Novos Ventos – 25 de Dezembro

Natal do Senhor – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Hoje celebramos o Natal do Senhor a liturgia deste domingo põe em evidência o Nascimento de Jesus. Na missa da Aurora o evangelista São Lucas salienta a figura dos Pastores que são surpreendidos por uns Anjos que lhes anunciam o nascimento do Salvador. Depois que os Anjos se afastaram os Pastores foram a Belém e encontraram Maria, José e o Menino conforme os Anjos tinham anunciado. O evangelista São João faz alguns atributos à Pessoa de Jesus “VERBO” e “LUZ”. Jesus é na verdade a Palavra que Incarna em Maria é o Verbo que existe desde toda a eternidade, mas que começa a existir como Homem após a Incarnação no seio Virginal de Maria. A outra designação atribuída a Jesus é “LUZ”, mas a humanidade preferiu as trevas do que acolher a luz verdadeira que ilumina todo o homem. Ainda hoje a humanidade continua a colocar barreiras para acolher a luz divina, fechados sobre si mesmos permanecem na escuridão isto é nas trevas. Que neste natal eu possa transportar essa luz nova em mim e levar também àqueles que estão mais sós e abandonados.

A Leitura do Livro de Isaías, anuncia a chegada do Deus libertador. Ele é o rei que traz a paz e a salvação, proporcionando ao seu Povo uma era de felicidade sem fim. O profeta convida, pois, a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança.

A Leitura aos Hebreus, apresenta, em traços largos, o plano salvador de Deus. Insiste, sobretudo, que esse projecto alcança o seu ponto mais alto com o envio de Jesus, a “Palavra” de Deus que os homens devem escutar e acolher.

O Evangelho de São João,  desenvolve o tema esboçado na segunda leitura e apresenta a “Palavra” viva de Deus, tornada pessoa em Jesus. Sugere que a missão do Filho/”Palavra” é completar a criação primeira, eliminando tudo aquilo que se opõe à vida e criando condições para que nasça o Homem Novo, o homem da vida em plenitude, o homem que vive uma relação filial com Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, Mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas, àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «Era deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’».
Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.

Palavra do Senhor


Papa: “A Palavra de Deus abre todas as portas, porque Ele é a porta”

O Papa iniciou recordando que “discernir”, é uma prática complicada porque a vida é complicada e se não aprendermos a lê-la, corremos o risco de a desperdiçar, levando-a em frente com expedientes que acabam por nos degradar. A vida, continuou o Pontífice, “coloca-nos sempre diante de escolhas, e se não as fizermos de maneira consciente, no final é a vida que escolherá por nós, levando-nos para onde não gostaríamos de ir”. Explicando que o discernimento não se faz sozinho e que é preciso de algumas ajudas.

Palavra de Deus e a doutrina da Igreja

Uma primeira ajuda indispensável é o confronto com a Palavra de Deus e a doutrina da Igreja. Elas ajudam-nos a ler o que se move no coração, aprendendo a reconhecer a voz de Deus e a distingui-la de outras vozes, que parecem impor-se à nossa atenção, mas que no final nos deixam confusos. Discorrendo sobre esta ajuda Francisco nos lembrou que a voz de Deus não se impõe, é discreta, respeitosa e, precisamente por isso, pacificadora. 

“Para quem crê, a Palavra de Deus não é simplesmente um texto para ler, é uma presença viva, obra do Espírito Santo que consola, instrui, dá luz, força, alívio e gosto de viver”

Relação afetiva com o Senhor Jesus

Com a ajuda da Escritura o Papa anunciou que para discernir é necessário viver uma relação afetiva com o Senhor Jesus esclarecendo que não devemos ter medo! O coração fala ao coração e esta é uma ajuda indispensável e não é óbvia.


Palavra de Vida – Dezembro

“Confiai sempre no Senhor, porque o Senhor é a rocha perene”(Is 26, 4)

Aproxima-se o Natal. Preparemo-nos para ele, acolhendo desde já Jesus na sua Palavra. É a rocha sobre a qual é preciso construir também a cidade dos homens: «Temos de encarná-la, fazê-la nossa, experimentar a força vital que ela, se for vivida, suscita em nós e ao nosso redor. Apaixonemo-nos pelo Evangelho ao ponto de nos deixarmos transformar por ele e de o fazermos transbordar para os outros. […] Já não seremos nós a viver, será Cristo a formar-se em nós. Experimentaremos a verdadeira liberdade em relação a nós próprios, aos nossos limites, às nossas escravidões. Mais ainda, veremos desencadear a revolução de amor que Jesus, vivendo em nós, vai provocar no tecido social em que estamos inseridos»[6] .
Letizia Magri


Papa, Ucrânia: guerra desumana, as crianças perderam o sorriso

Na Audiência geral desta quarta-feira duplo pensamento do Papa Francisco para a Ucrânia devastada pela guerra. Primeiro Bergogli se dirige aos fiéis presentes na Sala Paulo VI provenientes da Polônia. “De acordo com sua tradição, vocês deixam um lugar vazio à mesa para o convidado inesperado”. Este ano o convidado será a multidão de refugiados da Ucrânia aos quais vocês abriram as portas de suas casas com grande generosidade”.

Depois, no momento da saudação em italiano, Francisco acrescentou: “é a festa de Deus feito criança, pensemos nas muitas crianças da Ucrânia que sofrem, e tanto, com esta guerra. Quando elas vêm aqui, a maioria delas não consegue sorrir, e quando se perde a capacidade de sorrir é grave. Elas carregam consigo a tragédia de uma guerra tão desumana e dura: pensemos no povo ucraniano sem luz e sem aquecimento, sem as coisas principais para sobreviver, e rezemos ao Senhor para lhes dê a paz o quanto antes”. Segundo o Ministério Público da Ucrânia, 332 crianças estão desapareidas desde o início da invasão russa. “De acordo com o portal governamental Children of War, em 21 de dezembro de 2022, 332 crianças resultavam desaparecidas, enquanto 8.385 foram reencontradas”. Já número de crianças mortas desde 24 de fevereiro permaneceu inalterado desde o último relatório, ou seja 450, enquanto o número de crianças feridas é de 863

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