cultura e na pol\u00edtica, veio a recolher-se ao Mosteiro de Odivelas, onde viveu dezassete anos sem professar e onde morre. <a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#8\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/8.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Dona Brites, ou Beatriz, de Meneses era vi\u00fava de Aires Gomes da Silva, segundo Senhor de Vagos e Governador de Lisboa. Fidalga culta e virtuosa, tinha sido aia da Rainha Dona Isabel e veio a recolher-se junto ao Mosteiro de S\u00e3o Marcos, perto de Tent\u00fagal, por ela fundado e dotado, em 1458, vindo a\u00ed a falecer em 1466. Ao tomar esta decis\u00e3o, Dona Brites de Meneses \u00e9 substitu\u00edda na educa\u00e7\u00e3o dos Pr\u00edncipes por Dona Beatriz de Vilhena, casada com Diogo Soares de Albergaria, aio de Dom Jo\u00e3o.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#9\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n1\/imagens\/9.jpg\" alt=\"\" width=\"10\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Os anos de inf\u00e2ncia de Dona Joana ter\u00e3o decorrido id\u00eanticos aos das crian\u00e7as da sua idade e posi\u00e7\u00e3o social. Por\u00e9m, estando Portugal a viver um per\u00edodo da sua hist\u00f3ria em que continuamente alargava as fronteiras do conhecimento geogr\u00e1fico, tamb\u00e9m o conhecimento cient\u00edfico, pol\u00edtico e liter\u00e1rio conhecia um desenvolvimento sem paralelo. O interesse pelo Saber marcou a dinastia de Avis, o que denota o elevado ambiente de cultura, criado j\u00e1 em torno de Dom Jo\u00e3o I e de Dona Filipa de Lencastre e que estes transmitiriam aos filhos.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#10\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/10.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> A Casa Real protegia as artes, as letras e a Universidade. Desde Dom Jo\u00e3o I que se organizava uma biblioteca na Corte, que abarcava obras religiosas, filos\u00f3ficas, n\u00e1uticas, po\u00e9ticas, e outras de car\u00e1cter mais geral.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#11\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/11.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Os pr\u00f3prios Reis e Pr\u00edncipes de Avis escreveram obras como o Livro de Montaria, de Dom Jo\u00e3o I, o Leal Conselheiro, de Dom Duarte I, o Tratado da Virtuosa Benfeitoria, do Infante Dom Pedro, o Tratado da Mil\u00edcia e Constela\u00e7\u00e3o de C\u00e3o, de Dom Afonso V, sem esquecer as in\u00fameras tradu\u00e7\u00f5es de obras de diferentes conte\u00fados e l\u00ednguas. Para a \u00e9poca representava uma livraria bem fornecida.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#12\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/12.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> O Regente Dom Pedro convidou Mestres italianos a fixarem-se em Portugal para a doc\u00eancia e cultivo das letras.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#13\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/13.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Mateus Pisano, ou de Pisa, e Estevam de N\u00e1poles foram a grande refer\u00eancia humanista deste per\u00edodo. Dom Afonso V mandou vir de It\u00e1lia o dominicano Justo Baldino, que encarregou de verter para o latim as cr\u00f3nicas dos Reis seus antecessores, para as tornar conhecidas no mundo culto.<\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">E, a Infanta Joana e o Pr\u00edncipe Jo\u00e3o viviam e cresciam neste ambiente cultural humanista, de n\u00edtida influ\u00eancia italiana.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#14\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/14.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> De facto, Frei Jo\u00e3o Rodrigues e o Padre Bacharel Vasco Tenreiro ter\u00e3o sido os seus primeiros mestres pedag\u00f3gicos.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#15\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/15.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a>Ensinaram-lhes a ler, a escrever, a rezar e latim.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#16\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/16.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Depois destes rudimentos, Frei Justo Baldino ter-se-\u00e1 encarregado das humanidades.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#17\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/17.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Pode-se, ainda dizer, que o Pr\u00edncipe e a Infanta estudaram com maior ou menor aplica\u00e7\u00e3o as disciplinas do Tr\u00edvio (gram\u00e1tica latina, l\u00f3gica e ret\u00f3rica) e o quadr\u00edvio (aritm\u00e9tica, geometria astronomia e musica), e, por certo, orat\u00f3ria e poesia.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#18\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/18.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Em 1471 Dom Afonso V e o Pr\u00edncipe Dom Jo\u00e3o partiram para o Norte de \u00c1frica. O Rei nomeou Regente o segundo Duque de Bragan\u00e7a, Dom Fernando, que declinou tal responsabilidade, justificando com a sua avan\u00e7ada idade.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#19\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/19.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Ser\u00e1 a Infanta Dona Joana que fica com a reg\u00eancia, o seu \u00fanico acto de pol\u00edtica activa. De facto como Infanta que \u00e9, desempenha na estrutura do Estado uma fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e tem uma responsabilidade inerente a esse facto. \u00c9 uma outra vertente dos deveres para com o Estado de cuja continuidade \u00e9 um garante.<\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">O Casamento Real \u00e9 um acto de Estado. E o interesse do Estado est\u00e1 acima do interesse do indiv\u00edduo, e era do interesse do Reino que a Infanta casasse. Por mais de uma vez este assunto foi levado \u00e0s Cortes por os diferentes corpos org\u00e2nicos do Estado entenderem ser conveniente. E, <i>em fins de 1471, por mandato r\u00e9gio, reuniram-se em Lisboa todos os procuradores das cidades e vilas do Reino que, tempo antes, haviam advertido Dom Afonso V de \u00abque n\u00e3o deixasse a filha entrar em mosteyro\u00bb; e lavraram, em 22 de Dezembro, veementemente <\/i>Reclama\u00e7om<i>, <\/i>Contradi\u00e7om<i> e<\/i>Protesta\u00e7om<i>, exigindo que a Infanta n\u00e3o professasse e volvesse \u00e0 Corte, dispondo-se a casar, como ao Reino convinha<\/i>.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#20\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/20.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> O primeiro projecto de casamento ocorre em 1460. Henrique IV de Castela prop\u00f5e o casamento com o seu irm\u00e3o, o Infante Dom Afonso, filho do segundo casamento de Dom Jo\u00e3o II de Castela com Dona Isabel de Portugal, prima de Dom Afonso V. Conquanto fosse do interesse do Reino, Dom Afonso V entendeu ser cedo para essa alian\u00e7a, e o futuro veio dar-lhe raz\u00e3o.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#21\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/21.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Outros ir\u00e3o surgir, como o de Carlos, o Temer\u00e1rio, Duque da Borgonha, antes de 1468. Tamb\u00e9m ser\u00e3o dados com pretendentes Maximiliano da Alemanha, filho de Frederico III, ou Francisco II, Duque da Bretanha, ainda Renato, ou Reinaldo II, neto de Reinaldo I, que era Duque de Lorena e pretendente \u00e0 Coroa das Duas Sic\u00edlias ou de N\u00e1poles. Por \u00faltimo, aparecem como protagonistas Dom Diogo, Duque de Viseu e Beja, e Ricardo III de Inglaterra, da Casa de York. Dom Diogo, irm\u00e3o da Rainha Dona Leonor veio a ser assassinado pelo pr\u00f3prio Rei, por ser o principal elemento de uma das conjuras contra Dom Jo\u00e3o II, mas o seu casamento com a Infanta era da vontade da Rainha, tentando evitar o desfecho que j\u00e1 era previs\u00edvel. Os projectos de Ricardo III obtiveram a decis\u00e3o favor\u00e1vel e un\u00e2nime do Conselho de Estado, mas a sua morte na batalha de Bosworth Field a 22 de Agosto de 1485 obstou a que tal se verificasse. \u00c9 a altura da Infanta pedir ao irm\u00e3o que \u00abjamais n\u00e3o curasse de tentar em a requerer para casamento com nenhum mortal homem\u00bb.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#22\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/22.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">A Infanta Dona Joana viveu num ambiente em que a Religi\u00e3o representava uma necessidade e uma raz\u00e3o de exist\u00eancia. Sua tia Dona Isabel, como Dona Brites, que a educaram, entraram em clausura. Todos os seus actos visavam uma liga\u00e7\u00e3o ao Sagrado, uma permanente vontade de di\u00e1logo \u00edntimo com Deus. N\u00e3o ser\u00e1 de estranhar que a sua voca\u00e7\u00e3o religiosa se tenha manifestado precocemente, atrav\u00e9s da leitura dos Evangelhos e das Hagiografias, no fervor da Ora\u00e7\u00e3o e no M\u00fanus caritativo.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#23\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/23.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Diversos foram os pedidos, primeiro a seu Pai, depois a seu Irm\u00e3o, para que lhe fosse permitido entrar numa Ordem Religiosa, mas as raz\u00f5es de Estado iam sempre recusando. Veio a recolher-se no Mosteiro de S\u00e3o Dinis em Odivelas em Dezembro de 1471; no in\u00edcio de Agosto de 1472 entra no Mosteiro de Jesus, em Aveiro; toma o h\u00e1bito e inicia o noviciado em fins de Janeiro de 1475.<\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">Uma tarefa importante destina Dom Jo\u00e3o II a sua irm\u00e3. Em 11 de Agosto de 1481 nasceu Dom Jorge de Lencastre, filho bastardo do Rei e de Ana Mendon\u00e7a, filha de Nuno Furtado de Mendon\u00e7a, aposentador-mor de Dom Afonso V, e de Dona Leonor da Silva, dama da Rainha Dona Isabel. Com tr\u00eas meses \u00e9 entregue aos cuidados de sua tia, longe da Corte, em Aveiro, portanto longe de poss\u00edveis repres\u00e1lias pol\u00edticas. Embora com mestres pr\u00f3prios como o italiano Cataldo Par\u00edsio S\u00edculo, era a Infanta que \u00abo criava muito honradamente como pertencia a filho de El-rei, seu irm\u00e3o\u00bb.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#24\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/24.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> De facto, tendo-se responsabilizado pela educa\u00e7\u00e3o do sobrinho, continuava a cuidar dele com esmero e afecto; o pequeno, se n\u00e3o estava destinado a ocupar o trono real, ao menos viria a ter um lugar destacado na Corte. A tia, que era culta, com forma\u00e7\u00e3o moral e religiosa, ia-lhe ministrando conhecimentos human\u00edsticos, conforme a capacidade receptiva de uma crian\u00e7a.<a href=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n5\/sta_joana_princesa.php#25\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.alamedadigital.com.pt\/n4\/imagens\/25.jpg\" alt=\"\" width=\"15\" height=\"10\" border=\"0\" \/><\/a> Dom Jo\u00e3o II, ap\u00f3s a morte do Infante Dom Afonso, seu \u00fanico filho, tentou legitimar Dom Jorge, solicitando com insist\u00eancia as licen\u00e7as ao Papa Alexandre VI. N\u00e3o tendo obtido o consentimento, o Rei fez do filho o primeiro fidalgo portugu\u00eas, dando-lhe o Ducado de Coimbra, o Senhorio de Montemor-o-Novo e o mestrado das Ordens de Avis e Santiago.<\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">A Princesa-Infanta Dona Joana encaminhou as suas ac\u00e7\u00f5es sempre no sentido de servir a Deus. Por\u00e9m nunca deixou de ser filha de Rei e irm\u00e3 de Rei, portanto com actos cujo julgamento cabia \u00e0 Na\u00e7\u00e3o. Foi esse aspecto, o p\u00fablico, que aqui se pretendeu abordar de uma maneira sucinta Morreu a 12 de Maio de 1490, com trinta e oito anos, sob o h\u00e1bito dominicano no Convento de Jesus em Aveiro. Foi sepultada no coro do Convento. Logo ap\u00f3s a sua morte, o povo de Aveiro come\u00e7ou a vener\u00e1-la por santa, considerando-a mesmo, mais tarde, como protectora da cidade; o seu culto foi confirmado pelo Papa Inoc\u00eancio XII, em 1693. Em Janeiro de 1965, o Papa Paulo VI constituiu-a padroeira principal da cidade e diocese de Aveiro. Assim est\u00e1 escrito numa pequena biografia religiosa de Santa Joana Princesa de Portugal.<\/p>\n<p class=\"a_txtcapa\">_______________________________________<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"1\" name=\"1\"><\/a>(1) Z\u00faquete, Afonso E. M.- Nobreza de Portugal e do Brasil, vol. I, pg. 327<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"2\" name=\"2\"><\/a>(2) Z\u00faquete, Afonso E. M.- ibid., vol. I, pg. 327<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"3\" name=\"3\"><\/a>(3) Z\u00faquete, Afonso E. M.- ibid., vol. I,pg. 333<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"4\" name=\"4\"><\/a>(4) Memorial da muito excellente Princesa e muito virtuosa ha Senhora Iffante dona Joana na Cr\u00f3nica da Funda\u00e7\u00e3o do Mosteiro de Jesus de Aveiro (Ed. de Rocha Madahil e Ferreira Neves), Aveiro, 1939, pg. 76-77<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"5\" name=\"5\"><\/a>(5) Gon\u00e7alves, Ant\u00f3nio Manuel- Dicion\u00e1rio de Hist\u00f3ria de Portugal, verb. Joana, pg. 376<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"6\" name=\"6\"><\/a>(6) Gon\u00e7alves, Ant\u00f3nio Manuel- ibid., verb. Joana, pg. 376<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"7\" name=\"7\"><\/a>(7) Pina, Rui- Cr\u00f3nica de D. Afonso V, Cap. CLXVIII<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"8\" name=\"8\"><\/a>(8) Z\u00faquete, Afonso E. M.- ibid., vol. I, pg. 271<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"9\" name=\"9\"><\/a>(9) Memorial cit., pg. 77<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"10\" name=\"10\"><\/a>(10) Gaspar, Jo\u00e3o Gon\u00e7alves- A Princesa Santa Joana e a Sua \u00c9poca, pg. 44<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"11\" name=\"11\"><\/a>(11) Matos, Lu\u00eds de- O Ensino da Corte durante a Dinastia de Avis, pg. 521<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"12\" name=\"12\"><\/a>(12) Sanceau, Elaine- D. Jo\u00e3o II, pg 29<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"13\" name=\"13\"><\/a>(13) Serr\u00e3o, Joaquim Ver\u00edssimo- Hist\u00f3ria de Portugal, vol. II, pg. 320<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"14\" name=\"14\"><\/a>(14) Mendon\u00e7a, Manuela- D. Jo\u00e3o II, pg. 76<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"15\" name=\"15\"><\/a>(15) Matos, Lu\u00eds de- ibid. pg. 501<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"16\" name=\"16\"><\/a>(16) Resende, Garcia- Cr\u00f3nica dos Valorosos Feitos de El-rei D. Jo\u00e3o II de Gloriosa Mem\u00f3ria, pg. 3<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"17\" name=\"17\"><\/a>(17) Mendon\u00e7a, Manuela- ibid. pg. 74<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"18\" name=\"18\"><\/a>(18) Matos, Lu\u00eds de- ibid. pg. 513<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"19\" name=\"19\"><\/a>(19) Sousa, D. Ant\u00f3nio Caetano de- Hist\u00f3ria Geneol\u00f3gica da Casa Real Portuguesa, Tomo V, pg. 162<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"20\" name=\"20\"><\/a>(20) Gon\u00e7alves, Ant\u00f3nio Manuel- Ibid., verb. Joana, pg. 377<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"21\" name=\"21\"><\/a>(21) Madahil, Ant\u00f3nio Gomes da Rocha- A Pol\u00edtica de D. Afonso V apreciada em 1460, Biblos n\u00ba VII<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"22\" name=\"22\"><\/a>(22) Memorial cit, pg.133<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"23\" name=\"23\"><\/a>(23) Gon\u00e7alves, Ant\u00f3nio Manuel- ibid., verb. Joana, pg. 377<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"24\" name=\"24\"><\/a>(24) Resende, Garcia- ibid., Cap. CXIII<\/p>\n<p class=\"a_temadefundo_j\"><a id=\"25\" name=\"25\"><\/a>(25) Gaspar, Jo\u00e3o Gon\u00e7alves- ibid., pg. 201<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por M\u00e1rio Casa Nova Martins Do casamento celebrado entre Dom Afonso V e sua prima coirm\u00e3 Dona Isabel, em 6 de Maio de 1447, nasceram tr\u00eas filhos: _ Dom Jo\u00e3o nasceu em Sintra, talvez a<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/2015\/01\/20\/httpwww-alamedadigital-com-ptn5sta_joana_princesa-php\/\"> Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":85,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105"}],"collection":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/media\/85"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/santajoana\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}