III Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste III domingo do Tempo Comum começa põe em evidência a prisão de João Baptista e o início da vida pública de Jesus que destaca o anúncio e o convite à conversão e o chamamento dos Apóstolos. O início da vida pública de Jesus começa com um discurso de um convite a uma mudança interior e convite à conversão, importante salientar que João fora preso por denunciar uma injustiça. Após, este discurso de Jesus é seguido por outro convite, mas agora a uma atitude mais audaz, isto é, ser capazes de deixar a barca, as redes, as amarras que nos prendem e impede de seguir o Messias.
É verdade, que Jesus poderia escolher homens sábios, doutores da lei ou sacerdotes que cumpriam com rigor as prescrições da Lei. Todavia, Jesus elege pessoas humildes e simples, que no meio das dificuldades da vida não se deixam acomodar. Também nos nossos tempos Jesus continua a lançar o convite para O seguir, mas hoje são imensas as amarras que nos prendem de responder ao chamamento. Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos.
A Leitura do Livro de Isaías, o profeta Isaías anuncia uma luz que Deus irá fazer brilhar por cima das montanhas da Galileia e que porá fim às trevas que submergem todos aqueles que estão prisioneiros da morte, da injustiça, do sofrimento, do desespero.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, apresenta as vicissitudes de uma comunidade de discípulos, que esqueceram Jesus e a sua proposta. Paulo, o apóstolo, exorta-os veementemente a redescobrirem os fundamentos da sua fé e dos compromissos assumidos no baptismo.
O Evangelho de São Mateus, descreve a realização da promessa profética: Jesus é a luz que começa a brilhar na Galileia e propõe aos homens de toda a terra a Boa Nova da chegada do “Reino”. Ao apelo de Jesus, respondem os discípulos: eles serão os primeiros destinatários da proposta e as testemunhas encarregadas de levar o “Reino” a toda a terra.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-Se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: «Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou». Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo». Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O. Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Palavra do Senhor

Semana Ecumênica de Oração: “Alegremo-nos com o que pudermos”
A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é comemorada desde 1908 e é organizada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas. O tema litúrgico internacional para a Semana de Oração deste ano foi desenvolvido por cristãos dos Estados Unidos: “Façam o bem! Busquem a justiça”! (Isaías 1, 17). Concentra-se na luta contra o racismo e na dificuldade dos grupos marginalizados. A cerimônia de abertura na igreja luterana no coração de Roma contou com a presença de representantes das igrejas protestante e católica. Em entrevista, o pastor luterano Michael Jonas, explicou ao Vatican News que “a particularidade deste ano é somos cada vez mais convidados, não apenas por órgãos oficiais como o Dicastério para Unidade dos Cristãos do Vaticano ou a Diocese de Roma, mas também por algumas paróquias romanas que agora sabem: existe esta Semana da Unidade, existe a Igreja Protestante, e por isso querem entrar em contato conosco”.
A unidade já está se realizando
“E eu tenho mais convites nas igrejas paroquiais do que posso atender”, acrescentou o pastor luterano. Na celebração da noite de domingo, que contou com a presença, entre outros, do cura da paróquia católica de língua alemã de Santa Maria dell’Anima, Konrad Bestle, e do reitor do Germanicum, padre Gernot Wisser SJ, foi recordado também o Papa Bento XVI, que faleceu há poucos dias. O Padre Jonas comentou ainda: “Estamos naturalmente honrados como Igreja Luterana em Roma que Bento XVI, mas também os outros papas, nos tenham visitado. E Bento simplesmente conseguiu enfatizar o que já é ecumenicamente possível. Em outras palavras, para nos concentrarmos no que podemos fazer juntos. E isto já acontece muito bem rezando juntos, cantando juntos e escutando juntos a Palavra de Deus. E sou grato por termos permissão para nos movermos nestas áreas e também tenho a sensação de que a unidade já esteja se realizando”.

Palavra de Vida (Janeiro)
“Aprendei a fazer o bem, procurai a justiça.”(Is 1, 17)
Esta palavra de vida impele-nos a ajudar os outros, a ter um olhar atento, a socorrer concretamente os que se encontram em necessidade. O nosso caminho de conversão requer que abramos o coração, o pensamento, os braços principalmente àqueles que sofrem. «O desejo e a procura da justiça estão, desde sempre, inscritos na consciência do homem. Foram colocados no seu coração pelo próprio Deus. Apesar de todas as conquistas e progressos alcançados no decurso da História, como está longe ainda a plena realização do projeto de Deus! As guerras que ainda hoje se travam, tal como o terrorismo e os conflitos étnicos, são sinal das desigualdades sociais e económicas, das injustiças, dos ódios. […] Sem amor, sem respeito pela pessoa, sem atenção às suas necessidades, os relacionamentos pessoais podem até ser corretos, mas podem também tornar-se burocráticos, incapazes de dar respostas que resolvam as necessidades humanas. Sem amor nunca existirá a verdadeira justiça, a partilha de bens entre ricos e pobres, a atenção à singularidade de cada homem e mulher e à situação concreta em que eles se encontram»[2].( Patrizia Mazzola )

Relatório sobre a perseguição cristã: hoje uma “Igreja de refugiados”
Em 2022: foram mortos 5621 cristãos
O Relatório, apresentado hoje na Itália em contemporânea com outros 24 outros países, é o resultado do trabalho de uma equipe de pesquisadores que monitoram a realidade dos cristãos em 100 países do mundo e revela que entre outubro de 2021 e setembro de 2022, 5621 cristãos foram mortos, 4542 presos e 5259 sequestrados – incluindo 4726 na Nigéria -, enquanto 2110 igrejas ou edifícios cristãos foram atacados.
Coreia do Norte: país com maior número de cristãos perseguidos
O país com o maior número de cristãos perseguidos é a Coreia do Norte, onde o aumento das prisões e o fechamento de um maior número de igrejas, explica Open Doors, também se deve à nova onda de perseguição promovida pela “Lei contra o Pensamento Reacionário” que, entre outras coisas, torna um crime publicar qualquer material de origem estrangeira, inclusive a Bíblia. Seguem a Somália, Iêmen, Eritréia, Líbia. Nações, em sua maioria, fortemente islâmicas e mais intolerantes para com os cristãos, onde, assinala Open Doors, a perseguição se deve à radicalização das sociedades tribais islâmicas, ao extremismo ativo e à instabilidade endêmica. Nestes países a fé cristã tem que ser vivida em segredo e se for descoberta (especialmente se ex-muçulmanos) corre-se o risco de morte. Os lugares mais perigosos do mundo para os cristãos são a Nigéria, o Paquistão, onde há mais violência anti-cristã, o Irã, onde cristãos e igrejas são vistos como ameaças ao regime islâmico e os convertidos ao cristianismo estão expostos a maiores riscos, o Afeganistão e o Sudão. Em Mianmar, por outro lado, mais de 100 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, esconder ou fugir do país, e o número de casas, lojas e propriedades cristãs destruídas ou atacadas, mais de mil, ressalta a virada autoritária da junta militar, que tem visado certas minorias percebidas como perturbadoras simplesmente porque professam a fé cristã.
