Novos Ventos – 14 de Janeiro

 II Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II domingo do Tempo Comum a liturgia apresenta o tema do chamamento. A primeira leitura do livro de Samuel, o Senhor foi chamando o jovem durante a noite, este por sua vez levantava-se e ia ter com Heli, quando este percebeu que era o Senhor que chamava Samuel disse-lhe: «volta-te a deitar e se te chamarem outra vez, responde: ‘Falai, Senhor, que o vosso servo escuta’». O servo é aquele que serve, aquele que está pronto a servir. Samuel coloca-se ao serviço do Senhor. Outra particularidade é que Deus chama pelo nome de cada um é um chamamento pessoal. O evangelista São João põe em evidência o anúncio de João Baptista que apontando para Jesus diz: “Eis o Cordeiro de Deus”. A partir daquele momento os discípulos de João vão atrás de Jesus, Ele ao ver que O seguiam disse-lhes: “Que procurais?». Eles responderam: «Rabi – quer dizer Mestre – onde moras?». Jesus disse-lhes: «Vinde ver». Na verdade, a curiosidade de conhecer este Messias leva-os a permanecer com Ele naquele dia. O conhecimento de Jesus só acontece numa relação pessoal deixando-nos envolver pelo seu Amor. Como nos revela o Evangelho de hoje é no fitar o olhar que Simão é tocado pelo Seu Amor. Muitas vezes corremos demasiado, preocupamo-nos com as coisas terrenas, andamos deprimidos e não damos espaço para estar diante do Santíssimo Sacramento e deixar que o Senhor fixe em nós o Seu olhar.

A Leitura do Livro de Samuel,  traz-nos a história do chamamento do profeta Samuel. Diz-nos que o chamamento é sempre uma iniciativa de Deus: é Ele que vem ao encontro do homem, chama-o pelo nome, desafia-o a ser sinal e testemunho do projeto de Deus no mundo. A resposta do jovem Samuel pode constituir a paradigma da nossa resposta ao Deus que chama.

A Leitura de São Paulo aos Coríntios, Paulo convida os cristãos de Corinto a viverem de forma coerente com o chamamento que Deus lhes fez. No crente que vive em comunhão com Cristo e que é Templo do Espírito deve manifestar-se sempre a vida nova de Deus. Todos os baptizados são chamados a dar testemunho do Homem Novo, do Homem que vive de Jesus e que caminha com Jesus.

O Evangelho de São João,   descreve o encontro de Jesus com os seus primeiros discípulos e esboça o caminho que o discípulo deve percorrer depois desse primeiro encontro: deve ir atrás de Jesus, estabelecer contato com Ele, perceber que Ele é fonte de Vida verdadeira, aceitar viver em comunhão com Ele, tornar-se testemunha dele junto dos outros irmãos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, estava João Batista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?». Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?». Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» – que quer dizer ‘Cristo’ –; e levou-o a Jesus. Fitando os olhos nele, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer ‘Pedro’. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Janeiro)

«Amarás o Senhor teu Deus… e o teu próximo como a ti mesmo»  (Lc 10,27)

“E quem é o meu próximo?”, continua o doutor da Lei. O Mestre responde contando a parábola do Bom Samaritano. Ele não elenca as várias tipologias de pessoas que podem entrar na categoria de próximo, mas descreve a atitude de profunda compaixão que deve animar todas as nossas ações. Somos nós próprios que nos devemos tornar “próximos” dos outros. 

A pergunta que nos temos de fazer é: “E eu, sou próximo de quem?”.

Precisamente como fez o Samaritano, é preciso cuidar dos irmãos cujas necessidades conhecemos. Deixarmo-nos envolver plenamente nas situações que se nos apresentam, sem qualquer temor. Ter um amor que procura ajudar, promover e encorajar a todos.  É preciso ver o outro como um outro eu, e fazer ao outro aquilo que faríamos a nós próprios. É a denominada “regra de ouro”, que encontramos em todas as religiões. Gandhi explica-a de um modo muito eficaz: «Tu e eu somos uma coisa só. Não posso fazer-te mal sem me ferir a mim mesmo»[5].

Patrizia Mazzola


Papa: experiência interior de Santa Rosa se propagou como uma luz que ilumina

O Papa recebeu em audiência no Vaticano na manhã desta quinta-feira, 11, uma delegação de 250 membros da Confraria “Facchini (“carregadores”) di Santa Rosa” de Viterbo, distante pouco mais de 100 quilômetros de Roma.

Não obstante de fundação relativamente recente, as raízes da Confraria remontam ao ano de 1258, quando o corpo incorrupto de Santa Rosa foi transladado em procissão no dia 4 de setembro da Igreja de Santa Maria in Poggio (hoje chamada “della Crocetta”) para o então Mosteiro das Clarissas de São Damião, hoje Santuário de Santa Rosa. E precisamente para recordar a transladação, o Papa Alexandre IV instituiu a Festa de Translação do Corpo de Santa Rosa que se perpetuou no tempo e chegou até nossos dias.

Santa “agitada” pelo Espírito Santo

As raízes da sua história – escreveu o Papa no discurso não lido, mas entregue à delegação – remetem-nos aos tempos em que a Santa viveu em Viterbo, onde viveu uma experiência mística que a tornou promotora de devoção e de vitalidade cristã para toda a cidade. Desde muito jovem fez a escolha pela pobreza absoluta e pela dedicação à caridade, e foi uma verdadeira liderança, envolvendo muitos outros com o seu amor a Jesus, a ponto de se tornar uma presença incômoda para as autoridades, que a exilaram juntamente com família dela. Uma “santa agitada”, poderíamos dizer, mas pelo Espírito Santo, tanto que sua experiência interior não pode permanecer escondida, mas se difundiu como a luz de uma lâmpada que ilumina toda a casa. Precisamos de santos assim, ainda hoje, sublinhou Francisco, “pessoas que não se sentam no sofá de pantufas mas que, ardentes do desejo incontrolável de viver e anunciar o Evangelho, com paixão tornam-se contagiosos na santidade”.

Sínodo: “Tem de haver um impulso missionário, não podemos estar em gestão”

O Relatório de Síntese da primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos bispos “recolhe as convergências, as questões a aprofundar e as propostas que surgiram do diálogo” desenvolvido em Roma em 2023.

A Secretaria Geral do Sínodo publicou recentemente indicações sobre os passos a dar nos meses que nos separam da segunda sessão que decorrerá em Roma no mês de outubro neste novo ano de 2024.

Para o padre Paulo Terroso, membro da Comissão de Comunicação do Sínodo, estes próximos meses são um “tempo de germinação”. Para o sacerdote português, responsável pela comunicação da Arquidiocese de Braga, a síntese sinodal da primeira sessão do Sínodo lança um autêntico caderno de encargos. A entrevista foi conduzida pela jornalista Sónia Neves.

Primeira sessão lança um caderno de encargos

Sónia Neves (SN): O Padre Paulo acompanhou os trabalhos do Sínodo no Vaticano, o que chega a Portugal? Há alguns temas com que podemos ficar apreensivos?

Paulo Terroso (PT): Apreensivos não porque são boas notícias! O Evangelho é todo ele uma boa notícia e ali expressa-se a vida da Igreja e o que foi lá falado discutido. O que é entregue à Igreja, e acho impor nesta fase, neste “tempo de germinação”, usando uma expressão de Timothy Radcliffe, que uma semente lançada à terra é um grande caderno de encargos, grande porque são 80 propostas, 20 delas propostas de comissões teológicas, ou grupos de trabalho e estudo, para envolver toda a Igreja na reflexão dos termos que chegou a uma convergência, onde há questões em aberto e outras necessárias a aprofundar. São 20 temas, não falta matéria, é importante fazer este caminho, responder ao apelo do Papa, porque este caminho para a Igreja é fundamental.

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