XXV Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
O evangelho deste domingo põe em evidência a parábola da vinha e dos vinhateiros. Esta parábola usada por Jesus reforça a ideia do «reino dos céus» e que para entrar nele é necessário colocar-se ao serviço da vinha. O Evangelho reforça algumas ideias fundamentais e que nos permite fazer uma análise de como respondemos ao convite de Jesus; existe o proprietário da vinha, (que é Deus), existe a vinha, (que é propriamente esse reino onde os cristãos trabalham), existe os trabalhadores da vinha (mesmo em horários diferentes do dia aceitam trabalhar para o reino).
De facto, o proprietário sai muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha e acerta com eles dar em paga um denário por dia. Vieram os da primeira hora, mas de facto os trabalhadores eram poucos, ao longo do dia o senhor vai encontrando pessoas que estão sem fazer trabalham algum, uns porque vivem dos rendimentos e na ociosidade, outros estão à espera que alguém os possa convidar a trabalhar na vinha. O importante, é verificar que em diversas fases do dia, ou diversas fases da vida, estas pessoas aceitam ir trabalhar para a vinha. No final a paga é a mesma, verificamos que existe alguma revolta daqueles que suportaram o peso e o calor do dia ao terem recebido o mesmo valor. Assim, procede Deus connosco, Ele nunca desiste de nós e ao longo da nossa vida vai chamando a trabalhar na sua vinha, uns começam cedo a servir na comunidade, outros despertam mais tarde. Contudo, o Senhor não cessa de chamar a trabalhar na sua vinha, por vezes, nós é que andamos distraídos ou simplesmente também ocupados com coisas fúteis e a viver na ociosidade. A paga que Deus nos quer dar é igual é poder garantir o reino dos céus.
Como respondo eu aos convites feitos pelo nosso pároco, para o serviço da Igreja? Mostro disponibilidade para servir a comunidade, ou encontro sempre desculpas dizendo que não tenho tempo? Quais são as coisas que me motivam? Serão porventura as futilidades da vida, tais como o desporto, os convívios, as festas, a diversão? Ou já percebi que Deus ma chama a servir na comunidade e estar atento ao próximo?
A leitura do Livro de Isaías, pede aos crentes que voltem para Deus. “Voltar para Deus” é um movimento que exige uma transformação radical do homem, de forma a que os seus pensamentos e acções que reflictam a lógica, as perspectivas e os valores de Deus.
A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, apresenta-nos o exemplo de um cristão (Paulo) que abraçou, de forma exemplar, a lógica de Deus. Renunciou aos interesses pessoais e aos esquemas de egoísmo e de comodismo, e colocou no centro da sua existência Cristo, os seus valores, o seu projecto.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, diz-nos que Deus chama à salvação todos os homens, sem considerar a antiguidade na fé, os créditos, as qualidades ou os comportamentos anteriormente assumidos. A Deus interessa apenas a forma como se acolhe o seu convite. Pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, de forma a que a nossa relação com Deus não seja marcada pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuidade.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos». Palavra da Salvação

Palavra de Vida (Setembro 2026)
«A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei» (Rm 13,10)
Para chegar a este «pleno cumprimento», o primeiro passo para amar o próximo é não lhe fazer mal. Depois, é preciso ir mais além, tornando-nos criativos no amor: «não é suficiente não praticar o mal contra o próximo – recordou-nos o Papa Francisco –, é necessário escolher fazer o bem aproveitando as ocasiões para dar bom testemunho de que somos discípulos de Jesus»[4]. Como viver, então, esta Palavra de Vida? Coloquemos o amor no centro da nossa vida. Amemos os outros concretamente, como Jesus os amaria: é Ele a plenitude do amor, totalmente entregue a Deus e à humanidade. É d’Ele que podemos aprender a medida mais elevada do amor.
«A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei»
Doris, uma jovem da Escócia, conta-nos: «Durante as nossas visitas regulares a um centro de apoio a pessoas sem-abrigo, entro num mundo muito diferente do meu. Sei que não conta tanto o que eu sinto, mas importa amar. Um dia, um homem com uma profunda tristeza estampada no rosto confidenciou-me que se sentia prestes a pôr fim a tudo, que até desejava morrer. Limitei-me a escutá-lo; depois partilhámos uma sandes e um café. Compreendi que escutar e estar presente já era uma forma de demonstrar amor. Quando chegou o momento de partir, ele abraçou-me com força e sorriu-me, dizendo que aquilo que estávamos a fazer era muito importante, não apenas para ele, mas para todos os que ali se encontravam. Senti a força extraordinária do amor. Talvez não o tenha “salvo”, mas a sua gratidão encheu-me de alegria, e isso, por si só, já tem um enorme poder.». Preparado por Claudio Cianfaglioni

Arquidiocese de Braga abre portas de novo santuário dedicado à Beata Alexandrina
A Arquidiocese de Braga vai celebrar, no dia 11 de outubro, a dedicação do novo Santuário Eucarístico de Balasar, projetado para acolher milhares de peregrinos atraídos pelo legado espiritual da Beata Alexandrina. O programa oficial inicia-se na véspera com a trasladação dos restos mortais de Alexandrina Maria da Costa (1904–1955), numa cerimónia presidida por D. José Cordeiro, arcebispo de Braga. A dedicação da igreja e do respetivo altar decorre na tarde de domingo, contando com a presidência do núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso. D. José Cordeiro sublinhou hoje, em conferência de imprensa, que a infraestrutura exige uma comunidade capaz de amparar quem sofre, ambicionando que o visitante “possa encontrar esta porta aberta e também encontrar alguém com tempo para escutar”. O arcebispo primaz indicou que o objetivo é que o testemunho da Beata Alexandrina, “mulher admirável”, possa suscitar “uma renovada motivação de esperança na Igreja e no mundo”.
Já o reitor do santuário, monsenhor Manuel Casado Neiva, assumiu a intenção de desenvolver uma proposta pastoral contínua, justificando que a missão “não é construir um edifício, é construir a Igreja viva”. O responsável apresentou o investimento financeiro na ordem dos 14 milhões de euros, montante que permitiu a edificação de um templo com capacidade para cerca de 1800 pessoas sentadas. A postuladora da causa de canonização de Alexandrina de Balasar, irmã Emília Almeida, justificou a atração sentida por crentes de “todas as idades” com a força de “uma vida simples, uma vida dada aos outros”. As estatísticas oficiais registam anualmente cerca de 150 mil devotos junto do túmulo da mística portuguesa e a presença de 250 mil participantes nas celebrações regulares. O complexo religioso foi desenhado pelo Centro Ave Arte, instalado em Florença, articulando arquitetura e liturgia num espaço que assume a forma simbólica de uma grande “tenda” bíblica. A linguagem artística integra o bronze e pedras calcárias provenientes da região de Fátima, destacando elementos fundamentais da espiritualidade da homenageada através da centralidade do sacrário e da cruz. As autoridades civis da Freguesia de Balasar e da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim preparam simultaneamente uma operação logística de ordenamento rodoviário e a instalação de ecrãs exteriores para gerir a multidão esperada a 10 e 11 de outubro.


CEP participa em encontro europeu, projetando inédita Assembleia de 2028
A Equipa Sinodal da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) participa num encontro europeu de preparação para a inédita Assembleia Eclesial de 2028, partilhando experiências sobre a implementação do Sínodo 2021-2024. “A Equipa Sinodal da CEP participa neste espaço de encontro, escuta e discernimento, contribuindo para a reflexão europeia com a experiência e os caminhos que têm vindo a ser desenvolvidos pela Igreja em Portugal no âmbito do processo sinodal”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.
O encontro na cidade austríaca de Wels reúne cerca de 180 participantes, provenientes de 31 países e de 29 Conferências Episcopais, e constitui um “momento significativo” contexto da fase de implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade, que culmina na realização de uma inédita Assembleia Eclesial, marcada para 2028. O simpósio ‘Moldando a sinodalidade na Europa – Da visão ao roteiro’, que se prolonga até quinta-feira, prepara o contributo prático para a Assembleia de âmbito continental que vai decorrer no próximo ano. Os trabalhos são estruturados em três eixos teológicos e práticos fundamentais que partem da constatação de que “tudo começa com uma atitude fundamental” através da liturgia, quando a Igreja celebra que “Deus fala com a humanidade como amigos”.
A segunda fase de reflexão do encontro propõe que os cristãos encarem “o contexto europeu com esperança”, perspetivando a necessidade urgente de dar visibilidade e debater os desafios de “um continente ferido”. A organização indica que “uma Igreja sinodal não vira as costas ao conflito”, mas torna-se “um espaço de esperança e escuta atenta exatamente onde as fraturas são mais profundas”. O roteiro dos três dias culmina na discussão de um terceiro pilar de missão eclesial, debatendo os percursos que permitam dar uma forma prática à “visão missionária do Batismo na Europa de hoje”. “Isto não é sobre ajustes cosméticos nas estruturas, mas sobre encarnar a forma da vida eclesial pensada no Concílio Vaticano II”, sublinha o programa oficial da iniciativa europeia. A dinâmica diária do fórum cruza “conferências, momentos de oração e celebração, conversação no Espírito e grupos de trabalho”, promovendo debates divididos por temáticas como a guerra, a migração, a polarização, o ecumenismo, o mundo digital ou os desafios da catequese. As sessões plenárias de terça-feira incluem intervenções programáticas da subsecretária do Sínodo dos Bispos, a irmã Nathalie Becquart, e de D. Gintaras Grusas, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). O encontro decorre sob o patrocínio do CCEE, contando com a organização técnica do grupo de investigação da Universidade Católica privada de Linz. A Secretaria-Geral do Sínodo (Santa Sé) publicou em maio um documento orientador com as etapas, os critérios e a metodologia para a preparação da Assembleia Eclesial de outubro de 2028, pedindo uma representatividade alargada.