Novos Ventos – 04 de Outubro

XXVII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência o zelo que é necessário ter com a vinha, que é apresentado como o «Reino de Deus». O agricultor plantou a vinha e procurou cuidar dela, mas em vez de uvas boas ela só produziu agraços. Quantas vezes, a nossa vida encontramos «agraços», isto é, invejas, ódios, rivalidades, divisões, desarmonia, maledicência e rancor; O profeta Isaías diz que a vinha devia produzir bons frutos «bondade, mansidão, paciência, ser solidários, generosos, disponíveis para ajudar os outros e compreensivos. O evangelho apresenta os vinhateiros como pessoas más, que mantando o filho apoderaram-se da vinha.

A leitura do livro de Isaías,   o profeta Isaías dá conta do amor e da solicitude de Deus pela sua “vinha”. Esse amor e essa solicitude não podem, no entanto, ter como contrapartida frutos de egoísmo e de injustiça… O Povo de Jahwéh tem de deixar-se transformar pelo amor sempre fiel de Deus e produzir os frutos bons que Deus aprecia – a justiça, o direito, o respeito pelos mandamentos, a fidelidade à Aliança.

A Epistola de São Paulo aos Filipenses, Paulo exorta os cristãos da cidade grega de Filipos – e todos os que fazem parte da “vinha de Deus” – a viverem na alegria e na serenidade, respeitando o que é verdadeiro, nobre, justo e digno. São esses os frutos que Deus espera da sua “vinha”.

O Evangelho de São Mateus, Jesus retoma a imagem da “vinha”. Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da “vinha de Deus” e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a “vinha” vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Setembro)

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11)

Os Evangelhos mostram-nos muitas vezes que Jesus aceitava de bom grado os convites para almoçar: eram momentos de encontro, ocasiões para estabelecer amizades e consolidar relações sociais. Nesta passagem do Evangelho de Lucas, Jesus observa o comportamento dos convidados: há uma corrida para ocupar os primeiros lugares, que estavam reservados às personalidades. Nota-se bem a ânsia de querer sobressair sobre os outros. Mas Ele tem no pensamento um outro banquete: aquele que será oferecido a todos os filhos, na casa do Pai, sem “direitos adquiridos” em nome de uma pretensa superioridade. Pelo contrário, os primeiros lugares estarão reservados precisamente para aqueles que escolhem o último lugar, ao serviço dos outros. Por isso proclama:

Letizia Magri


Testemunho da Palavra (A força de pedir desculpa!)

Na escola, durante a aula de economia e direito, algumas colegas começaram a jogar em vez de escutar a professora. Como, na semana anterior, tinha estado em casa doente, virei-me por uns segundos para fazer uma pergunta a uma destas colegas. Nesse mesmo instante, a professora repara em mim, pede-me que lhe entregue a caderneta e manda-me sair da sala de aula acrescentado que não suportava o meu comportamento. Tentei explicar-lhe o motivo de me ter virado, mas ela não quis ouvir-me. O meu pai telefona para a professora. Eu estava particularmente mortificada e envergonhada porque ela falou diante de toda a turma dizendo que eu faltava ao respeito e que brincava em vez de estar atenta às aulas. Para mim era difícil, mas procurei aceitar esta injustiça. No dia seguinte fomos convocados pela escola para discutir o que tinha acontecido. Queria defender-me, mas sabia que a professora não teria aceite as minhas desculpas e iriam dar-lhe razão. Mesmo assim, pedi-lhe desculpa. Mesmo se não era fácil por ser uma injustiça, decido perdoá-la na mesma e, de imediato, senti uma grande paz dentro de mim. Mlk – Oceânia


Papa convida a rezar o rosário em outubro: em família, na comunidade e até pela internet

Na Audiência Geral desta quarta-feira (30) o Pontífice renovou o convite para sermos fiéis ao costume de rezar o terço, sobretudo no mês de outubro, tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Em maio, o Papa já indicava esse caminho para a oração, sugerindo a busca na internet para “bons esquemas para seguir na recitação”: além dos portais do Vaticano e da Rede Mundial de Oração do Papa, há uma pulseira inteligente para rezar. “Sejam fiéis ao costume de rezar o rosário nas suas comunidades e, sobretudo, nas famílias. Meditando cada dia os mistérios da vida de Maria à luz da obra salvífica do seu Filho, faça com que ela participe das alegrias de vocês, das suas preocupações e dos momentos de felicidade.”

Assim o Papa Francisco se dirigiu aos peregrinos poloneses na Audiência Geral desta quarta-feira (30), um convite extensivo a toda a Igreja que, a partir desta quinta-feira (1), entra no mês de outubro, tradicionalmente de Nossa Senhora do Rosário.

Já em maio, mês dedicado à Virgem Maria, o Pontífice convidou a rezar o rosário para nos ajudar a superar a crise da Covid-19. “Contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, rezando o rosário”, disse o Papa, “nos tornará mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar essa provação”. O convite foi para voltar “a descobrir a beleza de rezar o terço em casa”, em família ou individualmente: “seja como for, há um segredo para o bem fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação”, encorajou o Pontífice.

A oração que sempre acompanha o Papa

Em 7 de outubro de 2016, por ocasião da festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, Francisco confidenciou o quanto o rosário é uma oração querida por ele, que sempre o acompanha: “é a oração dos simples e dos santos… é a oração do meu coração”.

É também a oração mais querida ao coração de Maria, é a devoção mariana por excelência e a mais popular, divulgada por São Domingos de Gusmão justamente a pedido da Santíssima Virgem Maria. É um convite à meditação dos Mistérios de Cristo, que guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressureição do Filho de Deus.

O Rosário de Nossa Senhora

O nome “rosário” diz que se deve a um relato popular de um monge cisterciense, que se comprazia a rezar 50 ‘Ave-Marias’, que saiam de seus lábios como rosas que iam aos céus e se depositavam na cabeça a Santíssima Virgem. Terço, como diz o nome, é a terça parte do rosário, que consiste em 50 ‘Ave-Marias’ intercaladas por 10 ‘Pai-Nossos’.