II Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste II domingo do Tempo Comum começa por apresentar o início da vida pública de Jesus. Após, Jesus ter sido baptizado por João Baptista no Jordão, este dá um grande testemunho de quem é Jesus. O evangelista começa por descrever esta dinâmica que consiste em direcionar atenção das multidões para Jesus Cristo “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. A vida pública de Jesus tem maior relevância com este quase “apagar-se” de João Baptista. Ele não se limita apenas apresentar Jesus como o Cordeiro que será Imolado pela salvação dos homens, mas descreve Quem é Jesus “Ele existia antes de mim” e “Eu não O conhecia, mas foi para Ele Se manifestar a Israel que eu vim baptizar na água”. A mais bela manifestação do testemunho de João consiste no acontecimento do Baptismo quando o Espírito Santo desce sobre Jesus, ao que João afirma: “Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus”. Por vezes, ainda temos dificuldade em acolher a mensagem de Jesus Cristo, diante de tão grandes exemplos e testemunhos, acolher Jesus não é uma ação mecânica, mas também não é como ir ao hipermercado comprar um produto, passa pela adesão pelo enamoramento de alguém que se deixa olhar por dentro e descobrir na Eucaristia “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
A Leitura do Livro de Isaías, apresenta-nos uma personagem misteriosa – Servo de Jahwéh – a quem Deus elegeu desde o seio materno, para que fosse um sinal no mundo e levasse aos povos de toda a terra a Boa Nova do projecto libertador de Deus.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, apresenta-nos um “chamado” (Paulo) a recordar aos cristãos da cidade grega de Corinto que todos eles são “chamados à santidade” – isto é, são chamados por Deus a viver realmente comprometidos com os valores do Reino.
O Evangelho de São João, apresenta-nos Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele é o Deus que veio ao nosso encontro, investido de uma missão pelo Pai; e essa missão consiste em libertar os homens do “pecado” que oprime e não deixa ter acesso à vida plena.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, João Baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro, e exclamou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Era d’Ele que eu dizia: “Depois de mim virá um homem, que passou à minha frente, porque existia antes de mim”. Eu não O conhecia, mas para Ele Se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água». João deu mais este testemunho: «Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: “Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar é que baptiza no Espírito Santo”. Ora eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus».
Palavra do Senhor

Papa para o Dia Mundial dos Doentes:“Viver indiferentes à dor não é uma opção possível”
Caminhar juntos
E observa a importância da nossa caminhada ao afirmar que nestes momentos pode-se ver como estamos caminhando: “se é verdadeiramente um caminhar juntos, ou se se vai na mesma estrada mas cada um por conta própria, cuidando dos próprios interesses e deixando que os outros ‘se arranjem’. Por isso”, continua, “neste XXXI Dia Mundial do Doente e em pleno percurso sinodal, convido-vos a refletir sobre o fato de podermos aprender, precisamente através da experiência da fragilidade e da doença, a caminhar juntos segundo o estilo de Deus, que é proximidade, compaixão e ternura”.
A fragilidade faz parte do nosso caminho
“Naturalmente as experiências do extravio, da doença e da fragilidade fazem parte do nosso caminho: não nos excluem do povo de Deus”, acrescentou na Mensagem, “pelo contrário, colocam-nos no centro da solicitude do Senhor, que é Pai e não quer perder pela estrada nem sequer um dos seus filhos”. Enfatizando que se “trata de aprender com Ele a ser verdadeiramente uma comunidade que caminha em conjunto, capaz de não se deixar contagiar pela cultura do descarte”.
O Bom Samaritano
Ao falar sobre a parábola do Bom Samaritano exemplificou o estilo de Deus: “Com efeito, há uma profunda conexão entre esta parábola de Jesus e as múltiplas formas em que é negada hoje a fraternidade. Não é fácil distinguir os atentados à vida e à sua dignidade que provêm de causas naturais e, ao invés, aqueles que são provocados por injustiças e violências. Na realidade, o nível das desigualdades e a prevalência dos interesses de poucos já incidem de tal modo sobre cada ambiente humano que é difícil considerar ‘natural’ qualquer experiência. Cada doença realiza-se numa ‘cultura’ por entre as suas contradições”.
Reconhecer a solidão e abandono
Voltando ao ponto focal da mensagem acrescenta “O que importa aqui é reconhecer a condição de solidão, de abandono. Trata-se duma atrocidade que pode ser superada antes de qualquer outra injustiça, porque para a eliminar – como conta a parábola – basta um momento de atenção, o movimento interior da compaixão”.

Palavra de Vida (Janeiro)
“Aprendei a fazer o bem, procurai a justiça.”(Is 1, 17)
O que significa aprender a fazer o bem? É preciso pormo-nos na disposição de aprender. É-nos pedido um esforço. No caminho do dia a dia temos sempre qualquer coisa ainda para compreender, para melhorar. Quando erramos, podemos recomeçar.
O que significa procurar a justiça? Ela deve ser procurada como um tesouro, deve ser desejada, é a meta do nosso agir. A prática da justiça ajuda a aprender a fazer o bem. É saber acolher a vontade de Deus, que é o nosso bem.
Isaías apresenta exemplos concretos. Aqueles por quem Deus tem uma especial preferência – por serem os mais indefesos – são os oprimidos, os órfãos e as viúvas. Deus convida o seu povo a cuidar concretamente dos outros, sobretudo dos que não têm condições de fazer valer os seus direitos. As práticas religiosas, os ritos, os sacrifícios, as orações não Lhe são agradáveis se não forem associados à procura e à prática do bem e da justiça. ( Patrizia Mazzola )

Diante de ícone mariano da Belarus, a oração do Papa pela paz
Na Audiência Geral, chamou a atenção o ícone mariano com inscrição em russo colocado à esquerda do palco da Sala Paulo VI. Ao final do tradicional encontro das quartas-feiras, foi o próprio Papa a revelar tratar-se de um ícone venerado na Belarus. Diante dele, em silêncio, rezou pela paz na Ucrânia.
Esta quarta-feira marca o 322° dia da guerra na Ucrânia. Como faz desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022, também na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco convidou a não esquecermos daquele martirizado país:
E não esqueçamos da martirizada Ucrânia, sempre em nosso coração; a este povo que passa por cruéis sofrimentos, expressemos nosso afeto, nossa proximidade e nossa oração.
E aos presentes na Sala Paulo VI e àqueles que acompanhavam pelos meios de comunicação, Francisco convidou a unirem-se a ele na oração silenciosa diante do ícone de Nossa Senhora do Povo, venerado na Belarus:
E agora passarei alguns momentos em silêncio diante do ícone conhecido como Nossa Senhora do Povo, venerado na Belarus, rezando por aquele querido país e pela paz. Convido-vos a unir-vos espiritualmente nesta minha oração.
