Novos Ventos – 20 de Abril

Domingo de Páscoa – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste Domingo celebramos o acontecimento mais importante da vida dos cristãos, a Páscoa, isto é, Ressurreição de Jesus. Antes da existência terrena de Jesus, o povo de Israel já celebrava a Páscoa Judaica como uma comemoração perpétua em sinal da libertação que Deus fizera pelo povo ao sair da casa da escravidão, isto é, da terra do Egipto. Na Páscoa cristã, Jesus vem instaurar uma nova libertação da escravidão do pecado, já não oferece o sacrifício de animais, mas é Ele próprio o Cordeiro sem mancha que nos limpa do pecado e nos reserva pela Sua Paixão, Morte e Ressurreição podermos participar de uma Vida que não tem fim. A experiência do Ressuscitado leva as primeiras testemunhas oculares a ser anunciadores desta «Boa Notícia», em primeiro lugar Maria Madalena que tinha ido ao sepulcro viu a pedra do túmulo removida e dois homens com vestes resplandecentes que lhes comunicam: «Porque procurais entre os mortos Aquele que está Vivo, não está aqui. Ressuscitou!». Com os olhos vêm os sinais a pedra removida, com o coração acolhem uma mensagem da qual serão portadoras «Jesus, está Vivo!». Diante de tal notícia os discípulos correm ao sepulcro e também eles têm a mesma atitude «ver» as ligaduras enroladas e com o coração compreendem que o Messias estava Vivo conforme lhes tinha dito antes de padecer. Mistério insondável que ultrapassa a lógica racional e humana, somente aqueles que se deixam encontrar e transformar pelo Senhor poderão entrar e entender o Absoluto através da experiência mística.

A leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos, Pedro, em nome da comunidade, apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, fez da sua vida um dom total a Deus e aos homens. Por isso, Deus ressuscitou-O: o caminho que Jesus percorreu e propôs conduz à Vida. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Colossenses, ensina que os cristãos, unidos a Cristo ressuscitado pelo batismo, morreram para o pecado e nasceram para a Vida nova. Ao longo da sua caminhada pelo mundo, devem dar testemunho dessa Vida nova nos seus gestos, no seu amor, no seu serviço a Deus e aos homens.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, convida-nos a olhar para o túmulo vazio de Jesus e a “acreditar”: o verdadeiro discípulo de Jesus, aquele que o conhece bem, que entende a sua proposta e está disposto a segui-l’O sabe que a forma como Ele viveu e amou não podia terminar no túmulo, no fracasso, no nada. Por isso, está sempre preparado para acolher a Boa notícia da ressurreição.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predileto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. Palavra da Salvação


Viagens para festividades muito caras, o Papa: “Ajudar com bônus jovens e famílias”

 “Seria bom se as grandes empresas pudessem criar bônus para o reagrupamento familiar, pelo menos para as festividades de Natal e Páscoa. Seria um ato de humanidade e fraternidade, ao qual o mundo da economia e dos negócios também é chamado”. Assim escreve o Papa Francisco nas páginas de Praça São Pedro, a revista mensal dirigida pelo padre Enzo Fortunato que explora temas de atualidade, espiritualidade e cultura, respondendo – como faz todos os meses – a uma das cartas endereçadas a ele. Trata-se da carta de uma siciliana, mãe de dois filhos que trabalham fora da região italiana da Sicília, que considera injusto o aumento dos preços de voos e trens na época das festividades. Um fenômeno, esse, que nem sempre permite a reunião familiar durante as festas de preceito.

Jovens e pais estejam juntos

“Nesta época de mudanças, muitos jovens, muitos filhos encontraram empregos longe de seus pais e não podem passar nem mesmo as festas de Natal e Páscoa com eles. Às vezes, a distância também atenua os relacionamentos, cria incompreensões e dificuldades“, escreve o Pontífice, que exorta os jovens e os pais a estarem juntos, convencido de que ”essas festividades e dias passados com os pais e avós podem ser momentos de felicidade única. Eles se tornam lembranças que nos dão serenidade e alegria por toda a vida, lembranças às quais podemos nos apegar nos momentos mais complicados e difíceis, lembranças que geram confiança e esperança porque nos mostram que a bondade e o amor são sempre possíveis e que há um Amor maior que nos espera e nos perdoa”.

Acutis, João Paulo II, Páscoa e paz, entre os temas da edição

Das páginas de Praça São Pedro, na edição de abril, intitulada “Páscoa entre sofrimento e esperança”, a ampla reportagem sobre Carlo Acutis, o santo do nosso tempo que será canonizado no próximo dia 27 de abril. Acompanhada de uma entrevista com sua mãe, Antonia Salzano, que viu em seu filho uma alma destinada ao céu, feita pelo vaticanista Paolo Rodari. Na ampla reportagem do vaticanista Gianni Cardinale, há também uma análise aprofundada do coincidente Jubileu dos Adolescentes. E depois a recordação de João Paulo II, “o Papa que mudou a história”, no 20º aniversário de sua morte em 2 de abril de 2005, assinada pelo vaticanista Piero Schiavazzi. A revista Praça São Pedro acolhe um enfoque sobre a Santa Páscoa, a Páscoa da paz (Piero Damosso) e da Igreja que sofre em meio à guerra e ao desespero no mundo. O cardeal Mauro Gambetti assina seu editorial “A Ressurreição de Jesus. Experiência de esperança, renascimento e realização do amor”.

Palavra de vida (Abril 2025)

«Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?» (Is 43,19)

Deus atua constantemente na vida de cada um, fazendo “coisas novas “. Se nem sempre nos apercebemos ou conseguimos compreender o seu significado e alcance, é porque elas estão ainda a despontar ou porque ainda não estamos prontos para reconhecer aquilo que Ele está a realizar. Distraídos com os acontecimentos, com as mil e uma preocupações que nos atormentam, com pensamentos que nos importunam, talvez não consigamos deter-nos suficientemente para observar esses rebentos que são a certeza da Sua presença. Ele nunca nos abandona. Cria e recria continuamente a nossa vida.

«Somos nós a “coisa nova”, a “nova criação” que Deus gerou. […] Não fiquemos a olhar para o passado com saudades das coisas boas que aconteceram ou a chorar os nossos erros: acreditemos fortemente na ação de Deus que pode continuar a realizar coisas novas»[1]. Patrizia Mazzola

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