V Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
No V domingo do Tempo Comum o relato do Evangelho que nos é apresentado põe em evidência o testemunho que os cristãos devem dar no meio da sociedade. No domingo passado Jesus apresentava uma “regra de vida” para se poder ser feliz era necessário cumprir as Bem-Aventuranças, isto é, “ser humilde, pobre de espírito, misericordioso, puro e promover a paz”. A liturgia deste domingo salienta o “dever ser” dos discípulos e dos cristãos, que consiste em ser “Luz e Sal”. Vivemos numa sociedade que perdeu o “sabor” do seu compromisso e identidade cristã. Hoje, muitas famílias procuram a Igreja como “prestação de serviços”: vou à Igreja para pedir o baptismo, o casamento, a comunhão. Mais do que nunca as palavras de Jesus são fundamentais e pertinentes “sede sal e sede luz”. Jesus diz que a “luz” deve brilhar para os que estão em casa, isto é, primeiro passa pelo testemunho familiar, depois também deve brilhar extramuros, para que vendo as vossas boas obras possam glorificar a Deus.
A Leitura do Livro de Isaías, apresenta as condições necessárias para “ser luz”: é uma “luz” que ilumina o mundo, não quem cumpre ritos religiosos estéreis e vazios, mas quem se compromete verdadeiramente com a justiça, com a paz, com a partilha, com a fraternidade. A verdadeira religião não se fundamenta numa relação “platónica” com Deus, mas num compromisso concreto que leva o homem a ser um sinal vivo do amor de Deus no meio dos seus irmãos.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, avisa que ser “luz” não é colocar a sua esperança de salvação em esquemas humanos de sabedoria, mas é identificar-se com Cristo e interiorizar a “loucura da cruz” que é dom da vida. Pode-se esperar uma revelação da salvação no escândalo de um Deus que morre na cruz? Sim. É na fragilidade e na debilidade que Deus Se manifesta: o exemplo de Paulo – um homem frágil e pouco brilhante – demonstra-o.
O Evangelho de São Mateus, Jesus exorta os seus discípulos a não se instalarem na mediocridade, no comodismo, no “deixa andar”; e pede-lhes que sejam o sal que dá sabor ao mundo e que testemunha a perenidade e a eternidade do projecto salvador de Deus; também os exorta a serem uma luz que aponta no sentido das realidades eternas, que vence a escuridão do sofrimento, do egoísmo, do medo e que conduz ao encontro de um “Reino” de liberdade e de esperança.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra.
Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».
Palavra do Senhor

O Papa aos jovens da RDC: das tuas mãos pode vir a paz que falta a este país
O Papa Francisco encontrou-se com os jovens e os catequistas no Estádio dos Mártires, na manhã desta quinta-feira (02/02), em Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC), no âmbito de sua 40ª Viagem Apostólica Internacional.
Antes do discurso do Pontífice, houve as boas-vindas do presidente da Comissão Episcopal para os Leigos, a apresentação de danças tradicionais, o testemunho de um jovem e de um catequista. A seguir, o Papa iniciou o seu discurso, convidando os congoleses a abrirem as palmas das mãos e olharem para elas.
Amigos, Deus colocou nas vossas mãos o dom da vida, o futuro da sociedade e deste grande país. Tu és uma riqueza única, irrepetível e incomparável. Ninguém, na história, te pode substituir. Pergunta-te então: Para que servem estas minhas mãos? Para construir ou destruir, dar ou reter, amar ou odiar? Vê! Podes apertar a mão e fechá-la, torna-se um punho; ou podes abri-la e colocá-la à disposição de Deus e dos outros. Jovem que sonhas com um futuro diferente, é das tuas mãos que nasce o amanhã; das tuas mãos, pode vir a paz que falta a este país.
Mas, concretamente, como fazer? Então, o Papa sugeriu aos jovens alguns “ingredientes para construir o futuro”, cinco ingredientes para serem associados “aos dedos de uma mão”.
“O polegar, o dedo mais próximo do coração, corresponde a oração, que faz pulsar a vida”, disse o Papa. “Pode parecer uma coisa abstrata, distante da realidade concreta dos problemas. Mas a oração é o primeiro ingrediente, e o fundamental, porque sozinhos nada conseguimos fazer. Não somos onipotentes e, quando alguém julga que o é, acaba por falhar miseravelmente. Quem reza, amadurece interiormente e sabe erguer o olhar para o Alto, lembrando-se de que foi feito para o Céu”.

Palavra de Vida (Janeiro)
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
O versículo da Palavra de vida deste mês provém do livro do Génesis. Estas palavras foram pronunciadas por Agar, a escrava que Sara deu como mulher a Abraão para lhe assegurar um descendente, porque Sara não podia ter filhos. Quando Agar descobriu que estava grávida, sentiu-se superior à sua patroa. Depois, os maus tratos infligidos por Sara obrigaram-na a fugir para o deserto. Foi precisamente aí que se deu um encontro único entre Deus e Agar, que recebeu uma promessa de descendência semelhante àquela que Deus tinha feito a Abraão. O filho que havia de nascer seria chamado Ismael, que significa “Deus escutou”, porque acolheu a angústia de Agar e lhe deu uma estirpe.
( Patrizia Mazzola )

O Papa no Sudão do Sul: chega de violência e destruição, que surja um tempo de paz
O Papa Francisco encontrou-se com as autoridades, a sociedade civil e o Corpo Diplomático, no Palácio Presidencial, em Juba, no Sudão do Sul, na tarde desta sexta-feira (03/02).
“Venho como peregrino de reconciliação, com o sonho de vos acompanhar no vosso caminho de paz: caminho tortuoso, mas inadiável. Não cheguei aqui sozinho, porque na paz, como na vida, caminha-se juntos”, disse Francisco, afirmando que foi ao país sul-sudanês “acompanhado por dois irmãos”, o arcebispo de Cantuária, Justin Welby, primaz anglicano inglês, e pelo moderador da Assembleia Geral da Igreja da Escócia, Greenshield. “Juntos, apresentamo-nos em nome de Jesus Cristo, Príncipe da Paz, estendendo as mãos a cada um de vós e a este povo”, disse o Papa no início de seu discurso.
“De fato, empreendemos esta peregrinação ecumênica de paz depois de ter escutado o clamor de um povo inteiro que, com grande dignidade, chora pela violência que padece, pela perene falta de segurança, pela pobreza que o aflige e pelos desastres naturais que o assolam.”
Estes anos de guerras e conflitos parecem não ter fim, e ainda recentemente se verificaram duros confrontos, enquanto os processos de reconciliação parecem paralisados e as promessas de paz permanecem por cumprir. Que não seja em vão este sofrimento extenuante; que a paciência e os sacrifícios do povo sul-sudanês vejam desabrochar rebentos de paz que produzam fruto.
Frutos e vegetação abundam no Sudão do Sul, graças ao Nilo Branco, grande rio que atravessa “este país recente, mas com uma história antiga”. A “busca das fontes da convivência” foi o centro do discurso do Papa. “Esta terra, que abunda de tantos bens tanto no subsolo quanto nos corações e nas mentes dos seus habitantes, precisa ser novamente saciada por fontes frescas e vitais”, sublinhou Francisco.
