II Domingo da Páscoa – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste domingo a liturgia do II domingo da Páscoa faz-nos tocar a experiência do Ressuscitado. A experiência da Morte e Ressurreição de Cristo é desconcertante para o grupo dos discípulos, eles tinham observado a Sua Paixão e Morte, eles vão ao sepulcro encontram o sepulcro vazio e as ligaduras enroladas à parte, mas não veem o seu Mestre. As mulheres dizem que lhes apareceram uns Anjos a dizer-lhes que Ele estava vivo, mas a Ele não O viram. Hoje o texto do Evangelho relata a experiência de Tomé; gostava de salientar dois pormenores muito pertinentes, os sinais do Ressuscitado descobrem-se na comunidade dos fiéis crentes a viver em comunhão a mesma fé. Tomé não estava com os discípulos quando o Senhor se apresentou diante dos Apóstolos a primeira vez e estes dizem a Tomé «Nós vimos o Senhor». Tomé diz apenas acreditar depois de tocar com as suas mãos o sinal dos cravos. O Senhor volta aparecer diante dos Apóstolos e diz a Tomé para O tocar. Esta experiência faz-nos perceber que também hoje posso descobrir os sinais de Cristo Ressuscitado na assembleia celebrante que se reúne e congrega para celebrar a fé ao domingo «dia do Senhor», mas também O posso redescobrir no Seu Corpo e Sangue no Sacramento da Eucaristia. O que dificulta o nosso entendimento de ver Cristo Ressuscitado é a nossa falta de fé. Foi a resposta que Jesus deu a Tomé «porque Me viste acreditaste, felizes os que acreditam sem terem visto».
A leitura dos Actos dos Apóstolos, temos, numa das “fotografias” que Lucas apresenta da comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade formada por pessoas diversas, mas que vivem a mesma fé num só coração e numa só alma; é uma comunidade que manifesta o seu amor fraterno em gestos concretos de partilha e de dom e que, dessa forma, testemunha Jesus ressuscitado.
A leitura da Epístola de São João, recorda aos membros da comunidade cristã os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro crente é aquele que ama Deus, que adere a Jesus Cristo e à proposta de salvação que, através d’Ele, o Pai faz aos homens e que vive no amor aos irmãos. Quem vive desta forma, vence o mundo e passa a integrar a família de Deus.
O Evangelho de São João, sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa, e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação

Palavra de Vida (Abril)
«Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e gozavam todos de uma grande simpatia». (At 4,33)
Em tempo de Páscoa e com a plenitude da liberdade de quem recebeu a mensagem evangélica, esta palavra convida-nos a sermos também nós testemunhas do acontecimento que marcou a história: Jesus ressuscitou!
Para compreender plenamente o significado deste versículo, tirado dos Atos dos Apóstolos, convém citar a frase que o precede: «A multidão dos que abraçaram a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém considerava seu nenhum dos seus bens; pelo contrário, tinham tudo em comum»[1]. Patrizia Mazzola

Tristeza do Papa pelos jovens que perdem suas vidas na loucura da guerra
“Infelizmente, continuam a chegar notícias tristes do Oriente Médio”, recordou o Papa, com a voz embargada, ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, 3 de abril. Francisco reiterou seu forte apelo por um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza: “Expresso meu profundo pesar pelos voluntários mortos durante a distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Rezo por eles e por suas famílias. Renovo meu apelo para que a população civil, exausta e sofrida, tenha acesso à ajuda humanitária e para que os reféns sejam libertados imediatamente.”
O Santo Padre pediu com veemência que “sejam evitadas todas as tentativas irresponsáveis de ampliar o conflito na região”: “Façamos o possível para que essa e outras guerras que continuam a levar morte e sofrimento a tantas partes do mundo terminem o mais rápido possível. Rezemos e nos esforcemos incansavelmente para que as armas silenciem e a paz volte a reinar.”.
A guerra destrói sempre
O Papa voltou seu pensamento, como tem feito há mais de dois anos ininterruptamente, ao povo ucraniano: “Não nos esqueçamos da martirizada Ucrânia: tantos mortos…”, e emocionado continuou: “Tenho em minhas mãos um rosário e um livro do Novo Testamento deixado por um soldado que morreu na guerra. O nome desse rapaz era Oleksandr – Alexander: 23 anos de idade. Alexander lia o Novo Testamento e os Salmos e havia sublinhado no Livro dos Salmos o Salmo 129: ‘Das profundezas, Senhor, clamo a ti; Senhor, escuta a minha voz!’. Esse rapaz de 23 anos morreu em Avdiïvka, na guerra. Ele deixou uma vida pela frente. E este é seu rosário e seu Novo Testamento, que ele lia e rezava.”
Segurando os objetos religiosos do jovem soldado, Francisco fez um convite aos fiéis presentes na Praça São Pedro: “Gostaria que todos nós ficássemos em silêncio neste momento, pensando nesse jovem e em tantos outros como ele, que morreram nessa loucura de guerra. A guerra destrói sempre. Pensemos neles e rezemos.”


Papa: A alegria do Ressuscitado transforma nossa vida
A vitória da vida sobre a morte
Francisco sublinha que “compartilhar a alegria é uma experiência maravilhosa, que aprendemos desde pequenos”. E ao exemplificar com experiências felizes que cada pessoa vive ao longo de sua vida, o Pontífice ressalta que esses momentos nos impulsionam ao desejo de compartilhar imediatamente, assim como “aquelas mulheres, na manhã de Páscoa, que vivenciaram essa experiência de uma maneira muito maior”: “A ressurreição de Jesus não é apenas uma notícia maravilhosa ou o final feliz de uma história, mas algo que muda nossa vida completamente e para sempre! É a vitória da vida sobre a morte, da esperança sobre o desânimo. Jesus rompeu a escuridão do sepulcro e vive para sempre: sua presença pode iluminar qualquer coisa. Com Ele, cada dia se torna uma etapa de um caminho eterno, cada ‘hoje’ pode esperar um ‘amanhã’, cada fim um novo começo, cada instante é projetado para além dos limites do tempo, em direção à eternidade.”
A alegria da Páscoa
O Papa enfatiza então que a alegria da Ressurreição não é algo distante, mas “está muito próxima de nós, porque nos foi dada no dia do nosso batismo”. Desde então, continua o Santo Padre, “nós também, como aquelas mulheres, podemos encontrar-nos com o Ressuscitado e Ele, como a elas, nos diz: Não tenhais medo!” Francisco convida os fiéis, à semelhança das mulheres mencionadas na passagem bíblica, a cultivarem em seus corações a alegria, ressaltando que isso somente é viável por meio do encontro com o Ressuscitado: “Ele é a fonte de uma alegria que nunca se esgota. Portanto, apressemo-nos a buscá-Lo na Eucaristia, em Seu perdão, na oração e na caridade vivida! A alegria, quando compartilhada, aumenta. Compartilhemos a alegria do Ressuscitado.”