XXIV Domingo do Tempo Comum – Ano C
Festa da Exaltação da Santa Cruz
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste Domingo celebramos a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A liturgia salienta a experiência do povo de Israel; a infidelidade a Deus leva o povo de Israel a passar por diversas provações. Moisés é o guia espiritual daquele povo de coração endurecido, que tem dificuldade em reconhecer a ação de Deus desde a libertação da terra da escravidão, aos sinais e prodígios a caminho da terra Prometida. Diante das infidelidades o Senhor permite que o povo da aliança passe por diversas provações e lá está Moisés a interceder pelo povo. A primeira leitura apresenta o episódio das serpentes venenosas que matavam o povo de Israel, Moisés faz uma serpente de bronze para que todos aqueles que fossem mordidos pelas serpentes venenosas ao olhar para a serpente de bronze fossem curados. O evangelho faz alusão à primeira leitura, mas agora já não é a serpente, mas é Cristo elevado sobre a Cruz que salva os homens e através da Sua entrega na Cruz é garantia da promessa salvífica. Para muitas pessoas o símbolo da cruz não passa de um mero adorno que carregam ao peito, mas para os cristãos a cruz é sinal de Vitória e de esperança numa Vida que não tem fim.
A leitura do Livro dos Números, traz-nos uma história do tempo em que os israelitas vagueavam pelo deserto. Deus propõe-se corrigir a tendência de Israel para a murmuração e a ingratidão; mas, constatando que o “remédio” podia “matar o doente”, Deus engendra uma estratégia de salvação. A serpente de bronze levantada sobre um poste, através da qual Deus cura o seu Povo, sinaliza o amor e a bondade de Deus; e é, por outro lado, um símbolo dessa força salvífica que alguns séculos mais tarde brotará da cruz de Cristo, o homem levantado ao alto para dar vida a todo o mundo.
A leitura da Epistola de São Paulo aos Filipenses, Paulo apresenta aos crentes de Filipos a sua leitura da incarnação de Cristo. Jesus, o Filho de Deus, despojou-se da sua dignidade divina e veio ao encontro dos homens, revestido da nossa frágil natureza. Ele escolheu o caminho da obediência ao Pai e do serviço aos homens, até ao dom da vida. A cruz é a expressão máxima desse caminho e dessa opção. Paulo pede aos filipenses – e aos “discípulos” de todas as épocas e lugares – que aceitem percorrer o mesmo caminho que Jesus percorreu.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, Jesus, em conversa com um fariseu chamado Nicodemos, desvela-lhe o sentido e o significado da Sua presença no meio dos homens: Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus tornar-se-á particularmente evidente quando, na cruz, Jesus entregar a sua vida por todos. Os que olharem para o Crucificado e acolherem a lição de amor que Ele oferece, encontrarão vida em abundância.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Ninguém subiu ao Céu senão Aquele que desceu do Céu: o Filho do homem. Assim como Moisés elevou a serpente no deserto, também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna. Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele». Palavra da Salvação

Palavra de Vida setembro 2025
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida» (Lc 15, 6)
Podemos resumir os temas presentes nesta narração em três ações: perder-se, encontrar, festejar. Perder-se. A boa notícia é que o Senhor vai à procura de quem se perde. Perdemo-nos muitas vezes nos vários desertos que atravessamos, nos quais somos forçados a viver ou nos quais nos refugiamos: os desertos do abandono, da marginalização, da pobreza, das incompreensões, da falta de unidade. O Pastor procura-nos também aí e, ainda que o possamos perder de vista, Ele encontra-nos sempre. Encontrar. Procuremos imaginar a cena da fatigante procura feita pelo pastor no deserto. É uma imagem tocante pela sua força expressiva. Podemos compreender a alegria experimentada, tanto pelo pastor como pela ovelha. E este encontro renova na ovelha perdida a sensação de segurança, por já não estar em perigo. O “reencontrar”, portanto, é mesmo um ato de misericórdia divina. Festejar. Ele chama os seus amigos para festejar com ele, porque quer partilhar a sua alegria, tal como acontece nas duas parábolas que se seguem a esta, a da moeda perdida e a do pai misericordioso [1]. Jesus quer fazer-nos compreender a importância de participar na alegria com todos e imunizar-nos contra a tentação de julgar os outros. Todos somos “encontrados”. Texto preparado por Patrizia Mazzola


Parolin: da Europa ao Oriente Médio, há o risco de uma escalada sem fim
Espaço para o diálogo e a diplomacia
Além disso, a Santa Sé continua incansavelmente sua ação diplomática. “Estamos fazendo tudo o que podemos”, afirmou. “Nossa diplomacia está buscando contato com todos os protagonistas, conversamos, insistimos, esses são os instrumentos de que dispomos para tentar deter essa escalada”.
O uso do termo genocídio
O cardeal respondeu então a uma pergunta sobre a resolução desta quinta-feira do Parlamento Europeu, que convida os Estados-Membros a reconhecerem a Palestina, mas não contém a palavra “genocídio” para o que está acontecendo em Gaza, ao contrário do documento assinado na segunda-feira passada por alguns sacerdotes e bispos: “eles provavelmente encontraram no que está acontecendo os elementos para dar essa definição. Nós – esclareceu – por enquanto ainda não o fizemos. Isso se verá. É preciso estudar, é preciso que haja condições para se poder fazer uma afirmação desse tipo”. Comentando, por fim, o encontro da semana passada no Vaticano entre o Papa Leão XIV e o presidente israelense, Isaac Herzog, Parolin disse que o chefe de Estado deu “garantias de que não haverá ocupação de Gaza”. “Eu acredito na boa fé de todos, depois é preciso ver os fatos”, concluiu.
As tensões nos Estados Unidos
À margem da conferência, houve também espaço para um comentário sobre o trágico tiroteio que matou o ativista cristão conservador Charlie Kirk nos Estados Unidos. “Somos contra todos os tipos de violência”, disse o cardeal Parolin, respondendo a uma pergunta dos jornalistas. “Devemos ser muito tolerantes e respeitosos com todos, mesmo que não compartilhemos as mesmas visões, declarações e pensamentos. Se não formos tolerantes e respeitosos, e formos violentos, isso realmente causará um grande problema dentro da comunidade internacional e nacional”.
“Um presente do céu”, a solidariedade da Aeronáutica Italiana ao Hospital do Papa
Solidariedade, ciência e coragem. São essas as características que há anos unem o Hospital Pediátrico Bambino Gesù e a Aeronáutica Militar Italiana, instituições diferentes, mas unidas pela mesma missão de defender a vida. Em dezembro de 2024, no Auditório Parco della Musica, em Roma, foi lançada a iniciativa beneficente Un Dono dal Cielo per il Bambino Gesù (Um presente do céu para o Bambino Gesù), que inclui eventos das Forças Armadas em apoio à instituição hospitalar pediátrica, em particular a temporada acrobática 225 das Frecce Tricolori. A campanha tem um objetivo ambicioso: financiar a compra de uma “bioimpressora 3D”, uma tecnologia de ponta capaz de reproduzir tecidos biológicos complexos. Um passo decisivo para a medicina regenerativa e para os pequenos pacientes do hospital. A ligação entre a Aeronáutica e o Bambino Gesù não se limita, porém, à arrecadação de fundos.
Cada missão, uma corrida contra o tempo
Todos os dias, os pilotos do 31º Esquadrão enfrentam missões delicadas de transporte médico de emergência, muitas vezes com recém-nascidos em estado crítico. “Quando se voa para salvar uma vida”, explica o capitão Daniele Inguglia, “cada detalhe conta. Operamos seguindo protocolos precisos e o paciente viaja sempre com uma equipe médica especializada”. Por exemplo, “um piloto nunca decola sem conhecer não apenas um aeroporto secundário, mas também um centro hospitalar alternativo, capaz de receber e tratar o paciente com o mesmo nível de assistência. Cada missão é uma corrida contra o tempo, mas nunca se está sozinho: por trás há uma máquina organizacional pronta para intervir em qualquer imprevisto”.
A possibilidade de fazer o bem
Por trás da frieza dos procedimentos, porém, há também muita humanidade. Inguglia lembra-se da noite em que, depois de colocar seu filho na cama, foi chamado para transportar uma criança quase da mesma idade: “Você vive um curto-circuito emocional. De um lado, a serenidade da sua família; do outro, o desespero silencioso dos pais que entram a bordo agarrando-se à esperança, muitas vezes a única coisa que lhes resta. Mas você sabe que pode fazer a diferença. É isso que nos motiva a seguir em frente”. Muitas vezes, dessas viagens nascem laços que continuam mesmo após o fim da missão, com mensagens de gratidão por parte das famílias.
Racionalidade com humanidade
Do lado hospitalar, Matteo Di Nardo, médico reanimador do Bambino Gesù, conta a escolha de sua especialização e o valor da “ECMO”, uma técnica de oxigenação extracorpórea utilizada em poucos centros e, acima de tudo, um suporte vital para pacientes com insuficiência cardíaca ou respiratória grave. “A nossa profissão exige racionalidade e humanidade em conjunto, num trabalho de equipe. Com a Aeronáutica, com os colegas, com as famílias. Só assim é possível proteger o dom mais sagrado: a vida”.


Leão XIV aos Carmelitas: sejam testemunhas da unidade nas sociedades fragmentadas
O Pontífice expressa sua alegria pelo evento, ressaltando que ele é “uma ocasião de renovação espiritual”, especialmente neste Ano Jubilar. Citando o trecho da Carta aos Hebreus, “Mantenhamos sem vacilar a profissão da nossa esperança”, ele encoraja os carmelitas a viverem plenamente sua vocação. Recordando o tema do Capítulo, “Nossa fraternidade contemplativa discerne sua missão”, o Papa reitera que uma vida de oração partilhada é o fundamento do carisma carmelita de “serviço à Igreja e ao mundo”. “Esse vínculo deve permanecer uma realidade vivida, moldando cada aspecto do seu ministério”, escreve o Papa. O Pontífice exorta os religiosos a discernirem “os sinais dos tempos especialmente através da perspectiva dos pobres e a responderem com uma silenciosa constância de amor”. Leão XIV recorda o valor do trabalho cotidiano e convida os carmelitas “a encarnarem o olhar amoroso de Cristo, que abraça cada pessoa com misericórdia e ternura”. “Seja através da pregação de retiros, do acompanhamento espiritual, do trabalho paroquial ou da educação dos jovens, rezo para que o vínculo da caridade em suas comunidades testemunhe o dom da unidade, especialmente nas partes da sociedade fragmentadas pela divisão e pela polarização”, ressalta o Papa.
Concluindo, o Papa Leão XIV confia os trabalhos capitulares à proteção de Nossa Senhora do Carmo e concede a Bênção Apostólica a todos os membros da Ordem, como penhor de sabedoria, alegria e paz.