Novos Ventos – 10 de Janeiro

Baptismo do Senhor – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo do Baptismo do Senhor coloca em evidência alguns aspectos importantes à nossa vida de cristãos; fazendo-nos recordar o dia do nosso baptismo e que também somos ungidos pela força do Espírito Santo e que por meio de Jesus Cristo se abre para nós os Céus, isto é, o Paraíso. O evangelista São Marcos descreve; E dos céus ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência». O baptismo abre para nós esta possibilidade de como Jesus nos indica a chamar a Deus de «Abbá Pai», ou seja, por meio de Jesus tornamo-nos filhos no Filho.

A leitura do Livro de Isaías, anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

A Leitura dos Actos dos Apóstolos,  reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos,   aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho/”Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-Se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, João começou a pregar, dizendo: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. Eu baptizo na água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo».

Sucedeu que, naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi baptizado por João no rio Jordão. Ao subir da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito, como uma pomba, descer sobre ele. E dos céus ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em Ti pus toda a minha complacência».

Palavra da Salvação


Palavra vida “Janeiro”

«Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos.» (cf. Jo 15, 5-9) 

É um veemente apelo a viver e a trabalhar pela unidade dos cristãos nestes dias tão especiais, continuando depois durante o ano inteiro, e a vida inteira. As divisões entre nós são uma ferida grave que precisa de ser curada, primeiro pela misericórdia de Deus e depois pelo compromisso de nos conhecermos, de nos estimarmos e de testemunharmos juntos o Evangelho. Com estas palavras, Jesus indica-nos os passos que devemos dar: antes de tudo, “permanecer” no Seu amor. 

É preciso, para isso, estreitar mais fortemente a nossa relação pessoal com Ele, confiar-Lhe a nossa vida, acreditar na Sua misericórdia. De facto, Jesus, fielmente, “permanece” sempre connosco. Ao mesmo tempo, Ele chama-nos a segui-Lo com decisão para, como Ele, fazermos da nossa existência uma oferta agradável ao Pai. Propõe-nos que O imitemos atendendo com delicadeza às necessidades das pessoas que partilham connosco uma pequena ou grande parte do nosso dia, desinteressadamente e com generosidade, para assim produzirmos “muitos frutos”. 

Letizia Magri 


“Papa faz apelo à fraternidade: vamos nos abrir ao outro como irmãos que rezam”

Francisco, no vídeo de intenção de oração para o primeiro mês de 2021, faz um apelo à fraternidade humana, para rezar “uns pelos outros, abrindo-nos a todos”, ao invés de discutir com os irmãos e irmãs de outras religiões, culturas, tradições e crenças. O pedido do Pontífice, diante de todos os desafios da humanidade, é para se voltar ao que é essencial: o amor ao próximo.

Assim, com um apelo à fraternidade humana, o Papa abre o ano de 2021 ao lançar nesta terça-feira (5) o primeiro vídeo de intenção de oração do ano que Francisco confia a toda Igreja Católica por meio da Rede Mundial de Oração do Papa. O Pontífice pede, diante de todos os desafios da humanidade, para nos abrir e nos unir, como seres humanos, como irmãos e irmãs, “com aqueles que rezam seguindo outras culturas, outras tradições e outras crenças”. Como o Papa disse em outras ocasiões, “não há alternativa: ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro. As religiões, em particular, não podem renunciar à tarefa urgente de construir pontes entre povos e culturas”.

Filhos e filhas do mesmo Pai

O caminho rumo à fraternidade que o Papa propõe no vídeo parte de uma abertura “ao Pai de todos” e de “ver no outro um irmão, uma irmã”. Ele também apresentou essa mesma ideia em sua última encíclica, “Fratelli tutti”: “estamos convencidos de que ‘somente com esta consciência de filhos que não são órfãos podemos viver em paz entre nós’”. Para Francisco, as diferenças entre as pessoas que professam distintas religiões ou vivem de acordo com outras tradições não devem impedir que se chegue a uma cultura do encontro, pois, afinal, “somos irmãos que rezam”.

As religiões a serviço da fraternidade

O Pe. Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, destacou a importância desta intenção de oração que inaugura 2021: “depois de um 2020 marcado pelo impacto da pandemia, tanto na saúde em nível socioeconômico, é especialmente importante que essa intenção do Santo Padre nos ajude a nos ver verdadeiramente mais como irmãos e irmãs no caminho da paz que se torna cada vez mais necessária. Para Francisco, o papel das religiões nesse propósito é fundamental, e ele deu um grande passo nessa direção ao assinar o Documento sobre a Fraternidade Humana pela paz mundial e a convivência comum, junto com o Grande Imã de Al-Azhar”.

O diretor, então, fala da importância da Encíclica Fratelli tutti, lançada pouco mais de um ano depois, através da qual o Papa aprofunda o pensamento sobre a fraternidade humana. O Pe. Frédéric cita o capítulo 8 sobre “a preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade” a partir das várias religiões

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