I Domingo da Quaresma – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste I Domingo da Quaresma a liturgia da palavra apresenta o relato das Tentações de Jesus. Depois de Jesus ter jejuado e permanecido no deserto durante quarenta dias e quarenta noite é tentado pelo Diabo. Jesus experimenta as tentações comuns a todo o ser humano; a primeira tentação experimentada por Jesus consiste no bem essencial de qualquer ser humano, depois de jejuar sentiu fome e o tentador dirigindo-se a Jesus diz que faça “transformar as pedras em pão”. A resposta de Jesus é clara e evidente o alimento é um bem essencial de primeira necessidade, mas não devemos alimentarmo-nos apenas o corpo, mas também alimentar a íntima comunhão com Deus e esse alimento é a Palavra da Escritura = o Evangelho. Outra tentação experimentada por Jesus consiste no poder «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». Quantas vezes, a ganância de possuir bens materiais e o poder ofusca a nossa liberdade e deixemo-nos corromper e tornamo-nos escravos de vícios de jogos, ou recorremos a adivinhação ou outras práticas ilícitas de ganhar dinheiro. Que ao longo desta semana procuremos alimentar-se mais da Palavra de Deus e rejeitar as seduções que nos corrompe a alma e são obra do demónio.
A Leitura do Livro dos Génesis, afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em nós próprios, inventamos esquemas de egoísmo, de orgulho e de prepotência e construímos caminhos de sofrimento e de morte.
A Leitura de São Paulo aos Romanos, propõe-nos dois exemplos: Adão e Jesus. Adão representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si só, os caminhos da salvação e da vida plena; Jesus é o homem que escolhe viver na obediência às propostas de Deus e que vive na obediência aos projectos do Pai. O esquema de Adão gera egoísmo, sofrimento e morte; o esquema de Jesus gera vida plena e definitiva.
O Evangelho de São Mateus, apresenta, de forma mais clara, o exemplo de Jesus. Ele recusou – de forma absoluta – uma vida vivida à margem de Deus e dos seus projectos. A Palavra de Deus garante que, na perspectiva cristã, uma vida que ignora os projectos do Pai e aposta em esquemas de realização pessoal é uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tentação de ignorar Deus e as suas propostas é uma tentação diabólica e que o cristão deve, firmemente, rejeitar.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo Demónio. Jejuou quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome. O tentador aproximou se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’». Então o Demónio conduziu O à cidade santa, levou O ao pináculo do templo e disse Lhe: «Se és Filho de Deus, lança Te daqui abaixo, pois está escrito: ‘Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’». Respondeu lhe Jesus: «Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’». De novo o Demónio O levou consigo a um monte muito alto, mostrou Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória, e disse Lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». Respondeu lhe Jesus: «Vai te, Satanás, porque esta escrito: ‘Adoraras o Senhor teu Deus e só a Ele prestaras culto’». Então o Demónio deixou O e logo os Anjos se aproximaram e serviram Jesus. Palavra do Senhor

Papa: a guerra destrói. Olhemos para a Ucrânia sem medo de sofrer
“Hoje é um ano desta guerra: olhemos para a Ucrânia, rezemos pela Ucrânia e abramos o nosso coração à dor.”
Na tarde desta sexta-feira, 24 de fevereiro, o Papa participou da projeção do Documentário “Freedom on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom”, promovida pelo diretor Evgeny Afineevsky, na Sala Nova do Sínodo. O evento era reservado a 240 hóspedes: pessoas necessitadas, refugiadas e membros da comunidade ucraniana de Roma. Estavam acompanhados por representantes das associações que oferecem a elas assistência e pelo esmoleiro do Papa, Card. Konrad Krajewski.
Ao final, Francisco dirigiu as seguintes palavras:
“Quando Deus fez o homem, pediu que cuidasse da terra, a fizesse crescer e a tornasse bela. O espírito da guerra é o contrário: destruir, destruir, não deixar crescer, destuir todo mundo: homens, mulheres, crianças, idosos, todos. Hoje é um ano desta guerra: olhemos para a Ucrânia, rezemos pela Ucrânia e abramos o nosso coração à dor. Não tenhamos vergonha de sofrer e de chorar, porque uma guerra é a destruição, uma guerra nos diminui sempre. Que Deus nos faça compreender isso.”
Em seguida, o Pontífice fez esta oração:
“Pai Santo, que estais nos céus, olhai as nossas misérias, olhai as nossas feridas, olhai a nossa dor, olhai também o nosso egoísmo, os nossos interesses rasos e a capacidade que temos de nos destruir. Curai, curai o nosso coração, curai a nossa mente, curai os olhos para que possamos ver a beleza que vós fizestes e não destrui-la no egoísmo. Semeai em nós a semente da paz. Amém.”

Palavra de Vida (Fevereiro)
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
Protegidos então pela presença de Deus, podemos também nós ser mensageiros do Seu amor. De facto, somos chamados a ver as necessidades dos outros, a socorrer os nossos irmãos nos seus desertos, a partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos. O esforço é de manter os olhos abertos diante da humanidade, em que também nós estamos inseridos.
Podemos parar e tornarmo-nos próximos daqueles que estão em busca de um sentido e de uma resposta aos muitos porquês da vida: amigos, familiares, conhecidos, vizinhos de casa, colegas de trabalho, pessoas com dificuldades económicas ou talvez socialmente marginalizadas.
Podemos, com eles, recordar e partilhar aqueles momentos preciosos em que encontrámos o amor de Deus e descobrimos o sentido da nossa vida. Podemos enfrentar juntos as dificuldades e descobrir, nos desertos que atravessamos, a presença de Deus na nossa história. É esta presença que nos ajuda a continuar o caminho com confiança.
( Patrizia Mazzola )

Papa: a Quaresma lembra quem é o Criador e quem é a criatura. Sem Deus, somos apenas pó
“Queridos irmãos e irmãs, inclinemos a cabeça, recebamos as cinzas, tornemos leve o coração”: palavras do Papa Francisco na homilia da missa celebrada na Basílica de Santa Sabina, nesta Quarta-feira de Cinzas.
Como é tradição, a cerimônia teve início com a procissão penitencial que partiu da Igreja de Santo Anselmo, com a participação de cardeais, bispos, monges beneditinos, padres dominicanos e fiéis. Ao final da procissão, teve lugar a Celebração Eucarística com o rito da bênção e imposição das cinzas.
Regressar à verdade de nós mesmos
Em sua homilia, o Pontífice recordou que a Quaresma é o tempo favorável para regressar ao essencial e neste caminho de regresso, fez um convite aos fiéis: regressar à verdade de nós mesmos e regressar a Deus e aos irmãos.
Antes de mais nada, as cinzas nos recordam quem somos e de onde vimos: só o Senhor é Deus e nós somos obra das suas mãos. Mas muitas vezes nos esquecemos que viemos da terra e precisamos do Céu e que sem Ele, somos só pó: “Por isso a Quaresma é o tempo para nos lembrarmos quem é o Criador e quem é a criatura, para proclamar que só Deus é o Senhor, para nos despojarmos da pretensão de nos bastarmos a nós mesmos e da mania de nos colocar no centro, ser o primeiro da turma, pensar que podemos, meramente com as nossas capacidades, ser protagonistas da vida e transformar o mundo que nos rodeia.” Quantas desatenções e superficialidades nos distraem daquilo que conta, acrescentou Francisco, lembrando que a Quaresma é “um tempo de verdade”, para fazer cair as máscaras que pomos todos os dias a fim de aparecer perfeitos aos olhos do mundo; para lutar – como nos disse Jesus no Evangelho
