Novos Ventos – 7 de Junho

Domingo da Santíssima Trindade – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia deste domingo revela-nos a Santíssima Trindade, isto é, um Deus Trinitário que se revela numa doação de Amor entre as três Pessoas. O PAI ama o FILHO, o FILHO ama o PAI e o ESPÍRITO SANTO é essa comunicação de Amor que os UNE como «FAMÍLIA». Dois aspectos fundamentais são evidenciados na liturgia de hoje: o primeiro ponto realça a comunidade a viver animada na fé e a cuidar uns dos outros e a viver em verdadeira paz; o segundo ponto salienta o Amor incondicional de Deus ao enviar o Seu Filho para que todo o homem que acredita n’Ele tenha a vida eterna.

A leitura do livro do Êxodo,  o Deus da comunhão e da aliança, apostado em estabelecer laços familiares com o homem, auto- apresenta-Se: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia.

A Epistola de São Paulo aos Coríntios, Paulo expressa – através da fórmula litúrgica “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” – a realidade de um Deus que é comunhão, que é família e que pretende atrair os homens para essa dinâmica de amor.

O Evangelho de São João, o evangelista convida-nos a contemplar um Deus cujo amor pelos homens é tão grande, a ponto de enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva. Nesta fantástica história de amor (que vai até ao dom da vida do Filho único e amado), plasma-se a grandeza do coração de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo
que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita n’Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».

Palavra da Salvação


 Palavra de Vida (Junho)

 “Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mt 10,40). 

O Evangelho de Mateus narra neste capítulo a escolha que Jesus faz dos Doze e o respetivo envio para anunciarem a Sua mensagem. São nomeados um a um, sinal da relação pessoal que construíram com o Mestre, tendo-O seguido desde o início da Sua missão. Conheceram o Seu estilo, caracterizado sobretudo pela proximidade com os doentes, os pecadores e os que eram considerados endemoninhados; com todas as pessoas marginalizadas, julgadas negativamente, de quem todos se mantinham à distância. É só depois destes sinais concretos de amor pelo Seu povo que Jesus se prepara para anunciar que o Reino de Deus está próximo. Os apóstolos são, portanto, enviados em nome de Jesus, como seus “embaixadores”, e é Ele que deve ser acolhido através deles. Frequentemente, os grandes personagens da Bíblia, pela abertura de coração a um hóspede inesperado, não programado, receberam a visita do próprio Deus. Ainda hoje, sobretudo nas culturas que conservam um forte sentido comunitário, o hóspede é sagrado, mesmo quando é desconhecido, e prepara-se para ele o melhor lugar. 


Experiência da Palavra Vivida

«Sofria, porque via que na escola muitos jovens pensavam apenas em si próprios. Era difícil dizer até um simples “Olá!”. Comecei por dar o primeiro passo, e assim comecei a ter amigos. Havia um rapaz um pouco especial que me parecia muito triste. Não falava com ninguém.

Interessei-me por ele e, um dia, confiou-me que estava desesperado: tinha tudo, mas estava insatisfeito da vida. Procurava a verdade nos livros e perguntava-se como acreditar em Deus, quando existe tanto sofrimento. Como não encontrava a resposta tinha até pensado em suicidar-se. Assegurei-lhe que podia contar comigo, e para o fazer sentir-se útil para com os colegas pedimos-lhe ajuda nalgumas disciplinas. Começou a estar melhor. Com frequência fazia-me perguntas sobre a fé e assim convidei-o a um encontro com os jovens para a unidade. No fim disse: “É a primeira vez que vos vejo, mas deram-me a resposta que procurava: Deus é amor e quando amamos Ele está em nós”. Depois confessou-se e regressou à Missa coisa que já não fazia há muito tempo. Confidenciou-me: “Tu e os teus amigos salvaram-me a vida”». R. (Brasil)


O Dado da Paz

O Projeto Living Peace International é um percurso de educação para a paz

Baseia-se no lançamento do Dado da paz; em cujas faces não existem números, mas sim frases que ajudam a construir relacionamentos de paz entre todos. Este dado é inspirado nos pontos da “arte de amar” que Chiara Lubich havia proposto, sob forma de um dado, às crianças do Movimento dos Focolares.

Este percurso também propõe o “Time-Out”: todos os dias, ao meio dia, nos mais variados fusos horários, os participantes são convidados a fazer um minuto de silêncio, oração ou reflexão pela paz.

Até hoje, mais de 1000 escolas e grupos estiveram envolvidos no projeto e mais de 600 mil crianças, adolescentes e jovens ao redor do mundo foram alcançados pelas suas iniciativas.

Living Peace trabalha no sentido de reforçar as colaborações e cooperar com muitas outras iniciativas existentes no mundo, para a construção de uma “rede” de paz que abrace toda a terra. De facto, Living Peace pode ser considerado uma plataforma: são mais de 60 as organizações internacionais em sinergia com o projeto, compartilhando iniciativas e ações de paz que são propostas às respetivas redes.