Novos Ventos – 27 de Abril

Domingo da Divina Misericórdia – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II Domingo de Páscoa o evangelista São João descreve a experiência dos discípulos com o Ressuscitado. Três coisas que vale a pena reforçar deste Evangelho de hoje, estando os discípulos com as portas fechadas Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco…». Jesus quer serenar os corações da humanidade, que muitas vezes perdeu o sentido de uma verdadeira paz interior. Por vezes, cada um de nós está a viver momentos de dificuldades e tribulações e falta a paz interior, a verdadeira paz só se alcança no Coração d’Aquele que nos Amou sem limites, dando a Sua vida por nós, Jesus Cristo. Outro aspecto falta Tomé na comunidade/Assembleia e quando os outros Apóstolos dizem que viram o Senhor, ele tem uma atitude de incredulidade. Na nossa vida por vezes também deixamos de estar presentes em Assembleia nos actos litúrgicos é sobretudo em comunidade que podemos tocar os sinais do Ressuscitado nos Sacramentos e em Igreja «Nós somos as Pedras vivas do Templo do Senhor». E Jesus também prometeu estar presente «Onde dois ou três estiverem reunidos no Seu nome, Ele está no meio deles». Celebrar a Páscoa requer duas atitudes «ser testemunha» e «comunicar», isto é, anunciar aos outros esta vida nova de Cristo Ressuscitado.

A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, mostra-nos como a comunidade cristã de Jerusalém vivia e testemunhava a sua fé. A união, o amor fraterno, o estilo de vida daqueles homens e mulheres, suscitavam admiração, provocavam simpatia e levavam à adesão. A vida nova recebida de Jesus aparecia especialmente em gestos concretos de cura e de cuidado com os doentes e frágeis. Dessa forma, a comunidade continuava a obra libertadora de Jesus.

A leitura do Livro do Apocalipse, João, o profeta de Patmos, apresenta aos cristãos perseguidos a visão do “filho do homem”. Trata-se de Jesus ressuscitado, o princípio e o fim de todas as coisas, aquele que derrotou a morte e tudo o que a ela está ligado. Ele está com a sua Igreja e caminha com ela pelos caminhos da história. É n’Ele que a comunidade encontra a força para caminhar e para vencer as forças que se opõem à vida nova de Deus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta a comunidade da Nova Aliança, nascida da atividade criadora e vivificadora de Jesus. É uma comunidade que se reúne à volta de Jesus ressuscitado, que recebe d’Ele Vida, que é animada pelo Seu Espírito e que dá testemunho no mundo da Vida nova de Deus. Quem quiser “ver” e “tocar” Jesus ressuscitado, deve procurá-l’O no meio dessa comunidade que d’Ele nasceu e que d’Ele vive.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação


Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

Juntamente com aqueles com quem partilhamos o caminho da existência – a nossa comunidade, os amigos, os colegas de trabalho – procuremos trabalhar, confrontar-nos e não perder a confiança de que as coisas podem mudar para melhor.

2025 é um ano especial porque a data da Páscoa ortodoxa coincide com a das outras denominações cristãs. Que este acontecimento, a festa da Páscoa comum, possa ser um testemunho da vontade das Igrejas de continuar, sem parar, um diálogo que permita enfrentar juntos os desafios da humanidade e promover ações conjuntas. 

Preparemo-nos, por isso, para viver este período pascal na plenitude da alegria, da fé e da esperança. Tal como Cristo ressuscitou, também nós, depois de termos atravessado os nossos desertos, deixemo-nos acompanhar nesta viagem por Aquele que guia a história e a nossa vida. Fabio Ciardi


Exéquias do Papa Francisco: sábado na Praça São Pedro

Traslado para a Basílica de São Pedro

Na quarta-feira, 23 de abril, às 9h (horário local), o corpo do Papa Francisco será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro. A condução da urna será precedida por um momento de oração, presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana. A procissão seguirá pela Praça Santa Marta e pela Praça dos Protormártires Romanos, saindo pelo Arco dos Sinos até a Praça São Pedro, entrando em seguida na Basílica Vaticana pela porta central. Diante do Altar da Confissão, o cardeal camerlengo conduzirá a Liturgia da Palavra, após a qual será aberto o período de visitação à urna mortuária do Papa Francisco.

Exéquias e sepultamento

No sábado, 26 de abril, às 10h (horário local), será celebrada a Missa das Exéquias, que marca o primeiro dia do Novendiali (novenário), os nove dias de luto e orações em honra ao Pontífice falecido. A celebração ocorrerá no átrio da Basílica de São Pedro e será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício. Ao final da celebração eucarística, ocorrerão os ritos da Última Commendatio e da Valedictio — despedidas solenes que marcam o encerramento das exéquias. Em seguida, o caixão do Papa será levado novamente para o interior da Basílica de São Pedro e, de lá, transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, onde será realizada a cerimônia de sepultamento. Diversos chefes de Estado e de governo já anunciaram oficialmente sua presença para prestar homenagem ao Pontífice falecido.

Terra Santa chora Francisco: “Líder da paz”

Pizzaballa: Gaza, um dos símbolos do seu pontificado

“É um momento difícil”, explica o patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, numa mensagem de vídeo publicada no site do Patriarcado, na qual o cardeal relembra o seu primeiro encontro com o Papa Francisco, ocorrido em Buenos Aires, “exatamente vinte anos atrás”, quando Pizzaballa havia se tornado recentemente Custódio da Terra Santa. Já naquele primeiro encontro, o então cardeal Bergoglio demonstrou ser “um personagem fora dos padrões, como depois demonstrou ser, como todo o seu pontificado”. O patriarca então destaca o que estava mais próximo do coração de Francisco, com Gaza que se tornou símbolo, e depois os pobres, a guerra, a paz, “temas muito importantes para ele, aos quais eera muito próximo e pelos quais ele dedicou muito”, expressando-se fora dos protocolos “com grande clareza”, o que ele “acreditava ser não apenas o centro de seu pontificado, mas a necessidade para a vida do mundo”. Gaza “é, em certo sentido, um símbolo, um dos símbolos do seu pontificado. Os pobres, os últimos, a rejeição da guerra, a necessidade de paz, junto com outro tema típico do seu pontificado: o diálogo, o encontro entre diferentes culturas, entre diferentes religiões, cada um permanecendo o que é”. Pizzaballa convida a rezar pelo Papa, assim como pela Igreja, “na esperança de que o Senhor continue acompanhando os caminhos da Igreja, unidos no luto pela morte desta grande figura, na unidade, na esperança do Senhor ressuscitado.

Padre Patton: Ele nunca perdeu a esperança

“Quando me tornei Custódio da Terra Santa”, conta o padre Francesco Patton, “eu o encontrei pela primeira vez e, apertando minha mão, ele brincou sobre meu sobrenome, dizendo: ‘Patton? Pensei que você fosse ianque, mas é da região do Trivêneto’. Havia sempre uma piada irônica em sua fala. Ele sempre teve essa extraordinária capacidade de captar o lado humorístico das situações e, portanto, de atenuá-las. Depois, nos encontramos novamente e jantamos juntos durante sua visita a Chipre. Fiquei impressionado com sua simplicidade e sua liberdade. Juntos, gravamos um vídeo para os jovens da Terra Santa, no qual ele lhes pedia que nunca perdessem a esperança. Essa esperança que tem sido o elemento importante das muitas ações que ele realizou em favor da paz durante esses dezenove meses de guerra em Gaza.”

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