Novos Ventos – 02 de Junho

IX Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste nono domingo do Tempo Comum a liturgia põe em evidencia o zelo e a santificação do Dia do Senhor. Para os Judeus o dia de Sábado é Sagrado e as pessoas não deviam exercer qualquer função ou trabalho. É neste contexto que aparece o relato do Evangelho deste domingo “Os discípulos de Jesus enquanto caminhavam por entre as searas começaram a apanhar espigas”, isto provoca uma reação de contestação da parte do grupo dos Fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido». Cumprir as leis e as regras é importante, mas Jesus procura demonstrar que o amor para com quem sofre ou está doente deve prevalecer às normas, «salvar a vida ou tirá-la». A conclusão do Evangelho revela a incapacidade de amar da parte do grupo dos fariseus. Jesus coloca a centralidade no ser humano e que é necessário “curar” as feridas muitas vezes da rejeição, da intolerância do respeito pelo outro através de atitudes concretas de amor. Todavia, indignados o grupo dos fariseus juntam-se aos herodianos a fim de deliberar como haviam de acabar com Jesus.

Muitas vezes, vemos na sociedade contemporânea ou até mesmo nas nossas comunidades esses grupos com atitudes farisaicas que procuram destruir os outros, com bisbilhotices, críticas, calunias, destruindo a reputação do outro. Jesus, convida-nos a ter um coração dócil e a ter a capacidade de acolher, inserir e integrar todos os que são rejeitados pelos grupos farisaicos.

A leitura do Livro do Deuteronómio, recorda-nos o preceito do terceiro mandamento, de guardar o sábado para o santificar, sugerindo que seja um dia que exprime a unidade do Povo que celebra a ação libertadora de Deus, sem qualquer tipo de desigualdades.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, apresenta-nos o exemplo de ardor apostólico de São Paulo, para quem ser evangelizador equivale a ser prolongamento da vida de Cristo que deve ser visível naqueles que a anunciam. Apesar das fragilidades humanas, a mensagem evangélica não fica comprometida, porque é um tesouro precioso, sinal de que a obra evangelizadora é obra do poder de Deus.

O Evangelho de São Marcos, retomando a mesma temática, mostra que, quando se faz uma interpretação demasiado rigorista dos preceitos da Lei, esta deixa de cumprir a sua missão de estar ao serviço do homem de cada tempo. Jesus convida-nos, por isso, a posicionar-nos a favor dos necessitados, tendo em conta que o Dia do Senhor foi feito para o homem, não para fazer do homem um escravo. É um convite a vivermos não do preceito, mas da Lei que assumimos no nosso coração.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Passava Jesus através das searas, num dia de sábado, e os discípulos, enquanto caminhavam, começaram a apanhar espigas. Disseram-Lhe então os fariseus: «Vê como eles fazem ao sábado o que não é permitido». Respondeu-lhes Jesus: «Nunca lestes o que fez David, quando ele e os seus companheiros tiveram necessidade e sentiram fome? Entrou na casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu dos pães da proposição, que só os sacerdotes podiam comer, e os deu também aos companheiros». E acrescentou: «O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Por isso, o Filho do homem é também Senhor do sábado». Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

«Quem não ama não conheceu Deus, porque Deus é amor». (1Jo 4,8)

Santa Scorese[5] costumava visitar regularmente o lar de idosos de uma instituição católica. «Um dia, com a Roberta, encontraram o Sr. Aldo, um homem alto, muito culto e rico. O Sr. Aldo fixou as duas jovens com um olhar sombrio: “Porque é que vêm aqui? O que querem de nós? Deixem-nos morrer em paz!”. Santa não desanimou e disse-lhe: “Viemos aqui por si, para vivermos umas horas juntos, para nos conhecermos e nos tornarmos amigos”. […] Voltaram outras vezes. Conta-nos a Roberta: “Aquele senhor era muito reservado, muito abatido. Não acreditava em Deus. Santa foi a única que conseguiu entrar no seu coração, com muita delicadeza, escutando-o durante horas”». Rezava por ele e, uma vez, ofereceu-lhe um terço, que ele aceitou. «Santa soube depois que ele tinha falecido pronunciando o nome dela. A dor pela sua morte foi atenuada pelo facto de ele ter morrido serenamente, tendo nas mãos o terço que ela lhe tinha oferecido»[6].Silvano Malini

Papa: adorar o Corpo e o Sangue de Cristo com viva fé

Jesus está próximo de nós com um perene “partir” o pão: “Este é o meu Corpo! Este é o meu Sangue“! A Eucaristia é a antecipação do que viveremos juntos na eternidade. Ao saudar os diversos grupos na Audiência Geral – que precede a Solenidade de Corpus Christi celebrada nesta quinta-feira – o Papa Francisco recordou deste grande mistério, central na vida de cada cristão e na vida da Igreja.

Que o Espírito Santo nos conduza a Jesus presente na Eucaristia, mistério de amor, fonte de graça, de alegria e de luz, amparo nas dificuldades e conforto na dor”, disse ao saudar os peregrinos de língua francesa. Já aos peregrinos de língua alemã, recordou que a Solenidade de Corpus Christi “convida-nos a adorar o Corpo e o Sangue de Cristo com viva fé. No mistério da Eucaristia ele se faz presente por meio do Espírito Santo para permanecer sempre conosco e transformar a nossa vida.”

Ao aproximarmo-nos da Solenidade de Corpus Christi – disse ao dirigir-se aos peregrinos de língua espanhola – peçamos ao Senhor que o seu Espírito de amor faça de nós uma oferta perene, para a glória de Deus e o bem do seu Povo santo. Que Jesus Sacramentado vos abençoe e a Virgem Santa, sacrário puríssimo de sua presença, cuide de vós”. A recordar, que neste ano a Solenidade de Corpus Christi continua a ser celebrada no domingo, mas o Bispo de Roma retoma a tradição de celebrar a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, seguida pela procissão até a Basílica de Santa Maria Maior.


JMC, o desejo do Papa para as crianças do mundo: que tenham o necessário para viver

Uma onda de alegria

“Em vocês, crianças, tudo fala de vida, de futuro, e a Igreja, que é mãe, as acolhe e as acompanha com ternura e esperança”, disse ainda Francisco. O Papa recordou que em 7 de novembro passado, teve “a alegria de acolher no Vaticano milhares de crianças provenientes de várias partes do mundo”.

Naquele dia vocês trouxeram uma onda de alegria; e me fizeram suas perguntas sobre o futuro. Aquele encontro deixou uma marca no meu coração e eu entendi que aquela conversa com vocês devia continuar, devia estender-se a muitas outras crianças e adolescentes. É por isso que estamos aqui hoje: para continuar a dialogar, para fazer perguntas e dar respostas.

Tristeza por causa das guerras

“Sei que vocês estão tristes com as guerras. Eu lhes faço uma pergunta: vocês estão tristes com as guerras?”, perguntou o Papa. E as crianças responderam: “Sim”!   A seguir, Francisco disse às crianças que recebeu, neste sábado, algumas crianças que “fugiram da Ucrânia e estavam sofrendo muito com as guerras”. “Algumas delas estavam feridas”. “A guerra é uma coisa boa”?, perguntou o Papa, e as crianças responderam: “Não!” “A paz, é uma coisa bonita?” “Sim!”, responderam elas.

“Vocês estão tristes porque muitos de seus coetâneos não podem ir à escola. Há meninas e meninos que não podem ir à escola”, disse ainda o Papa, que acrescentou: Rezemos pelas crianças que não podem ir à escola, pelas crianças que sofrem com as guerras, pelas crianças que não têm alimento, pelas crianças que estão doentes e ninguém cuida delas.

Gesto de paz

Depois, o Papa respondeu algumas perguntas feitas pelas crianças.

Jerônimo proveniente da Colômbia perguntou ao Papa se a paz é sempre possível. O Papa dirigiu a pergunta às crianças que responderam que sim e que é preciso fazer a paz quando se tem um problema na escola. É preciso perdoar e pedir desculpas. “Dar as mãos é um gesto de paz”, disse Francisco, estendendo a mão ao menino.

Lia Marise do Burundi, um dos 101 países representados na Jornada Mundial das Crianças, perguntou ao Papa o que as crianças podem fazer para tornar o mundo melhor. O Papa respondeu, dizendo: não brigar, falar com gentileza, brincar juntos e ajudar os outros. “Fazendo essas coisas, o mundo será melhor”, sublinhou. A cada criança que se aproximava dele, o Papa dava a cada uma delas um sorriso e alguns doces. “Como fazer para amar a todos. Todos. Todos?”, perguntou Ricardo, um menino cigano de Scampia. “Comecemos por amar aqueles que estão mais próximos de nós”, respondeu o Papa, “e assim vamos adiante”.

Que todas as crianças tenham o necessário para viver

Uma menina da Indonésia perguntou ao Papa: “Se o senhor pudesse fazer um milagre, qual escolheria?” Francisco respondeu: “Se eu pudesse fazer um milagre, qual milagre eu faria? É fácil: que todas as crianças tenham o necessário para viver, comer, brincar, ir à escola. Este é o milagre que eu gostaria de fazer.”

É verdade, respondeu a Ali, do Paquistão, “que somos todos irmãos e irmãs”. “No entanto, muitas pessoas não têm casa nem trabalho”. “Por quê?”, perguntou uma criança da Nicarágua. “É o fruto da maldade, do egoísmo e da guerra”, respondeu o Pontífice. Muitos países gastam dinheiro para fabricar armas e há pessoas que não têm nada para comer. “Todos os dias, rezem pelas crianças que sofrem essa injustiça”, disse Francisco às milhares de crianças nas arquibancadas e ao redor dele, insistindo para que fazessem um minuto de silêncio pelas injustiças.

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