Novos Ventos – 03 de Maio

IV Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia do IV domingo de Páscoa apresenta-nos a figura do Pastor. Jesus é o Bom Pastor que conhece cada ovelha pelo seu nome e elas quando ouvem a voz do Pastor sentem-se seguras. Muitas vezes, andamos tão distraídos que não seguimos o verdadeiro Pastor e entramos em apriscos que nos coloca dificuldades. Outra analogia que o Evangelho de hoje apresenta é a Porta: «Jesus é a Porta que oferece segurança às ovelhas».

Na leitura dos Atos dos Apóstolos, o autor sagrado traça, de forma bastante completa, o percurso que Cristo, “o Pastor”, desafia os homens a percorrer: é preciso converter-se (isto é, deixar os esquemas de escravidão), ser baptizado (isto é, aderir a Jesus e segui-l’O) e receber o Espírito Santo (acolher no coração a vida de Deus e deixar-se recriar, vivificar e transformar por ela).

Na Epistola de São Pedro, apresenta-nos também Cristo como “o Pastor” que guarda e conduz as suas ovelhas. O catequista que escreve este texto insiste, sobretudo, em que os crentes devem seguir esse “Pastor”. No contexto concreto em que a leitura nos coloca, seguir “o Pastor” é responder à injustiça com o amor, ao mal com o bem.

No Evangelho de São João, apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude (ao contrário dos falsos pastores, cujo objectivo é só aproveitar-se do rebanho em benefício próprio). Jesus vai cumprir com amor essa missão, no respeito absoluto pela identidade, individualidade e liberdade das ovelhas.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 0 porteiro abre lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuo: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo: é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

“Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3). 

Depois da Última Ceia com os Apóstolos, Jesus sai do Cenáculo e põe-se a caminho do Monte das Oliveiras. Acompanham-no os Onze: Judas Iscariotes já os tinha deixado e, daí a pouco, iria traí-Lo. 

É um momento dramático e solene. Jesus pronuncia um longo discurso de despedida. Quer dizer coisas importantes aos seus, confiar-lhes palavras que nunca devem esquecer. 

Os seus apóstolos são hebreus, conhecem as Escrituras. Recorda-lhes, por isso, uma imagem muito familiar: a da videira, que nos textos sagrados representa o povo hebraico, de quem Deus cuida, como um agricultor solícito e experiente. Agora Jesus fala de si mesmo como sendo a vide que transmite aos seus discípulos a linfa vital do amor do Pai. É por isso que eles devem, acima de tudo, preocupar-se em permanecer unidos a Ele. 


SEMANA DE PREPARAÇÃO | maio, que contas?

SEMANA DE PREPARAÇÃO

Maio, sem dúvida, conta-nos um mês diferente, não só pelas circunstâncias que estamos a viver, como também nos recorda a presença atenta a cada um de nós de Maria, a mãe de Jesus e nossa mãe.

Todos os anos são muitas as iniciativas que a Igreja, em cada uma das nossas Paróquias, nos possibilita viver a cada mês de maio: a oração diária do terço, as procissões e cânticos a Nossa Senhora, são algumas dessas muitas iniciativas que tão bem conhecemos. Surge-nos, no entanto este ano, a pergunta: Como fazer deste maio um mês verdadeiramente de Maria?

Esta é a nossa sugestão: “maio, que contas?”. Trata-se de uma dinâmica de oração familiar, para ser vivida nas nossas casas no seio de cada família, “com Maria, mãe de Jesus” (cf. Act 1, 14).

Encontramo-nos a cerca de uma semana do início do mês de maio, o momento certo para, em família, começarmos a preparar a nossa casa e, sobretudo, o nosso coração para a presença materna desta Mãe.

Esta dinâmica será composta por cinco semanas, a semana de preparação, a que damos agora início, e as quatro semanas que constituem o mês de maio. A cada domingo lançaremos no nosso site três diferentes subsídios de apoio à dinâmica, correspondentes a três momentos que propomos a cada família. Neste artigo já encontras os desta semana.

ESCUTA:

Este momento convida-nos a ESCUTAR em família, um tema diferente em cada semana, através de um Podcast, como modo de aprofundar o tema proposto com o contributo da Mensagem de Fátima. (Aliança de Santa Maria)


INFORMAÇÕES

  • Estamos a iniciar o mês de Maio, O Papa Francisco propõe nos durante o mês de Maio que possamos rezar o terço em família. Assim, semana a semana será lançada um subsídio de Oração preparada pelas irmãs da Aliança de Santa Maria, com esquemas que nos ajudem a viver mais intensamente este mês de Maio.

Evangelho vivido (Um Pobre no Restaurante) [Em tempos de crise]

Depois de ter feito várias compras na cidade, entrei num restaurante para almoçar, pois não tinha tempo de voltar para casa. Estava a escolher um prato, quando vi o proprietário, com voz irritada, mandar embora um pobre que tinha entrado para pedir esmola. Senti a obrigação de ser cristão. levantei-me e fui ao encontro daquele pobre homem, filho de Deus, como eu. Dei-lhe o braço, sentámo-nos à minha mesa, e comecei a conversar com ele. Receei um pouco a reação do proprietário, mas tinha confiança em Deus. o meu gesto não provocou nenhum comentário. Pedi ao empregado um outro prato como o meu. Comemos juntos. No fim da refeição, quando pedi a conta, o empregado solicitou-me que fosse até à caixa. O proprietário do restaurante, vendo-me tirar a carteira, disse: «O almoço está pago. Oferta da casa». Dei então ao pobre o equivalente da despesa. Quando íamos a sair, o proprietário disse-me: «De hoje em diante, vou ter sempre alguma coisa à disposição dos pobres que vierem até aqui».

Na rua, despedi-me, com um abraço, do meu companheiro, agradecendo a Deus por tudo. [H.E. Brasil]

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