Novos Ventos – 09 de Março

I Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste primeiro domingo da Quaresma, o evangelista São Lucas apresenta o relato das Tentações de Jesus. O deserto aqui representado é lugar de intimidade com Deus, sítio ermo onde a pessoa é capaz de ir ao mais profundo de si mesmo, mas por vezes, o deserto, pode também representar a ausência de Deus, isto é, quando o indivíduo está voltado para si mesmo e se torna incapaz de ouvir a voz interior que fala ao mais íntimo e profundo do coração. As Tentações de Jesus aqui representadas neste Evangelho expressam as tentações de cada um de nós, o ter/possuir, a riqueza e o poder. Na verdade, os bens são essenciais à vida do ser humano, mas é necessário não se preocupar apenas no alimento para o corpo, mas procurar outro tipo de alimento e que perdura, isto é, que possa saciar todo o nosso ser. Por outro lado, por vezes somos também tentados no possuir coisas materiais, embora tudo isto seja necessário é importante ter consciência que os bens servem apenas para usufruir enquanto estamos neste mundo, mas que nada levaremos connosco no dia em que deixarmos esta realidade corpórea. Por último, importa salientar que o poder exercido sem regra leva à destruição da vida humana e da nossa “casa comum”, neste momento histórico vemos que quem exerce poder não tem em vista a dignidade do ser humano, mas o poder é exercido sem regra nem limites. A liturgia de hoje recorda-nos que Deus é o Único que tem Poder e Domínio sobre a humanidade.

A leitura do Livro de Deuteronómio, traz-nos uma “confissão de fé” que os israelitas faziam quando apresentavam a Deus as primícias dos frutos da terra. Reconhecendo a ação salvadora e libertadora de Deus nas suas vidas, os crentes israelitas afirmavam a sua fé e a sua inabalável confiança no poder e no amor de Deus; constatando que tudo o que tinham provinha da generosidade e da solicitude de Deus, percebiam que só Deus é fonte de vida em abundância.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, diz-nos que a salvação é-nos dada através de Jesus. Quem acredita em Jesus e abraça a proposta de vida que Ele traz, será salvo. Os que acolhem a proposta de Jesus tornam-se membros de uma família onde “não há diferença entre judeu e grego”, pois “todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam”.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, apresenta-nos uma catequese sobre as opções de Jesus. Ele recusou sempre as propostas e os valores que punham em causa o projeto de Deus para o mundo e para os homens. Para Jesus, os valores de Deus tiveram sempre primazia sobre os bens materiais, a sede de poder, a embriaguez oferecida pelo êxito fácil. Aos seus discípulos Jesus pede que sigam um caminho semelhante.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias, esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo Diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O Diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem’». O Diabo levou-O a um lugar alto e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto’». Então o Diabo levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: ‘Ele dará ordens aos seus anjos a teu respeito, para que Te guardem’; e ainda: ‘Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra’». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.

Palavra da Salvação


Palavra de vida – março

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na
tua própria vista?»
 (Lc 6,41)

Jesus desce da montanha, depois de uma noite em oração, e escolhe os seus apóstolos. Tendo chegado a um local plano, dirige-lhes um longo discurso que começa com a proclamação das Bem-Aventuranças. No texto de Lucas, ao contrário de Mateus, elas são apenas quatro e referem-se aos pobres, aos que têm fome, aos que sofrem e aos aflitos, acrescentando outras tantas advertências contra os ricos, os que estão saciados e os arrogantes[1]. Jesus faz desta predileção de Deus pelos últimos a sua missão. Na sinagoga de Nazaré[2] tinha afirmado que o Espírito do Senhor estava sobre ele e o enviava a anunciar a boa nova aos pobres, a libertação aos cativos e a liberdade aos oprimidos.

Logo a seguir, Jesus exorta os discípulos a amar até os inimigos[3]. Mensagem que tem o seu fundamento no comportamento do Pai celeste: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6,36). Este apelo é o ponto de partida para o que se segue: «Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados» (Lc 6,37). Depois, Jesus faz uma advertência usando uma imagem intencionalmente desproporcionada: Augusto Parody Reyes

Peregrinação a Santiago de Compostela 25 e 26 de Abril

ITINERÁRIO: 1º DIA (25 de Abril)| TORREIRA / PADRON / SANTIAGO Em hora e local a informar previamente, saída em direção a Espanha comparagens técnicas pelo caminho. Chegada ao fi nal da manhã a Padrón. Celebração da Eucaris a em Padrón, local ligado à história de São Tiago. Segundo a tradição, a bar ca que transportou o corpo de S. Tiago desde a Terra Santa, atracou neste local nas margens do rio Sar. A barca foi amarrada a uma pedra (padrão). Visita à igreja de São Tiago onde se encontra a laje debaixo do altar-mor. Viagem para a região das Rias Baixas. Almoço em restau rante local. De tarde, visita da Ilha de La Toja com a sua capela coberta de conchas e a sua fábrica de sabonetes. Passeio pela Ria de Arosa com degustação de mexilhão e vinho da região. Ao fi nal da tarde, chegada a San ago de Compostela. Instalação no hotel. Jantar e alojamento.

2º DIA (26 de Abril) | SANTIAGO DE COMPOSTELA / TORREIRA


Jubileu do Voluntariado: 25 mil fiéis de 100 países neste final de semana em Roma

Cerca de 25 mil  peregrinos, provenientes de mais de 100 países de todo o mundo, se reunirão em Roma neste final de semana, 8 e 9 de março, para participar do quinto dos grandes eventos do Jubileu, aquele dedicado ao Mundo do Voluntariado. Entre eles, para citar apenas os mais representados, quase 15 mil voluntários são da própria Itália, sendo 5 mil dos grupos das Misericórdias, 4 mil da Proteção Civil e 800 da Caritas. Outros 124 virão da Espanha, 123 dos Estados Unidos, 85 do Brasil, e numerosos grupos também estarão presentes da Polônia, Argentina, México, Colômbia e também haverá representantes de países como Austrália, Chile, Equador e Índia.

Diálogos, encontros, iniciativas

No sábado, 8 de março, os peregrinos, que representarão em Roma muitas associações, grupos e organizações voluntárias de todo o mundo, terão a oportunidade de vivenciar, entre 8h e 17h, a peregrinação à Porta Santa da Basílica São Pedro e a oportunidade de receber o Sacramento da Reconciliação nas igrejas do Jubileu. Das 15h às 18h, serão realizados os “Diálogos com a Cidade”, encontros culturais, artísticos e espirituais em várias praças de Roma. Na Piazza Risorgimento, a fundação Focsiv irá propor atividades de conscientização sobre o trabalho voluntário e vai animar a praça com seus voluntários, envolvendo adultos e crianças. Também o Movimento pela Vida, na Piazza dell’Oro, na área externa da Basílica de San Giovanni Battista dei Fiorentini, apresentará suas iniciativas com atividades de entretenimento para as crianças, envolvendo os presentes com o testemunho de algumas mães. Dentro da Basílica de San Salvatore in Lauro, a Proteção Civil irá divulgar o serviço que realiza nas cidades italianas, e as Misericórdias, fora da mesma Basílica, oferecerão serviços de saúde preventiva.

Papa: as cinzas recordam-nos a esperança a que somos chamados

Expostos às “poeiras finas” que poluem o mundo

Segundo o Papa, “é preciso conservar a memória. Recebemos as cinzas inclinando a cabeça, como que para nos olharmos a nós mesmos, para nos olharmos por dentro. As cinzas ajudam-nos a fazer memória da fragilidade e da insignificância da nossa vida: somos pó, fomos criados do pó e voltaremos ao pó”.

“Feitos de cinzas e de terra, tocamos a fragilidade ao experimentarmos a doença, a pobreza, o sofrimento que, por vezes, se abate inesperadamente sobre nós e sobre as nossas famílias. Percebemos que somos frágeis também quando, na vida social e política do nosso tempo, nos encontramos expostos às “poeiras finas” que poluem o mundo: a contraposição ideológica, a lógica da prevaricação, o regresso de velhas ideologias identitárias que teorizam a exclusão dos outros, a exploração dos recursos da terra, a violência nas suas diversas formas, a guerra entre os povos. Tudo isto são “poeiras tóxicas” que turvam o ar do nosso planeta e impedem a coexistência pacífica, enquanto a incerteza e o medo do futuro crescem dentro de nós todos os dias.”

Quaresma, convite a reavivar em nós a esperança

“Esta condição de fragilidade lembra o drama da morte, que nas nossas sociedades da aparência tentamos exorcizar de muitas maneiras e até apartar da nossa linguagem, mas que se impõe como uma realidade que temos de levar em consideração, como um sinal da precariedade e da transitoriedade de nossas vidas”, recorda o Papa. “Assim, apesar das máscaras que usamos e dos artifícios criados muitas vezes habilmente para nos distrair, as cinzas recordam-nos quem somos e isto nos faz-nos”, escreve Francisco.

O Papa recorda no texto que a Quaresma é “um convite a reavivar em nós a esperança. Se recebemos as cinzas com a cabeça inclinada para reavivar a memória do que somos, o tempo quaresmal não quer deixar-nos de cabeça baixa, antes pelo contrário, exorta-nos a levantar a cabeça para Aquele que se ergue das profundezas da morte, levando-nos também das cinzas do pecado e da morte para a glória da vida eterna”.

“As cinzas recordam-nos então a esperança a que somos chamados, porque Jesus, o Filho de Deus, misturou-se com o pó da terra, elevando-o ao céu. Ele desceu às profundezas do pó, morrendo por nós e reconciliando-nos com o Pai, como ouvimos ao apóstolo Paulo: «Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós».”

Esmola, oração e jejum

“Irmãos e irmãs, com as cinzas sobre a cabeça, caminhamos em direção à esperança da Páscoa”, escreve o Papa. “Convertamo-nos a Deus, voltemos a Ele com todo o coração, coloquemo-Lo de novo no centro da nossa vida, para que a memória do que somos – frágeis e mortais como cinza lançada ao vento – seja finalmente iluminada pela esperança do Ressuscitado.”

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