Novos Ventos – 27 de Setembro

XXVI Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

O evangelho deste domingo relata o episódio do senhor que tinha dois filhos e convidou-os a irem trabalhar na vinha. É importante refletir na atitude destes três personagens: o pai pede aos filhos para ir trabalhar na vinha, mas respeita a liberdade, isto é, o livre arbítrio de cada um. Dirigindo-se ao primeiro, ele responde ao pai que não, mas depois de refletir arrependeu-se e foi, o segundo filho disse prontamente que ia, mas depois não foi. Não existe nenhuma informação sobre a identidade de cada um destes filhos, nem o seu nome nem a sua idade. Este é um facto que nos pode fazer pensar no quão é frágil a nossa natureza humana.

Quem é que nunca passou por uma situação semelhante? Às vezes, também nós somos rápidos em responder, não amadurecemos as ideias, ou apenas queremos fazer aquilo que nos apetece, sem analisar o bem que pudemos fazer pelo outro. Esta foi a atitude destes filhos, o primeiro depois de ter analisado a resposta que deu ao pai «arrependeu-se» e foi trabalhar na vinha. O segundo que dissera prontamente que sim, depois ficou fechado sobre si mesmo. A semana passada Jesus tinha falado de que a vinha era a «casa de Israel», isto é, a Igreja. Assim, procede Deus connosco convida-nos a trabalhar nesta vinha que é a comunidade cristã. Olhando de forma transversal para a realidade deste evangelho podemos transpor para o nosso quotidiano, nas relações familiares, nas tarefas domésticas, no trabalho fabril, no escritório, dizemos que sim e depois não fazemos. É necessário passar «do dizer» para «o fazer», e a dar espaço a uma análise construtiva sobre as decisões que tomamos, este filho deu alegria ao voltar atrás na resposta dada ao pai e ao aceitar ir trabalhar na vinha. O arrependimento deu lugar a um caminho de proximidade com o Pai.

A leitura do Livro de Ezequiel, o profeta Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, apresenta aos cristãos de Filipos (e aos cristãos de todos os tempos e lugares) o exemplo de Cristo: apesar de ser Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor. Os cristãos são chamados por Deus a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projectos.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, diz como se concretiza o compromisso do crente com Deus… O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas; mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo. O verdadeiro crente não é aquele que “dá boa impressão”, que finge respeitar as regras e que tem um comportamento irrepreensível do ponto de vista das convenções sociais; mas é aquele que cumpre na realidade da vida a vontade de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. Qual dos dois fez a vontade ao pai?». Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. João Batista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele». Palavra da Salvação


O Papa rezará o Terço pela paz com centenas de crianças no Vaticano

O Papa Leão XIV se unirá a centenas de crianças na oração do Terço pela paz no dia 1º de outubro, às 17h, na Gruta de Lourdes, nos Jardins Vaticanos. Espera-se a presença de 700 a 1.000 crianças de escolas e paróquias de Roma, que rezarão junto com o Papa e se unirão espiritualmente a crianças, famílias, escolas e comunidades cristãs de todo o mundo. O evento marcará o início da Semana Mundial de Oração por “Um milhão de crianças rezam o Terço”, iniciativa promovida pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) há mais de vinte anos. Este ano, pela primeira vez, a campanha se estenderá por uma semana inteira, de 1º a 7 de outubro, permitindo que dioceses, paróquias, escolas, comunidades e famílias de todos os continentes escolham o dia mais adequado às suas necessidades pastorais, permanecendo unidos na mesma intenção de oração pela paz e unidade. A semana se encerrará no dia 7 de outubro, festa de Nossa Senhora do Rosário.

Crianças de todo o mundo unidas em oração

Enquanto as crianças em Roma rezam com o Papa Leão XIV, iniciativas semelhantes já estão em andamento em diversos países, desde comunidades indígenas na Amazônia boliviana até paróquias no Sudão, Zimbábue, Moçambique, Serra Leoa e muitos outros lugares afetados por guerras, pobreza ou instabilidade. No Sudão, onde o conflito continua causando enorme sofrimento, o padre Franck Mandozi, da Região Pastoral de Kosti, confirmou a participação de crianças de várias paróquias e escolas. A milhares de quilômetros de distância, em uma comunidade indígena T’siman na Amazônia boliviana, a irmã Patricia Alejandra Botello López relata que as crianças já estão rezando o Terço em T’siman e espanhol. No Zimbábue, a paróquia de São Cristóvão, na Arquidiocese de Bulawayo, reunirá crianças no domingo, 4 de outubro. Nas próximas semanas, o pároco, padre Charles Mafurutu, também pretende alcançar as comunidades mais remotas e os centros de missa espalhados por toda a paróquia, alguns a muitos quilômetros de distância. No Paraguai, a Rádio Pa’i Puku também planeja promover a iniciativa por meio de suas transmissões e transmitir ao vivo o Terço rezado pelas crianças da paróquia de Santo Eugênio de Mazenod, convidando famílias, escolas, paróquias e catequistas a se unirem à oração.

Oração para um mundo feriado

A campanha de 2026 inspira-se na mensagem de Fátima: “No fim, o meu Imaculado Coração triunfará”. No convite deste ano aos participantes, o cardeal Kurt Koch, presidente internacional de Ajuda à Igreja que Sofre e prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, recorda que o Imaculado Coração de Maria representa uma vida inteiramente aberta ao Espírito Santo e aponta Maria como modelo de fé, amor e oração. A iniciativa assume um significado especial num momento em que milhões de pessoas enfrentam guerras, violência, perseguição, pobreza e incerteza. Neste contexto, a oração das crianças pretende ser um sinal simples, mas universal, de confiança e esperança: crianças de diferentes línguas, culturas e países, unidas na mesma oração pela paz.

De um pequeno grupo na Venezuela a uma rede mundial

A iniciativa “Um milhão de crianças rezam o Terço” começou na Venezuela em 2005 e gradualmente se transformou num movimento global de oração que envolve crianças, famílias, paróquias, escolas e grupos eclesiais em todos os continentes. A campanha se inspira nas palavras atribuídas a São Pio de Pietrelcina: “Quando um milhão de crianças rezarem o Terço, o mundo mudará”. O convite não é apenas para crianças. A AIS também incentiva pais, professores, sacerdotes, religiosos, catequistas e famílias a rezarem com elas. Não é necessário rezar o Terço inteiro: mesmo uma única dezena, rezada com fé, pode se tornar parte desta grande corrente global de oração. A iniciativa internacional é realizada em colaboração com o Santuário de Fátima, a Rede Mundial de Oração do Papa e o Apostolado Mundial de Fátima. Este ano, o Dia Mundial do Terço também se une à iniciativa pela primeira vez.


Pastoral Familiar promove encontro para casais até cinco anos de matrimónio

A Diocese de Aveiro vai realizar um encontro para casais até 5 anos de matrimónio, no dia 17 de outubro, a partir das 15h00, com Eucaristia presidida por D. António Moiteiro, pelas 18h00, no Santuário de Schoenstatt (Ílhavo). “Os primeiros 5 anos de casamento são uma aventura maravilhosa, cheia de descobertas, conquistas e, claro, o ritmo acelerado do dia-a-dia. Entre o trabalho, a gestão da casa e, para muitos, os primeiros passos na parentalidade, é fácil deixar que o tempo a dois fique em segundo plano”, explica o Secretariado Diocesano de Pastoral Familiar de Aveiro. O encontro ‘Tempo para Nós: Cultivar o Amor é necessário’ destina-se a casais “com 1 a 5 anos de matrimónio”, no dia 17 de outubro, um sábado, no Santuário de Schoenstatt, as crianças terão um espaço para elas, com uma equipa de cuidadores.

Do programa desta “tarde de encontro e partilha”, entre as 15h00 e as 17h00, constam ‘workshops com dinâmicas e movimentos especializados”, para ajudar os casais “a sintonizar a mesma frequência”, momentos de reflexão, “espaços de silêncio e diálogo profundo para conversarem de coração aberto”, e uma “atenção plena a dois”, uma “oportunidade rara” para olharem-se “nos olhos, longe das distrações e das preocupações habituais”.

O Secretariado Diocesano de Pastoral Familiar de Aveiro informa que têm “um espaço inteiramente dedicado” às crianças, com uma equipa de cuidadores preparados para proporcionar-lhes “uma tarde cheia de brincadeiras e sorrisos”. “Eles vão divertir-se e ser muito felizes, enquanto vocês cuidam do vosso bem mais precioso: o vosso matrimónio”, acrescenta a organização. A Diocese de Aveiro informa que o encontro para casais até cinco anos de matrimónio, da Pastoral Familiar, vai terminar com a Eucaristia, presidida pelo seu bispo, D. António Moiteiro, pelas 18h00, no Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré (Ílhavo). Antes da Missa, a partir das 17h00, “para enriquecer ainda mais este dia”, há um lanche partilhado, “onde cada casal traz um miminho, celebrando o dom da comunidade”; as inscrições estão a decorrer através de um formulário online.

Caminhada «Passos pela Paz 2026» realiza-se junto à ria de Aveiro

A Paróquia aveirense da Vera Cruz, a Rede Cuidar da Casa Comum, e o Movimento Laudato Si em Portugal estão a organizar a Caminhada ‘Passos pela Paz 2026’, no dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis. “Junte-se a nós para dar passos firmes em direção à paz, união e fraternidade na nossa comunidade e entre os povos. Caminhamos junto à Ria de Aveiro, uma água que nos une, que molda a nossa identidade e que há séculos sustenta a vida das comunidades que vivem nas suas margens”, explica a organização desta iniciativa no ‘Tempo da Criação’. “Para todas as idades, credos e origens”, a iniciativa ecuménica ‘Passos pela Paz 2026’ é um convite a caminhar “juntos por uma causa comum, promovendo o bem-estar e a solidariedade”.

Esta caminhada vai realizar-se no encerramento do ‘Tempo da Criação’, que decorre de 1 de setembro – o Dia Mundial de Oração pela Criação ou a Festa da Criação, dependendo da denominação cristã – a 4 de outubro, a Festa litúrgica de São Francisco de Assis. O ‘Tempo da Criação 2026’ tem como tema ‘Água Viva’, o texto bíblico é do livro de Ezequiel (47:9, 12.), e a organização dos ‘Passos pela Paz’ convida “a caminhar juntos, a escutar, a cuidar e a assumir o papel na construção de um futuro mais justo, fraterno e sustentável”, inspirados por São Francisco de Assis, Santo António e o aveirense Jaime de Magalhães Lima, um dos protagonistas do movimento franciscanófilo português da primeira metade do séc. XX. “Traga a sua família e amigos e venha fazer parte deste movimento”, é o convite da Paróquia aveirense da Vera Cruz, a Rede Cuidar da Casa Comum, e o Movimento Laudato Si em Portugal, no dia 4 de outubro (domingo), a partir das 09h30, (check-in/09h00), o ponto de encontro é nas igrejas de Santo António e São Francisco – Parque Infante D. Pedro, com um percurso de 5 km a dificuldade é baixa, até às 12h00; a inscrição é gratuita.

A organização da Caminhada ‘Passos pela Paz 2026’ partilhou também 11 reflexões para esta iniciativa, mais alinhados “com o espírito da encíclica Laudato Si e com os princípios da ‘Ecologia Integral’”: “A paz começa com um passo. A ecologia começa com uma escolha. A mudança começa connosco”. O Foco de Conversão Ecológica de Vera Cruz destaca ainda que nesse dia estão “em oração e missão pela Paz no mundo, e em Moçambique em particular”, e vão aceitar “donativos para enviar para a Diocese de Pemba”, com o objetivo de “ajudar a intervir na enorme crise humanitária na região com mais de 1 milhão e 200 mil deslocados”.