XXXII Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo nos deixa o apelo à vigilância, só aquele que permanece em constante sentinela poderá estar preparado para a chegada do esposo. O Evangelho apresenta dez virgens que aguardam a chegada do noivo, não sabendo a hora que Ele devia chegar, algumas preveniram-se levando consigo azeite, para não deixar apagar as suas lâmpadas; as outras cinco não tiveram esse cuidado e as lâmpadas apagaram-se. Nesta parábola, Jesus estabelece uma comparação entre o Reino dos Céus e atitude dessas virgens; as que estavam sobre vigilância entraram no banquete, as outras ficaram fora do banquete porque não estavam preparadas quando chegou o esposo.
A leitura do Livro da Sabedoria, apresenta-nos a “sabedoria”, como dom gratuito e incondicional de Deus para o homem. É um caso paradigmático da forma como Deus se preocupa com a felicidade do homem e põe à disposição dos seus filhos a fonte de onde jorra a vida definitiva. Ao homem resta estar atento, vigilante e disponível para acolher, em cada instante, a vida e a salvação que Deus lhe oferece.
A Epistola de São Paulo aos Tessalonicenses, Paulo garante aos cristãos de Tessalónica que Cristo virá de novo para concluir a história humana e para inaugurar a realidade do mundo definitivo; todo aquele que tiver aderido a Jesus e se tiver identificado com Ele irá ao encontro do Senhor e permanecerá com Ele para sempre.
O Evangelho de São Mateus, lembra-nos que “estar preparado” para acolher o Senhor que vem significa viver dia a dia na fidelidade aos ensinamentos de Jesus e comprometidos com os valores do Reino. Com o exemplo das cinco jovens “insensatas” que não levaram azeite suficiente para manter as suas lâmpadas acesas enquanto esperavam a chegada do noivo, avisa-nos que só os valores do Evangelho nos asseguram a participação no banquete do Reino.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram a o encontro do esposo. Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. No meio da noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora.
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Novembro)
“Felizes os que choram, porque serão consolados.”
Jesus não fica indiferente perante as nossas tribulações e ocupa-se pessoalmente a curar o nosso coração da dureza do egoísmo, a preencher a nossa solidão, a dar vigor à nossa ação. Assim diz Chiara Lubich, no seu comentário a esta Palavra do Evangelho: «[…] Jesus, com estas suas palavras, não quer levar quem está infeliz à simples resignação, prometendo uma recompensa futura. Ele pensa também no presente. De facto, o Seu Reino, mesmo se ainda não de maneira definitiva, já está aqui. Está presente em Jesus que, ressuscitando de uma morte sofrida na maior das tribulações, venceu a morte. Está presente também em nós, no nosso coração de cristãos: Deus está em nós. A Santíssima Trindade fez em nós a Sua morada. Então, a bem-aventurança anunciada por Jesus, pode verificar-se já, desde agora. […] Os sofrimentos podem permanecer, mas há um novo vigor que nos ajuda a enfrentar as provas da vida e a ajudar os outros nas suas penas, a superá-las, a vê-las como Ele as viu e aceitou: como meio de redenção» (2). “Felizes os que choram, porque serão consolados.”
Letizia Magri
Quando a Palavra se faz Vida (Novembro)
CHIARA LUCE BADANO Uma jovem como nós, que vivendo com radicalidade o nosso mesmo ideal, do Mundo Unido, com apenas 18 anos, realizou-se plenamente e conquistou a felicidade que dura para sempre! Feliz, sim, cheia de alegria, é este o título que a Igreja lhe reconhece ao beatificá-la! Mas o que fez de tão especial na sua vida, como chegou a esta meta? Aos 14 anos escreveu: “Redescobri o Evangelho sob uma luz nova. Percebi que não era uma verdadeira cristã porque não o vivia até ao fim. Agora quero fazer deste magnífico livro a única finalidade da minha vida. Não quero e não posso ficar analfabeta de uma mensagem tão extraordinária. Como, para mim, é fácil aprender o alfabeto, assim deve ser também viver o Evangelho”.
Graça e oração: os fundamentos de um novo mosteiro
Em Palaçoulo, Portugal, chegaram algumas irmãs trapistas italianas de Vitorchiano, para o novo mosteiro que está sendo construído como sinal de agradecimento pelas muitas vocações que floresceram nos últimos anos.
Benedetta Capelli – Vatican News
Nossa Senhora de Fátima protege o projeto do Mosteiro Trapista, o único em Portugal, de “Santa Maria Mãe da Igreja” De fato, no ano de 2017, centenário das aparições da Virgem, surgiu a oportunidade de agradecer ao Senhor pelas muitas vocações nascidas no mosteiro de Vitorchiano, na Itália. Uma ideia das irmãs que passo a passo fez o seu caminho na oração e se torna a resposta do Senhor. O encontro com Dom José Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda, fez o resto. O terreno foi doado e encontra-se em uma área de Portugal bastante afastada, mas a vida comunitária pode renascer, dar sentido, ser uma semente capaz de desabrochar.

A oração é escuta e encontro com Deus
Segundo o Papa, “um dia vivido sem oração corre o risco de se transformar numa experiência aborrecida ou tediosa: tudo o que nos acontece poderia se transformar-se para nós num destino mal suportado e cego. Jesus, ao contrário, educa a obediência à realidade e, portanto, à escuta”. A seguir, Francisco acrescentou:
A oração é, antes de mais nada, escuta e encontro com Deus. Os problemas da vida quotidiana não se tornam obstáculos, mas apelos do próprio Deus a ouvir e encontrar quantos estão à nossa frente. Assim, as provações da vida transformam-se em ocasiões para crescer na fé e na caridade. O caminho diário, incluindo as dificuldades, adquire a perspectiva de uma “vocação”. A oração tem o poder de transformar em bem o que de outra forma seria uma condenação na vida; tem o poder de abrir um grande horizonte para a mente e de alargar o coração. A segunda característica é que “a oração é uma arte a praticar com insistência. Todos somos capazes de orações episódicas, que nascem da emoção de um momento; mas Jesus nos educa a outro tipo de oração: aquela que conhece uma disciplina, um exercício e é assumida no âmbito de uma regra de vida. A oração perseverante produz uma transformação progressiva, fortalece em tempos de tribulação, concede a graça de ser amparados por Aquele que nos ama e nos protege sempre”.
(Audiência Papal de 4 de Novembro de 2020)