Novos Ventos – 08 de Janeiro

Solenidade da Epifania do Senhor – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste domingo celebramos a Epifania do Senhor = ou Manifestação do Senhor. Através do Nascimento de Jesus, Deus manifestou-se aos homens e a Epifania é um sinal dessa manifestação. A liturgia de hoje revela-nos a experiência de uns Magos vindos do Oriente que guiados por uma Estrela empreenderam uma viagem até chegarem à cidade de Belém. Um sinal no Céu uma estrela que brilha de forma diferente das outras estrelas fá-los deixar a sua pátria e seguir o astro luminoso. Durante o percurso os Magos encontram algumas dificuldades, deixam de visualizar o astro luminoso, o encontro com o Rei Herodes, mas estes obstáculos não impedem de alcançar os objetivos que motivaram essa grande aventura. Quando chegam a Belém ao entrar naquele espaço onde estava Jesus fizeram a grande descoberta que a verdadeira Estrela que brilhava para eles era o Salvador. Depois, iluminados por Deus regressam as suas terras por outro caminho, um caminho de Luz que é Cristo. Que os obstáculos que encontrarmos na nossa vida nos impeçam de fazer a descoberta dessa Estrela Luminosa o Salvador do Mundo.

A Leitura do Livro de Isaías, anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

A Leitura de São Paulo aos Efésios, apresenta o projecto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus.

O Evangelho de São Mateus,  vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “magos” do oriente, representantes de todos os povos da terra… Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-n’O com esperança até O encontrar, reconhecem n’Ele a “salvação de Deus” e aceitam-n’O como “o Senhor”. A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem excepção.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Palavra do Senhor


Papa Francisco: os Reis Magos nos mostram lugares onde encontrar o Senhor

Inquietação que se interroga

Por que a inquietação que se interroga? “Porque esta é a primeira coisa que vemos nos Magos”, explica o Papa. “Habitados por uma profunda nostalgia do infinito, perscrutam o céu e deixam-se maravilhar pelo fulgor duma estrela, representando assim a tensão para o transcendente que anima o caminho das civilizações e a busca incessante do nosso coração. De fato, aquela estrela deixa no coração deles precisamente uma pergunta: Onde está aquele que acaba de nascer?”. E diz ainda: “O caminho da fé tem início quando com a graça de Deus, damos espaço à inquietude que nos mantém acordados; quando nos deixamos interrogar, quando não nos contentamos com a tranquilidade dos nossos hábitos, mas envolvemo-nos nos desafios de cada dia” E anima com a afirmação: “Nesses momentos, levantam-se do nosso coração as perguntas irreprimíveis que nos abrem à busca de Deus: Para mim, onde está a felicidade? Onde está a vida plena a que aspiro? Onde está aquele amor que não passa, não conhece ocaso, não se rompe nem mesmo diante de fragilidades, fracassos e traições? Quais são as oportunidades escondidas dentro das minhas crises e tribulações?

Atenção aos tranquilizantes da alma

O Papa segue sua homilia advertindo sobre os “tranquilizantes da alma”, ou seja, os substitutos para acalmar a nossa inquietude e apagar tais perguntas. Desde os produtos do consumismo até às seduções do prazer, enfim que fazem nos afastar da nossa busca. “Muitas vezes”, continua, “procuramos sistematizar o coração no cofre da comodidade, mas, se os Magos tivessem feito assim, nunca teriam encontrado o Senhor. Com efeito, Deus habita nas nossas perguntas inquietas; com elas, ‘procuramo-Lo como a noite procura a aurora’. Concluindo este ponto afirma mais uma vez: “o primeiro lugar é este: a inquietação que se interroga”.

O risco do caminho

O segundo lugar onde podemos encontrar o Senhor é no risco do caminho. De fato, explica o Pontífice, “os interrogativos, mesmo espirituais, podem induzir à frustração e desolação, se não nos puserem a caminho, se não dirigirem o nosso movimento interior para o rosto de Deus e a beleza da sua Palavra”. Explicando em seguida: “Na realidade, os Magos não se detêm a olhar o céu e contemplar a luz da estrela, mas aventuram-se numa viagem arriscada que não prevê, à partida, estradas seguras nem mapas definidos. Pretendem descobrir quem é o Rei dos Judeus, onde nasceu, onde podem encontrá-Lo”.


Palavra de Vida (Janeiro)

“Aprendei a fazer o bem, procurai a justiça.”(Is 1, 17)

A palavra de vida do mês de janeiro encontra-se no primeiro capítulo do profeta Isaías. Esta foi a frase escolhida para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se celebra, no hemisfério norte, de 18 a 25 de janeiro. Os textos foram preparados por um grupo de cristãos do Minnesota, nos Estados Unidos[1]. A justiça é hoje um tema premente. As desigualdades, a violência e os preconceitos multiplicam-se, no seio de uma sociedade que tem dificuldade em testemunhar uma cultura de paz e de unidade. 

No tempo de Isaías não era muito diferente. As guerras, as revoltas, a procura da riqueza e do poder, a idolatria e a marginalização dos pobres tinham desviado o povo de Israel do seu caminho. O profeta, com palavras muito duras, chama a sua gente a um caminho de conversão, indicando o percurso para voltar ao espírito original da aliança feita por Deus com Abraão. ( Patrizia Mazzola )


“Senhor, eu te amo!”: as últimas palavras de Bento XVI

O enfermeiro de turno, que naquele momento estava a sós com o Papa emérito, ouviu as palavras e as referiu ao secretário, o bispo Georg Gänswein. Com um fio de voz, mas de modo distinguível, disse em italiano: “Senhor, te amo!”.

“Senhor, eu te amo!”

As últimas palavras de Bento XVI foram pronunciadas por volta das 3h da madrugada de 31 de dezembro, algumas horas antes de morrer. Quem as ouviu foi o enfermeiro de turno, que naquele momento estava a sós com o Papa emérito e referiu as palavras ao secretário, o bispo Georg Gänswein. Com um fio de voz, mas de modo distinguível, disse em italiano: “Senhor, te amo!”.

“Naquele momento eu não estava, mas o enfermeiro me contou logo depois. Foram as suas últimas palavras compreensíveis, porque sucessivamente não foi mais capaz de se expressar.” Este domingo, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou imagens do corpo de Bento XVI na capela do mosteiro Mater Ecclesiae. A partir de amanhã, os fiéis poderão dar seu adeus ao Papa emérito na Basílica Vaticana. O funeral será na quinta-feira, 5 de janeiro, às 9h30 locais (5h30 no horário de Brasília), na Praça São Pedro, presidido pelo Papa Francisco. O féretro do Papa emérito será levado até à Basílica de São Pedro e, dali, à cripta vaticana para a sepultura.

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