IV Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste IV domingo do Tempo Comum o evangelho de São Mateus apresenta o sermão das montanhas. Nele, Jesus começa a instruir os seus discípulos através de uma proposta de felicidade, que consiste numa vida enraizada na fé em Cristo e não na satisfação dos prazeres e nas realidades mundanas: riquezas, reconhecimentos, poder, mas a garantia de uma recompensa que será atribuída no reino dos céus.
Na primeira bem-aventurança Jesus diz: «Bem-Aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus». Não se trata propriamente da ausência de bens materiais, mas esta «pobreza» tem um significado mais profundo. Ser pobre em espírito”, significa ser humilde, ser simples, ter um coração aberto para deixar-se conduzir por Deus. Esse é o pobre de espírito e Jesus afirma que esse terá parte no reino dos Céus. Contudo a humanidade de hoje vive muito em função de sentimentos e felicidades muito instantâneas e não está capaz de fazer sacrifícios na vida, muitas vezes, considerando-se autónomos, prescindindo de Deus.
Para aqueles que a felicidade está fundamentada na fé, para esses, nada, nem mesmo aquilo que, visto superficialmente, poderia ser considerado como fonte de infelicidade, nada os fará infelizes, porque não vivem ofuscados pelas coisas materiais, mas pelo bem mais supremo que é participar dessa comunhão com Deus.
A leitura do Livro de Sofonias, o profeta Sofonias deixa aos seus contemporâneos um convite a viverem como humildes e pobres. Os “pobres” são aqueles que, não possuindo bens materiais nem seguranças humanas, tendem a depositar toda a sua confiança e esperança em Deus; são aqueles que encontram em Deus refúgio, conforto e felicidade. Eles são os preferidos de Deus. Deus cuidará deles e acompanhá-los-á em cada passo do caminho que percorrem.
A leitura do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, o apóstolo Paulo pede aos cristãos de Corinto que não apostem na sabedoria humana como caminho para construir uma vida com sentido. Paulo propõe-lhes, em contrapartida, que acolham a “loucura da cruz” e que optem por seguir Jesus incondicionalmente, vivendo ao seu estilo, abraçando os valores que Ele abraçou, percorrendo com Ele o caminho do amor e do dom da vida. É aí que está a verdadeira sabedoria, a sabedoria que conduz à salvação e à vida plena.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, Jesus apresenta a magna carta do Reino de Deus. Recuperando uma linguagem frequente na tradição bíblica e judaica, Jesus apresenta oito “bem-aventuranças”, oito portas para entrar na comunidade do Reino de Deus, oito propostas que definem o estilo de vida que os seus seguidores devem adotar, oito “apontadores” que mostram como construir uma vida feliz e com sentido. Nas oito bem-aventuranças, Jesus oferece aos seus discípulos um resumo perfeito do seu Evangelho.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos, e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa. Palavra da Salvação

Jornadas do Clero do Centro deixam apelo à renovação pastoral e proximidade às comunidades
As Jornadas do Clero das Dioceses do Centro de 2026 terminaram hoje em Fátima, após três dias de reflexão dedicados ao tema ‘Conversão das relações: da comunhão à missão’, com apelos à renovação pastoral e à proximidade. “Tem de existir um caminho de renovação das relações, da relação com Deus, e relações humanas, dentro e fora da comunidade”, afirmou D. Virgílio Antunes, no início do encontro que reuniu o clero de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco e Viseu. O bispo de Coimbra sublinhou que os ministros ordenados são “o rosto visível, quase material e físico da Igreja”, alertando para a necessidade de formação contínua.
Dario Vitali, professor da Universidade Gregoriana de Roma, foi um dos oradores principais, centrando a sua intervenção na sinodalidade como um exercício de escuta. “Não é o direito de falar mas o dever de escutar”, reforçou, comparando a sinodalidade a um sistema de navegação: “É como o TOM TOM (ou outro dispositivo de navegação) que, quando erramos no caminho, indica ‘recalcular’”.
O segundo dia dos trabalhos contou com a reflexão de Alphonse Borras, sacerdote belga e perito sinodal, que abordou a conversão das relações no ministério ordenado. “O ministério ordenado está ao serviço da harmonia e a harmonia inclui mais ministérios”, referiu, defendendo que a paróquia deve passar de uma lógica de “divisão geográfica” para uma “presença encarnada”. Sobre o papel das estruturas de participação, o padre Borras alertou que os conselhos pastorais “têm de ser lugares de expressão da igreja local, não só de organização, mas de releitura da realidade e revisão de vida”.
No encerramento das jornadas, Emilio Lavaniegos González abordou a espiritualidade e a fragilidade do ministério, classificando-o hoje como uma “profissão de risco”. “O ministério sacerdotal é para servir e de nenhuma forma para ser servido”, vincou o orador, sublinhando que “a correção fraterna e a abertura do coração ajudam a compreender melhor a nossa fragilidade”. A tarde final contou ainda com a intervenção da psiquiatra Margarida Neto, que abordou o tema do burnout no clero. “Quando se experimenta um cansaço ou fadiga e não consideramos um cansaço feliz alguma coisa está mal”, indicou aos participantes, presentes em Fátima. A organização promoveu um inquérito ao clero presente sobre “a situação do ministro ordenado, com questões sobre a saúde física e espiritual, bem como as relações com hierarquia e seus pares, que serviram de base de reflexão”. O “memorando” enviado à Agência ECCLESIA, no final dos trabalhos, destaca que “depois destes temas de reflexão nestes três dias, fica o desejo de continuar a converter as relações e de caminhar juntos”.


Leão XIV incentiva os jovens a serem «intercessores pelas necessidades do mundo inteiro»
Leão XIV disse hoje que à Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP) que é “especialmente importante” convidar os jovens a participar, para que “possam formar a próxima geração de intercessores pelas necessidades do mundo inteiro”, no Vaticano. “Encorajo-vos a promover uma participação ainda maior nesta Rede, que une diversas culturas, línguas e carismas na missão comum. É especialmente importante convidar os jovens a participar, para que possam formar a próxima geração de intercessores pelas necessidades do mundo inteiro”, disse o Papa aos diretores e membros da Rede Mundial de Oração, na audiência que concedeu esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, no Vaticano.
Leão XIV salientou que “muitos” jovens procuram “uma relação mais profunda e pessoal com Jesus Ressuscitado”, indicando que o Movimento Eucarístico Juvenil (MEJ) da RMOP “pode ser um caminho particularmente frutuoso para os ajudar a crescer numa intimidade mais profunda com nosso Senhor”.
A Rede Mundial de Oração do Papa, confiada à Companhia de Jesus (jesuítas) – Fundação com personalidade jurídica canónica e do Vaticano desde 3 de dezembro de 2020 -, tem a missão de mobilizar os católicos, “pela oração e ação”, para os desafios da humanidade e a missão da Igreja, desafios que se apresentam “na forma de intenções de oração confiadas pelo Papa a toda a Igreja”. “Queridos irmãos e irmãs, agradeço calorosamente os vossos esforços para promover a oração em todo o mundo pelas intenções do Papa e encorajo-vos a continuar neste caminho com um espírito alegre”, disse o Papa, assinalando que as “várias intenções” sobre os desafios que “a humanidade enfrenta, bem como à vida e à missão da Igreja” são partilhadas pelos pontífices “após um cuidadoso discernimento”. A Rede Mundial de Oração do Papa apresentou a campanha global ‘Reza com o Papa’, uma iniciativa que visa divulgar as intenções mensais do Santo Padre através de conteúdos multimédia, no dia 7 de janeiro deste ano, 2026, no Vaticano; o projeto articula dois formatos principais: “O Vídeo do Papa”, que desde 2016 acumula mais de 250 milhões de visualizações em 23 idiomas, e o formato “O Áudio do Papa”. “Estou grato pelos vossos esforços para as divulgar às dezenas de milhões de pessoas desta rede mundial que, todos os dias, apresentam estas necessidades a Deus. Esta oração não é alheia à obra evangélica do Corpo de Cristo, mas uma parte integrante dela”, acrescentou aos diretores e membros da RMOP, na Sala dos Papas, no Vaticano.


Arcebispo envia mensagem de solidariedade às «localidades afetadas» pela tempestade Kristin
O arcebispo de Évora manifesta “proximidade e profunda solidariedade” às populações afetadas pela tempestade Kristin, nomeadamente da “cidade de Alcácer do Sal e seu termo, de Santa Catarina e outras localidades”, e disponibiliza “apoio” aos autarcas e párocos. “Sentindo com todos os alcacerenses, manifesto a minha unidade e acompanhamento na oração, para que a Graça de Deus a todos una na fraterna solidariedade e na resiliência”, escreve D. Francisco Senra Coelho, na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, esta sexta-feira, pela Arquidiocese de Évora. A passagem da depressão Kristin pelo território português, esta quarta-feira, dia 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.
O arcebispo de Évora dirigiu-se a toda a população da cidade de Alcácer do Sal e seu termo, de Santa Catarina e outras localidades “afetadas pela Tempestade Kristine a fim de lhe manifestar proximidade e profunda solidariedade” face aos prejuízos já causados e “às preocupações e apreensões face à evolução dos nos próximos dias”. D. Francisco Senra Coelho, na sua mensagem para Alcácer do Sal, informa que a Arquidiocese de Évora coloca ao dispor da presidência da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e dos seus párocos, “todo o apoio que seja possível e de que possam necessitar ou vir a necessitar”. “Saúdo, louvo e apoio a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia, a Proteção Civil, os Bombeiros, as Forças de Segurança, os Serviços de Saúde, a Santa Casa da Misericórdia, a Loja Social, os Escuteiros (CNE) e todos os cidadãos voluntários que neste contexto de crise, se dedicam ao socorro e ao bem comum com todas as forças e com o melhor de si, desenvolve, na mensagem com data desta quinta-feira.
D. Francisco Senra Coelho informa ainda que quer estar em Alcácer do Sal, este domingo, dia 1 de fevereiro: “Tudo farei, para convosco celebrar a Missa no próximo Domingo, pelas 12 horas na Igreja de Santiago”. O Município de Alcácer do Sal pertence ao Distrito de Setúbal, mas faz parte do território da Arquidiocese de Évora. O Governo português decretou a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela ‘Kristin’, 60 municípios abrangidos, “entre as zero horas de dia 28 até 1 de fevereiro às 23h59”, após reunião do Conselho de Ministros, esta quinta-feira na residência oficial do primeiro-ministro. Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão Kristin entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa, mas também Setúbal sofreu consequências do mau tempo provocado pela tempestade.